Versáteis e atraentes

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Versáteis e atraentes

Batatas recheadas têm despertado a atenção de empreendedores e consumidores

A batata é considerada um dos alimentos mais versáteis existentes. Ela pode ser preparada frita, em forma de purê, chips, assada, cozida, e pode ser ingrediente de outros pratos, servida como refeição principal, acompanhamento, aperitivo e até a sua casca pode ser aproveitada em receitas. E nos últimos anos, uma forma de preparo da batata tem feito muito sucesso, conquistando diversos fãs e ganhando espaço e relevância no mercado food service: as batatas recheadas.

Fugindo do comum

Fernando Villanova, proprietário da Battataria Suíça, localizada em Campinas (SP), fala sobre o sucesso do prato. “Acredito que esse aumento se deva ao fato de as pessoas estarem querendo sempre experimentar coisas novas, saindo da mesmice de sempre, tanto no delivery quanto presencialmente. O público costuma encontrar sempre entre as principais opções lanches, pizzas e hambúrgueres. A busca por novidades abre espaço para outras opções, dentre elas as batatas recheadas, que começaram a ter maior demanda no delivery, o que provocou esse aumento na pandemia”, afirma ele.

Versáteis e atraentes
“O público costuma encontrar sempre entre as principais opções lanches, pizzas e hambúrgueres. A busca por novidades abre espaço para outras opções, dentre elas as batatas recheadas”, destaca Fernando Villanova, proprietário da Battataria Suíça

O empresário conta que o que o motivou a trabalhar com o produto foi essa característica fora do convencional das batatas recheadas. “O que me fez trabalhar com batata suíça foi justamente essa vontade de fugir dos cardápios tradicionais, oferecendo para o público algo novo e tão ou mais saboroso quanto. A batata tem uma alta lucratividade e uma facilidade muito grande de se trabalhar”, diz ele.

Questionado sobre os desafios de se trabalhar com batatas suíças, Fernando Villanova destaca a necessidade de um processo de produção de excelência em todas as fases, desde o armazenamento até o preparo.

“O principal desafio que encontramos é exatamente com relação ao preparo, que requer muito cuidado para não comprometer o resultado. Os principais pontos de atenção são: armazenamento adequado, ponto de cozimento e, na finalização, pelo fato de ser frita, é fundamental escorrer bastante o óleo para deixá-la bem sequinha para ser consumida”, afirma ele.

Fernando Villanova fala também sobre como o mercado de batatas enxerga inovações, afirmando que é preciso diversificar, criar e surpreender. “Em qualquer ramo da atividade de alimentos se faz necessário e é essencial estar sempre criando, inovando seu cardápio”, diz ele. “Há pouco tempo, criamos algumas novidades deliciosas para incrementar ainda mais nosso cardápio, tão tradicional, que foram a Krosti e a coxinha Rosti. Ambas tiveram muito sucesso entre a nossa clientela, causando aumento da curiosidade e surpreendendo os clientes, ao se depararem com produtos feitos de pura batata ralada”, ressalta ele.
Para Fernando Villanova, o mercado de batatas recheadas irá crescer cada vez mais.

“Acreditamos que a procura por novos pratos no cardápio, incluindo, obviamente, as batatas recheadas, tornará o produto cada vez mais em ascensão, o que nos faz ficar bastante otimistas e pensar que outros tipos de pontos de comércio deverão ser abertos nesse segmento em breve”, diz ele.

Atenção ao mercado

Vera Araújo, da VA Gestão de Negócios, consultoria especializada em negócios gastronômicos, fala sobre o panorama dos estabelecimentos focados em trabalhar com as batatas recheadas, visto que muitos deles são empreendimentos familiares.

“Não é a primeira vez que o mercado de batatas ganha um destaque. Já tivemos um momento forte com este tipo de produto anteriormente. Para fazer um cardápio com monoproduto, você tem um custo muito controlado. Dá para inovar nos recheios, de forma mais barata. O custo de mão de obra também é mais barato, pois você tem um único produto, com algumas variações, que podem ser feitas anteriormente. A capacitação dos funcionários é menor, mais barata. No momento em que estamos vivendo, com preços exorbitantes, trabalhar com monoproduto, você facilita a vida do empresário”, destaca ela.
Apesar do momento positivo, Vera Araújo alerta sobre uma característica do mercado de alimentação, que é o “modismo” de alguns produtos, tendo um ápice, mas depois entrando em queda. “Os riscos desse tipo de negócio é o tempo em que vai durar. O mercado gastronômico é muito da moda. Esse tipo de negócio sobe rapidamente, chega ao ápice e tende ao declínio. O potencial de venda arrefece e o número de pessoas que consomem diminui. O produto cumpre seu papel no mercado. Então, é preciso se preparar para este momento”, diz ela.

Pensando nessa característica, a consultora destaca a importância de um projeto sólido para as empresas do ramo, além de um planejamento gastronômico que traga inovações e que dê uma identidade ao estabelecimento.

Versáteis e atraentes“A grande dica é ter planejamento, acompanhamento de resultados, foco no marketing, acompanhar as tendências de mercado, inovação sempre, buscar novos acompanhamentos e receitas. Uma assinatura atrás do produto, uma apresentação diferenciada do prato. Feito isso, o empreendedor já se diferencia e se renova no mercado. É preciso acompanhar os resultados, número de vendas, custo de produção, número de novos entrantes nesse mercado para estar à frente. Sentiu que a curva começa a descer, é hora de repensar, de fazer uma releitura, pensar em novidades”, salienta ela.

Segundo Vera Araújo, é necessário sempre estar analisando o mercado e o estabelecimento em si, seus resultados e o perfil do cliente. Ela ainda indica que quem está entrando agora no ramo busque observar locais já estabelecidos.

“Precisamos ver em que ponto da curva esse mercado está. Grande venda, média ou já está se estabilizando e não vale mais a pena entrar. Qual o tamanho do capital necessário para o investimento. Olha para quem já está no mercado estabelecido. Ele já fez o trabalho dele. Podemos olhar ali qual o perfil de cliente que busca esse tipo de produto. Estamos falando de um público C/D, que é mais econômico. Esse público é mais fiel, porque a decisão de compra dele está relacionada a sua capacidade financeira de compra. A longevidade do produto está baseada nisso. Um produto com preço competitivo, que aceite vale-refeição, acaba tendo longevidade, porque atende necessidade e não luxo. A capacidade de venda traz condições de permanência de mercado e estabilidade”, explica ela.


Battataria Suíça
facebook.com/battatariasuica
VA Gestão de Negócios
vagestaodenegocios.com

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