Um pastel e um caldo de cana, por favor

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Dupla extremamente popular entre os brasileiros continua sendo o carro-chefe de muitos negócios food service do país

Um pastel e um caldo de cana, por favor
“Em nossas unidades, desde então, temos combos de pastel e caldo de cana, que são o maior sucesso”, afirma Paulo Sérgio, proprietário da rede nacional de franquias Pastelaria Fujiyama

Apesar de já existirem há muitos anos, o pastel e o caldo de cana ainda continuam sendo o carro-chefe de muitos negócios food service espalhados pelo Brasil.
Paulo Sérgio é proprietário da rede nacional de franquias Pastelaria Fujiyama. Ele conta que fabrica e comercializa a combinação de pastel e caldo de cana “desde 1986. Vendemos cerca de um milhão e oitocentos mil pastéis por ano e mais de 100 mil caldos de cana em nossas lojas”, destaca.
Já Michel Pilla é administrador da franquia Pastel D’Amélia e partilha que “a história do Pastel D’Amélia começa com a venda de caldo de cana no ano de 1986. Após onze anos, notou-se que clientes pediam o pastel para acompanhar a deliciosa bebida. Foi, então, que, em 1997, se deu início aos deliciosos pastéis da Amélia em um trailer ao lado da Kombi de caldo de cana na cidade de São Carlos. Hoje, a combinação pastel e caldo de cana é o carro-chefe da Pastel D’Amélia”, diz. “Em média, vendemos 2000 litros por mês/loja”, afirma.

Sucesso

Um pastel e um caldo de cana, por favorPor que será essa combinação agrada a tantos paladares?
Para Sérgio, da Pastelaria Fujiyama, a resposta está no fato de ser “uma combinação de sabor maravilhosa. O caldo de cana doce e gelado com um pastel crocante é o lanche favorito de grande parte dos brasileiros. Podemos comparar essa combinação com o arroz com feijão no almoço. Não tem quem não goste! Nas Pastelarias Fujiyama, o diferencial é o nosso pastel crocante e nossa cana, sempre limpa e bem selecionada. Cana moída na hora e um pastel frito na hora como em nossas lojas, não há quem resista”, garante.
Pilla, da Pastel D’Amélia, acrescenta que o segredo da combinação pastel com caldo de cana é explicado porque “não há nada parecido. E como dizem, os sabores harmonizam. E são sabores 100% brasileiros. Por isso, até os gringos chegam a levar litros de caldo de cana embora e até a própria cana. Além disso, nossos sabores de recheios diferentes e as combinações do caldo de cana com abacaxi ou limão fazem a diferença. Assim como, nosso cardápio já tem combos com pastel e caldo de cana, o que facilita a escolha do cliente por esses produtos”, destaca.

Forma de preparo

Sérgio, da Pastelaria Fujiyama, pondera que “a melhor forma de preparo é na hora. Quando a moenda de cana está moendo, todos ao redor querem também. Isso, combinado ao cheirinho de pastel frito, que é o sucesso”, pontua.
Pilla, da Pastel D’Amélia, complementa que o pulo do gato é “pastel montado e frito na hora, de acordo com o pedido do cliente, e caldo de cana gelado moído na hora também”, indica.

Mercado

O pastel é um dos salgados mais consumidos no Brasil, inclusive, por integrantes de todas as camadas sociais. Talvez por isso que o número de pastelarias apresenta uma tendência de crescimento há anos, seja em pontos fixos ou até mesmo em barracas montadas em diversas feiras brasileiras. Porém, como será que anda o mercado especificamente de produção e venda da combinação pastel e caldo de cana?
Conforme Sérgio, da Pastelaria Fujiyama, o mercado em questão “está estável. Mesmo com a demanda por produtos denominados ‘saudáveis’, não há quem resista ao pastel com caldo de cana. É um produto que nunca irá deixar de ser comercializado. A Fujiyama, por exemplo, começou sua história de pastel e caldo de cana da década de 80. Essa junção já era sucesso nas feiras de São Paulo. Em nossas unidades, desde então, temos combos de pastel e caldo de cana, que são o maior sucesso. Não há novas ações previstas desses produtos, pois nosso cliente já sabe que encontrará em nossas unidades sempre o produto fresquinho e de qualidade”, ressalta.
Pilla, da Pastel D’Amélia, por sua vez, avalia que “hoje, já temos algumas franquias de pastelarias no país, mas creio que tem muito espaço a ser preenchido. A combinação pastel e caldo de cana apresenta sabores que vêm de muito tempo no Brasil. Já passou várias gerações pelas feiras livres e, atualmente, toma um curso mais próximo do consumidor, como em shoppings, malls e lojas de rua”, explica.

Origem

Dizem que a origem do consumo do caldo de cana entre os brasileiros está ligada à exploração da cana-de-açúcar e ao processo de produção da cachaça no país, que foi aprimorado desde a descoberta do vinho da cana, conhecida como garapa azeda. Tudo isso teria ocorrido depois da chegada da cana-de-açúcar ao Brasil, no século XVI, período colonial. Há relatos de que os escravos das usinas de açúcar tinham o hábito de raspar a bebida que sobrava nos tachos onde a famosa rapadura era preparada.
Já a origem do pastel brasileiro apresenta diferentes versões. Uns acreditam que o salgado surgiu dos rolinhos-primavera, da culinária chinesa, e dos guiozas, da culinária japonesa. Alguns pesquisadores afirmam que, por volta de 1890, os imigrantes chineses no Estado de São Paulo adaptaram a receita original dos rolinhos-primavera aos ingredientes que tinham disponíveis no Brasil, e os japoneses, durante a Segunda Guerra Mundial, difundiram o prato, abrindo pastelarias no intuito de se passarem por chineses para se livrarem da discriminação que havia na época em razão da guerra. Entretanto, também existe a versão de que o pastel é originário da Europa, onde havia várias receitas de massas ou pães recheados e levados ao forno ou cozidos, também denominados pastéis. O salgado teria suas raízes em Portugal, onde há registro de uma receita de camarão envolto em massa crocante e frita datada de 1680.

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