Sorvete e gelato: parece, mas não é

Famosa sobremesa gelada está inserida no mercado de diferentes formas, tendo como um de seus pontos altos o requinte; investidores foram grandes visionários

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Comércio fácil de achar seja em qual bairro e cidade for é a sorveteria. O sorvete não escolhe determinado público consumidor. É uma sobremesa gelada extremamente popular em todo o Brasil e apreciada por vários tipos de paladar. Sobre sabores então – uma infinidade. Desde os mais comuns, como chocolate, morango, napolitano, creme, aos mais exóticos como açaí, cupuaçu, pistache, caipirinha e até de cerveja. E não para por aí. Ao longo desta matéria, sabores ainda mais excêntricos serão informados. O sorvete, tão querido pelos brasileiros, tornou-se uma das principais opções de sobremesas justamente por ser fácil de ser encontrado na maioria dos comércios do ramo de alimentação, incluindo as sorveterias. Além dos muitos sabores encontrados nas sorveterias, servidos em copos, casquinhas, cascões, entre outros suportes, supermercados, padarias, mercearias, restaurantes comercializam picolés e sorvetes acondicionados nas geladeiras e freezers prontos para consumo. O sabor, a textura, a variedade fazem esta sobremesa refrescar – e aquecer – o mercado nacional.

O mercado brasileiro de sorvetes cresceu quase 80% em dez anos. Em épocas mais quentes, o consumo do produto aumenta ainda mais. O Brasil é hoje o quarto maior mercado de sorvetes no mundo atrás dos EUA, China e Japão. A expectativa da Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes (Abis) é que a produção e o consumo da sobremesa aumentem neste ano exatamente por causa do calor acima do esperado. Este mercado movimenta cerca de 2 bilhões de reais por ano no país. Logo, os consumidores estão observando que o sorvete não é apenas uma guloseima, mas, sim, um alimento que deve ser incluído no cardápio do dia a dia, como acontece na Europa e nos EUA. O sorvete hidrata, alimenta e refresca.
Além do tradicional e popular sorvete, existe também o gelato – que não é considerado sorvete, apesar de parecer. Os especialistas do gelato, principalmente os italianos, já que é oriundo de lá, definem o sorvete como uma sobremesa industrializada, produzida em larga escala e, por isso, elaborada com ingredientes artificiais, responsáveis por dar sabor, cor e textura à massa. Já o gelato tradicional, em tese, não é feito industrialmente, pois depende de ingredientes naturais, produção artesanal, maquinário peculiar e, especialmente, pesquisa, desenvolvimento e receitas diferenciadas. Por ser artesanalmente fabricado, o gelato possui menos ar em sua composição. Também não são utilizados corante, conservante ou aromatizante. São sempre feitos com frutas da estação e ingredientes frescos. Na consistência de um para outro, percebe-se que o gelato é mais cremoso e o sorvete é congelado. Esse “sorvete” especial tem de 50% a 60% a menos de gordura que o tradicional e bem menos açúcar. O gelato, por ser uma sobremesa menos gelada que o sorvete, é consumido também em épocas frias. Com o surgimento desta sobremesa no Brasil, além das sorveterias, existem as gelaterias que comercializam os gelatos com os mesmos sabores tradicionais e outros tanto incomuns, com sabores únicos e marcantes.

Para todas as estações

A marca Bacio di Latte foi criada por três italianos e um escocês. Essa gelateria, desde a inauguração de sua primeira loja, em janeiro de 2011, faz sucesso entre o público mais exigente da sobremesa gelada bem como o público em geral. Atualmente, a empresa possui nove lojas em São Paulo e duas no Rio de Janeiro. Em todas as unidades, filas enormes têm se formado para apreciar os gelatos Bacio di Latte. A marca incentiva o brasileiro a tomar o produto também no outono e inverno, meses mais frios, o que, normalmente, não é um costume brasileiro. O sucesso se deve, principalmente, à qualidade do gelato – tipo italiano – que todo dia é produzido na própria unidade com os melhores ingredientes, sendo a maior parte importados de várias partes do mundo.
O sabor característico dos gelatos é marcado pela cremosidade, delicadeza e é levemente doce. Entre os ingredientes que harmonizam a sobremesa, estão o chocolate belga, Nutella – o famoso creme de gianduia – produzida em Alba, na Itália, doce de leite argentino, café arábica Illy, e pistache italiano de Bronte, na Sicília. Os de fruta são feitos com a pura polpa, sempre frescas, e água mineral. Nas gelaterias, os gelatos são servidos em copos pequenos, médios e grandes, dando ao cliente a opção de três sabores entre os mais de 20 expostos nas vitrines. Também podem ser servidos nas casquinhas (até dois sabores) e levar para viagem (500g / 1kg até três sabores).
O objetivo da Bacio di Latte, segundo um dos fundadores, Edoardo Tonolli, é continuar a se expandir, abrindo outras filiais, e o fundador escocês Nick Johnston preocupa-se em alavancar o consumo mantendo sempre a mesma qualidade. Café, doce de leite, paçoca, tiramisu, nuttelina e yogurt com amarena são alguns dos sabores da linha creme. De frutas, a marca possui os sabores abacaxi com hortelã, graviola, jabuticaba, maracujá, mirtillo (blueberry), pêra, pitanga, banana, entre outros. Composto com chocolate, a Bacio di Latte oferece alguns, como cioccolato Tanzânia (chocolate base de leite com cacau colhido na Tanzânia), São Tomé e Príncipe (chocolate amargo produzido com cacau africano 70%), cioccolato diet (sem uso do adoçante sucralose), cioccolato Guanaja (chocolate base de leite com cacau colhido na ilha de Guanaja). A companhia atua nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.

