Tíquetes de refeição sofrem defasagem

Preços elevados de refeições é o motivo da queda

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Com o aumento no preço da alimentação fora de casa, o tíquetes de refeição têm diminuído seu valor. Isso porque devido o preço médio da refeição no país- prato principal, bebida, sobremesa e café- está custando em torno de R$30,14, e o valor diário do tíquete fica em torno de R$ 13.

De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA),os preços das refeições fora de casa têm aumentado nos últimos anos em ritmo maior que a a inflação média. Mesmo sendo negociados anualmente, os tíquetes não conseguem acompanhar o ritmo de restaurantes.Desde 2010, os restaurantes tiveram aumento médio de 65%, enquanto os tíquetes obtiveram apenas 30%, ou seja, menos da metade.

Paulo Solmucci, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes ( Abrasel), disse que a distorção no valor dos tíquetes é um fato incontestável. Um dos fatores que ajudam nessa variação é que as empresas costumam reajustar o benefício de acordo com o IPCA geral, e não no valor específico da alimentação fora de casa.

Ele ainda acrescenta que o aumento de preços não deve recuar. “Há grande pressão por reajustes salariais dos funcionários do setor e isso afeta muito os custos do empresário” conta .

A economia estagnada fez com que muitas empresas priorizassem o nível de emprego e deixasse o reajuste do vale-refeição para depois.“Infelizmente, temos de enfrentar a defasagem do tíquete. Os valores atuais não estão adequados à realidade. A conjuntura econômica adversa prejudicou muito as empresas”, conta Arthur Almeida , presidente da Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio para Trabalhador ( Assert).

Dentre os fatores que influenciam na alta dos preços estão o preço elevado dos alimentos, aluguel inflacionado e folha de pagamentos.Rubens Rodigues da Cunha, 52 anos, gerente de um comércio no Sudoeste, lamenta o mau momento : ““Se a gente repassasse tudo mesmo, ninguém mais frequentaria restaurante”. Ele ainda comenta que a inflação atual é tão ruim quanto no tempo em que a estocagem era necessária. “Nada está sob controle e a carestia é muito maior do que a oficial. Quem compra sabe disso”, complementa.

Fonte: Correio Braziliense

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