Vending Machine. fusões de empresas, novidades e perfil do mercado no Brasil

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Vending machine. O nome pode soar estranho, mas esses aparelhos já são bem familiares: trata-se daquelas máquinas automáticas para venda de bebidas e produtos de conveniência. Esses equipamentos funcionam automaticamente, sem necessidade de um operador e são abastecidos rapidamente, em média, a cada três dias, sem interferir no horário de funcionamento do local de instalação. Além disso, essas máquinas são capazes de suprir as necessidades de locais públicos ou qualquer local numa cidade, até mesmo de usuários e funcionários de uma empresa.

Atraídos pela agilidade e praticidade desses equipamentos, os consumidores usam e abusam dos serviços oferecidos por essas máquinas. Existem vending machines que liberam bebidas quentes, bebidas frias, alimentos, bilhetes de metrô, livros, jornais e até preservativos. Com design futurista, cores modernas e vários tamanhos, as vending machines conquistam cada dia mais a confiança de empresas que investem nesse ramo e despertam a atenção e curiosidade dos clientes, que acabam se rendendo aos serviços prestados por essas máquinas.

Segundo a Associação Brasileira de Vendas Automáticas – ABVA, a perspectiva de crescimento do mercado de vending machine é cada vez maior. Em uma pesquisa realizada pela Associação, pode-se comprovar a motivação do cliente, pois cerca 51% das pessoas consultadas recorrem a essa máquinas para suprir necessidades, 16% por impulso e 31% por “socialização”. Com base na pesquisa, a maior parte da clientela utiliza esses equipamentos no horário de trabalho, lazer ou passeio.

Há dez anos no mercado, a empresa Brasvending trabalha com vending machine desde o início da comercialização desses equipamentos no Brasil. A indústria é uma das líderes no mercado de automatização de venda de bebidas quentes, snacks e refrigerantes. Com filiais no Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, a Brasvending instala em média 100 equipamentos por mês.

Hoje em dia, há uma demanda muito alta no mercado em relação as vending machines. No intuito de aumentar o faturamento, a sinergia de operação, obter foco no “core business” e ampliar a produtividade e o lucro da corporação, foi realizada, em setembro de 2006, uma fusão da Brasvending com a Canteen do grupo GRSA. Unidas, formaram a empresa Brasvending Canteen. As duas empresas passaram a atuar juntas nos negócios e a ter participação acionária na nova empresa. A gestão ficou a cargo da Brasvending, que passou a focar no tipo de negócio. Já a Canteen é uma marca da Compass Group com direitos de uso no Brasil reservados à Brasvending Canteen. Com a fusão, tanto a Brasvending quanto a Canteen colheram bons frutos. “Obtivemos um ótimo resultado e as metas foram alcançadas, dobramos o faturamento e o resultado melhorou” afirma Francisco Conde, gerente de marketing da Brasvending.

Soluções X Barreiras

A Brasvending Canteen opera atualmente com 6 mil equipamentos instalados. “As empresas estão cada dia mais utilizando as vending machines como uma solução prática, simples e sem altos investimentos”, informa Francisco. Segundo o gerente de marketing, a utilização desses equipamentos vem aumentando, pois existem muitas vantagens de se trabalhar com eles, como terceirização completa com gestão de toda a logística; recebimento do estoque, higienização, abastecimento e manutenção dos equipamentos; foco da empresa no “Core Business” proveniente do “outsourcing”, serviço disponível 24 horas por dia e sete dias por semana; economia de mão-de-obra, encargos e passivos trabalhistas; otimização de espaços e redução de custos; padronização do serviço; controle do consumo com precisão e rapidez, benefício motivacional ao funcionário, entre outras. Essas máquinas são tão eficazes que a procura de estabelecimentos por esses equipamentos está virando uma tendência. “No ritmo em que vivemos hoje, no qual o tempo é extremamente valioso, nosso produto vira uma solução ágil e muito benéfica para as empresas e usuários”, avalia o gerente.

Trabalhar com vending machines tem lá suas vantagens, mas existem também algumas dificuldades. De acordo com Francisco, no Brasil, ainda há uma barreira cultural para venda automática. “Existe uma parcela muito grande ainda de desconhecimento da solução e o atendimento pessoal ainda é muito valorizado”, explica Conde. Ele afirma que, apesar dessa dificuldade, o público usuário que tem acesso e já usa a solução tem um nível de aceitação e satisfação muito alto.

Operação

Na Brasvending, as empresas não compram vending machines, mas contratam o serviço, a solução. Para isso, existem algumas formas de operação que são: produto subsidiado pela empresa, venda à vista, venda mista e aluguel de equipamentos. Quando a forma de operação se dá através de produto subsidiado pela empresa, as doses consumidas são apuradas no último dia útil de cada mês através do sistema eletrônico de cada equipamento, devendo ser acompanhado por um funcionário designado pela empresa. Na venda à vista, os produtos são comercializados através de notas, moedas ou cartão. A venda mista é o subsídio mais a venda à vista. O aluguel de equipamentos é feito para equipamentos de pequeno porte; o próprio cliente faz o abastecimento e a Canteen se responsabiliza pela manutenção do mesmo.

A contratação do serviço pode até ser sem custo no caso de venda à vista e o usuário é quem paga pelo consumo.