Empenho

“La felicità è un gelato”. Esta frase, dita por Vittorio Scabin, expõe todo o seu empenho à produção de seu sorvete, a marca Diletto: um picolé artesanal, combinada de frutas frescas e neve. A criação deu-se em 1922, no pequeno vilarejo de Sappada, na região do Vêneto, Itália. Vittorio preocupava-se no cuidado com o preparo e na escolha dos ingredientes – sempre naturais – fazendo do Diletto um gelato delicioso e saudável. A II Guerra Mundial trouxe o criador para o Brasil, onde começou uma nova vida. Com ele, veio também a vontade de continuar a produzir o produto que, hoje, pelas mãos dos netos, conquistou o paladar dos brasileiros. Seus netos juntaram as evoluções da indústria com os peculiares detalhes do processo artesanal desenvolvido pelo avô. Resultou-se, então, num sabor acentuado do tradicional gelato italiano aqui no Brasil. A Diletto também utiliza, dentre seus ingredientes, o pistache verde que é produzido no Bronte – local que faz essa semente ter um sabor único dentre as outras; as framboesas orgânicas são colhidas na Patagônia; o cacau criollo, um dos mais desejados do mundo, é originário de Paria, na Venezuela. A companhia garante, em seus produtos, textura cremosa e o sabor único de um gelato de baixa caloria, com teor de gordura até 80% menor e livre de gorduras trans. O legado da Dilleto é transformar o que poderiam ser simples picolés em deliciosas porções de felicidade. A marca tem os picolés nos sabores iogurte com frutas vermelhas, limão siciliano, morango, doce de leite, coco Malásia (coco da Malásia com flocos tostados), iogurte com limão, chocolate italiano, menta e chocolate, vanilla e chocolate (baunilha com favas de Madagascar e cobertura de chocolate ao leite belga), gianduia (chocolate ao leite italiano e pasta de avelã italiana com cobertura de chocolate ao leite belga), chocolate de origem (chocolate com 70% de cacau do Togo e pistache Sicília. A linha de copos de 500ml tem nos sabores limão siciliano, iogurte, chocolate italiano, vanilla, coco Malásia, pistache Sicília, gianduia piemont (chocolate ao leite italiano e pasta de avelã de Piemont) e chocolate Bélgica (chocolate belga com 70% de cacau do Togo).

Sucesso de sorvetes finos

Outra tradicional marca de sorvetes, a Häagen-Dazs surgiu do sonho de criar o melhor sorvete do mundo. O idealizador da marca, Reuben Mattus, começou em 1921 uma procura por ingredientes de qualidade para produção das sobremesas. Em 1961, surgiu, de fato, a marca Häagen-Dazs, oferecendo sorvetes de alta qualidade. Vanilla (baunilha), chocolate e café foram os primeiros sabores dos produtos. Ao longo do tempo, a linha Häagen-Dazs cresceu, sempre com os melhores ingredientes e combinações. Sua fama e sucesso concretizaram-se na fidelização de seus consumidores que aprovaram a qualidade e passaram a indicar a outras pessoas que também apreciam a marca. A Häagen-Dazs expande sua produção e chega ao mercado nacional em 1996. A empresa situa-se nas cidades de São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte. Em seu portfólio, a companhia conta com picolés individuais, nos sabores Cookie Crunch e Vanilla Almonds. Entre os sabores disponíveis nos potes de 473ml, estão Belgian chocolate, Strawberry Cheesecake, Balleys e Caramel Biscuit & Cream. Há também os minicups de 100ml disponíveis nos sabores Dulce de Leche, Macadamia Nut Brittle, Strawberry, entre outros. Nas unidades Häagen-Dazs os consumidores possuem mais de 15 opções nas vitrines.

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