Versões fitness de produtos tradicionais

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Versões fitness de produtos tradicionais

Até 2021, mercado de alimentação saudável no Brasil deve crescer 4,41% por ano

Versões fitness de produtos tradicionais
“Nos últimos anos, o mercado de produtos saudáveis tem evoluído com velocidade e a passos largos no Brasil”, diz Eduardo Moraes, CEO da Latinex

Até o ano de 2021, o mercado de alimentação saudável no Brasil deve crescer, em média, 4,41% anualmente, conforme previsão da agência de pesquisas Euromonitor Internacional. Além disso, uma pesquisa divulgada no ano passado pela consultoria multinacional Kantar Worldpanel, que é especializada em consumo, apontou que o brasileiro gasta, em média, R$ 747 por ano com comidas e bebidas fora de casa. Os dados foram coletados entre maio de 2016 e junho de 2017 e também serviram de base para a descoberta de que mais da metade da população brasileira, 53%, já adotou o hábito de se alimentar na rua na maioria das vezes durante o dia, acompanhando a média global de 56%.
Por meio do mesmo estudo, foi possível detectar, ainda, que as pessoas andam preferindo estilos de vida mais sadios em todo o planeta. Tanto que, em média, 41% dos gastos são destinados para lanches saudáveis e bebidas não alcoólicas.
Já um levantamento feito pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em 2018 revelou que oito em cada dez brasileiros se esforçam para ter uma alimentação saudável, sendo que 71% dos consultados garantiram que preferem produtos mais saudáveis, mesmo que tenham que pagar a mais por eles.
Diante dessa nova tendência do mercado nacional de alimentação fora do lar, empresários do setor tiveram que fazer algumas adaptações para darem conta de atender esse novo público preocupado em se alimentar melhor. Por isso, nos últimos anos, vem se tornando bastante comum a aposta em versões fitness de alguns tradicionais produtos food service, como pizzas, salgados, doces, entre outros.

Visionários

Versões fitness de produtos tradicionaisCarolina Dill Soares Penna Sales é chef pâtissier e, há sete anos, trabalha com doces em versões fitness. Ela conta que fabrica e vende, por meio da sua marca Carolina Sales, “doces voltados para pessoas com restrições alimentares não alergênicas. Doces funcionais, doces sem glúten, doces sem lactose, doces lowcarb, doces sem açúcar, veganos. São muitas categorias para atender um público diverso. Vendemos, em média, 80 mil somente em produtos da linha fitness por mês. A medicina evoluiu e, hoje em dia, é possível testar intolerâncias em consultório com nutricionista. Isso facilitou muitos diagnósticos. Além disso, as pessoas vêm buscando alternativas mais saudáveis para o consumo do doce. Por um bom tempo, não existia absolutamente nada. Criei essas opções para incluir pessoas com restrições. Depois de um tempo, o mercado aqueceu, muitas marcas chegaram, poucas sobreviveram ao boom. As pessoas estão mais conscientes e esses produtos passaram a ser mais valorizados. Porém, as pessoas são mais exigentes. Ainda existe um preconceito com doces denominados fit, pois as pessoas acham que são ruins. Ainda temos que crescer com esse mercado e desmistificar isso”, contextualiza.
Também de olho nesse promissor mercado, a Latinex criou, em 2016, a marca Fit Food. “A marca já nasceu para atender a demanda por alimentos saudáveis com sabor superior e densidade nutricional. A marca se define por oferecer opções saborosas e práticas para quem busca uma mudança inteligente na alimentação, o qual é possível manter o hábito de consumo de alguns alimentos com versões mais saudáveis, sem alterações no paladar. Produzimos e comercializamos snacks para uma alimentação nutritiva e prática no dia a dia. Atualmente, temos uma linha dividida em quatro subcategorias – Doces: frutas desidratadas e chocolates; macarrões de soja, feijão-preto e feijão azuki; Snacks –crocantes de grão-de-bico e feijão-preto, os Veggie Chips de grão-de-bico, biscoitos de arroz, chips de coco, mix de vegetais chips e batata-doce chips; e as Pastas de Amendoim – cremosa e crocante. Nossos principais clientes são grandes varejistas, empórios e lojas de alimentação natural. No canal farma, ainda não temos uma massa de presença, mas ele já é um dos nossos canais de distribuição. Nos últimos anos, o mercado de produtos saudáveis tem evoluído com velocidade e a passos largos no Brasil. Dia a dia surgem mais opções de produtos da subcategoria, com diferentes faixas de preço, para atender consumidores mais conscientes sobre a qualidade da alimentação. É uma tendência mundial. As pessoas estão buscando uma alimentação mais saudável como parte de uma rotina que demanda praticidade”, destaca. “Queremos mostrar aos que buscam ingressar nesse mundo que é possível ter uma alimentação de qualidade sem abrir mão do sabor. As demandas do consumidor brasileiro fluem junto às tendências de alimentação mundial. É um mercado vasto de oportunidades a serem exploradas”, afirma Eduardo Moraes,
CEO da Latinex.

Perfil de consumidor

Versões fitness de produtos tradicionaisAo mesmo tempo em que os hábitos alimentares dos brasileiros mudaram nos últimos anos, a maneira de eles consumirem também. Mas, no caso do mercado de produtos em versões fitness, qual é o perfil desse novo consumidor?
Segundo Sales, da Carolina Sales, “o perfil do consumidor fit é quem tem alguma restrição alimentar ou um público que busca uma alimentação saudável. No nosso caso, o investimento acontece para unir e agregar pessoas. Queremos ter uma confeitaria onde todos podem consumir. Vale a pena investir nesse ramo para ter opções para todos os tipos de pessoas e, assim, tornar o negócio mais interessante. O número de pessoas que já se descobriram com intolerâncias, diabetes etc, é enorme”, pontua.
Moraes, da Latinex – Fit Food, complementa que o principal perfil de consumidor de alimentos em versões fitness é composto por “mulheres com estilo de vida ativo, que buscam opções de snacks e refeições com alto valor nutricional, como aporte de proteína, fibras e baixo teor de gordura. O sabor é fundamental. Por isso, as receitas vêm sendo aprimoradas para atender a paladares mais exigentes. Além disso, há uma preocupação quanto às restrições alimentares como demanda por produtos isentos de glúten, lactose, glutamato, aromatizantes e corantes artificiais e ingredientes de origem animal. A praticidade também é um aspecto importante. As embalagens estão sendo reduzidas para porções individuais, facilitando o controle das porções e do consumo com praticidade
no dia a dia”, conclui.

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