Atrair clientes é tarefa árdua e a Brasvending Canteen não mede esforços para satisfazer seus consumidores e fidelizar os laços com a clientela. Para manter um bom relacionamento com seu público-alvo, a empresa está sempre atenta às novas demandas do mercado e investe na

compra de novas máquinas – como o equipamento que oferece, ao mesmo tempo, bebidas quentes e bebidas frias como sucos, iorgutes, chá gelado e chocolate gelado. ”Oferecemos o que há de melhor em alimentação em vending machines”, garante o gerente de marketing.

A renda arrecadada no final do mês vai depender do ponto escolhido pelo comerciante para a instalação das vending machines. É importante fazer a escolha certa, instalando as máquinas de preferência em um local de grande movimento. O lucro de um operador fica em torno de R$ 300 semanais, o que, no final do mês, é uma quantia que vale a pena.

Marcando presença

No Brasil, as vending machines ainda não alcançaram um nível de popularidade elevado, mas, em outros países, essas máquinas marcam presença.

Nos Estados Unidos, esses equipamentos fazem parte da rotina de milhões de pessoas há muitas décadas. Segundo dados da ABVA, existem, no território americano, cerca de sete milhões de máquinas, o que é equivalente a uma máquina para cada 43 habitantes. Há, no país, um faturamento de mais de US$ 36 bilhões por ano (3,5% do total do varejo de alimentos – chegando a 20% em alguns produtos).

Com base na ABVA, no Japão, as máquinas são tão populares que ocupam lugar do pequeno varejo tradicional. São 5,6 milhões de equipamentos que faturam cerca de sete bilhões de yens.

Na Europa, de acordo com a ABVA, existem 3,5 milhões de máquinas de alimentos e cigarros (1 para cada 118 habitantes) e 3,2 milhões de máquinas de tickets e ATMs (caixas de auto-atendimento) que faturam US$ 13 bilhões.

Apesar de ainda serem pouco conhecidas no nosso país, os maiores fabricantes e fornecedores de vending machines no mundo estão representados no Brasil. Além disso, o mercado brasileiro vem experimentando um volume crescente de oportunidades de negócios, demandas principalmente pelas inovações e a difusão do uso das vending machines tradicionais, o que já é um bom passo para o desenvolvimento dessa categoria mercadológica.

Passado e presente

Segundo o site da Associação Brasileira de Vendas Automáticas, as vending machines se originaram na Antiguidade, há mais de dois mil anos, quando os povos dessa época costumavam taxar o equivalente à água benta atual. Uma das mentes mais brilhantes do período, o inventor e matemático Heron de Alexandria, desenvolveu, no ano de 215 a.C., um aparelho mecânico acionado por moedas destinado a automatizar o processo. Estava criado o conceito de vending machine. O funcionamento desse aparelho era simples e engenhoso. O peso da moeda movimentava uma pequena alavanca, abrindo uma válvula e permitindo a saída da água. A seguir, a moeda mergulhava no interior do vaso e a válvula retornava à sua posição original, interrompendo o fluxo.

No início, nem tudo eram flores para os empresários que trabalhavam com vending machines no Brasil. Na época em que elas começaram a ocupar espaço no território brasileiro, a inflação era muito alta, fator que tornava impossível para as máquinas aceitarem cédulas ou moedas, afinal, os produtos constantemente mudavam de preços e cédulas com novos valores eram criadas frequentemente, impedindo que as máquinas operassem e apresentassem boa qualidade de serviço. No intuito de contornar estes problemas, muitas empresas passaram a operar seus equipamentos com fichas; assim, para adquirir o produto desejado, o cliente tinha que se direcionar até um caixa, comprar a ficha, depositá-la no equipamento e, aí sim, conseguir o que desejava. Isso quando as pessoas tinham o transtorno de passar por tudo isso e não conseguiam retirar o produto, pois como as vending machines eram fabricadas para aceitar dinheiro e moedas, era comum não reconhecerem as fichas. De fato, como não havia praticidade nenhuma nessa rotina, as máquinas aos poucos foram sendo deixadas de lado e sendo praticamente esquecidas pelos consumidores. Porém, depois da tempestade sempre vem a bonança. A inflação começou a se estabilizar e, atualmente, as máquinas aceitam como pagamento notas e moedas e, após a seleção de produtos, algumas dão o troco automaticamente. Muitas podem ser ativadas por celular, com débito na conta telefônica, aceitam cartão bancário, podem ser ativadas por comando de voz e outras facilidades. Além disso, funcionam 24h, nos sete dias da semana, 365 dias do ano e o usuário obtém produtos de primeira qualidade com higiene, praticidade e rapidez, o que acaba chamando a atenção da clientela, que agora se atrai muito pelos serviços prestados por essas máquinas e recorre a elas no intuito de suprir as necessidades que possui.

Enfim, o mercado mundial de vending machines é cada ano maior. No Brasil, esses equipamentos estão se popularizando cada vez mais. As perspectivas no mercado mundial são cada vez melhores com a redução dos custos dos equipamentos e através do acesso às novas tecnologias que facilitam seu uso. Se no passado nem tudo foram flores, atualmente esse mercado tende a decolar e propiciar bons frutos.

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