Serviço Indispensável

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A alimentação hospitalar tem ganhado atenção das empresas de alimentação coletiva. Isso porque o serviço necessita de muitos cuidados e qualquer erro pode ser fatal para quem consome. Então, por que não escolher alguém especialista nesse serviço?
Pensando nisso, vários hospitais têm contratado empresas que conhecem o setor de alimentação para fazer esse serviço. Quando o assunto é saúde, é preciso escolher bem a prestadora. A procura fez com que a concorrência entre essas indústrias aumentasse e, consequentemente, o serviço oferecido ganhado melhorias. Agora, podemos acompanhar diversas empresas que têm diferenciais dentro do mercado e buscam contratos com hospitais.
A Food Service News conversou com empresas que oferecem esses serviços aos hospitais. Como o setor exige diversos cuidados, escolher qual empresa vai fornecer refeições aos pacientes é um deles. Para isso, é preciso levar em conta a experiência com a área, os clientes atendidos e quais os benefícios serão acrescentados com aquela empresa.

LC

Uma das empresas que oferecem a alimentação dentro de hospitais é a LC Restaurantes, especializada em refeições coletivas. Para disponibilizar esse serviço, a LC utiliza uma série de cuidados especiais focados em hospitais. De acordo com Dâmaris de Luca, Diretora de Novos Negócios da LC Restaurantes, a empresa analisa o estado nutricional e a patologia do cliente antes de servir os pratos.
O cardápio dessas pessoas, segundo Dâmaris, avalia também os hábitos alimentares e as preferências e aversões por determinadas comidas. Essa análise faz com que a dieta seja melhor aproveitada e aceitada pelos pacientes. Como cliente da LC, podemos destacar a Unimed de Guarulhos, unidades I e II.
O especialista em alimentação também pode fazer toda a diferença na oferta desse processo. “A nutricionista precisa avaliar os alimentos para não haver interações droga e nutriente, e proporcionar através da dietoterapia uma recuperação mais efetiva”, afirma Dâmaris. De acordo com ela, a alimentação pode ajudar ou piorar a situação de alguns pacientes.
Como o ambiente hospitalar tem pessoas que precisam de maiores cuidados, a dieta também necessita de ser avaliada mais detalhadamente para saber da condição física ou alergias, por exemplo. A diretora explica que existe um “Mapa das Dietas”, com informações sobre cada paciente internado, para ter maior acompanhamento. Nesse documento também tem observações sobre seus hábitos, tipo de dieta seguida, alterações e desempenho ao longo do período. Os profissionais fazem visitas diárias e anotam o progresso da alimentação.
gestao-2Em um software de gestão utilizado pela empresa, as nutricionistas colocam os dados e produzem etiquetas para alertar sobre a alimentação de cada pessoa. Dâmaris reforça que todo o processo é repassado para a copeira responsável, para não haver erros durante a alimentação dos pacientes. “Com equipes capacitadas, com treinamentos sendo aplicados mensalmente para a equipe da cozinha e copa. Atualização dos conhecimentos das nutricionistas. Seguir corretamente as instruções contidas no Manual de Boas Práticas de Produção (MBPP). Avaliar cada caso individualmente para atender cada necessidade do paciente internado”, afirma.
Outros importantes serviços para uma boa alimentação dentro de hospitais são a limpeza e a higiene. A alimentação exige muito desse processo, mas dentro do ambiente hospitalar, os cuidados precisam ser redobrados. As chances de contaminação ou piora do estado clínico dos pacientes é maior nesses lugares.
De acordo com Dâmaris, a LC segue o MBPP, que tem normas desde o recebimento dos alimentos até o preparo dos pratos. “Todos os processos estão de acordo com a legislação vigente, segurando a qualidade do alimento”, afirma.

SAPORE

A Sapore, empresa de alimentações coletivas, também faz um importante trabalho dentro de hospitais. A organização possui diversos outros clientes e foca em vários cuidados para oferecer o melhor atendimento à área hospitalar.
O primeiro passo para fazer uma dieta balanceada para esses pacientes passa pelo médico. É esse profissional que deverá prescrever o que pode ou não ser comido pelas pessoas, levando em consideração todo o histórico clínico. Logo em seguida, os nutricionistas da Sapore fazem os pratos dos clientes através da análise dessa prescrição e acompanham o paciente para oferecer refeições de acordo com o seu perfil.
De acordo com Nathália Zakzuk, nutricionista de hospitais Sapore, os hospitais que optam pela alimentação oferecida pela empresa só têm a ganharem diversos aspectos. “A Sapore tem uma visão diferenciada sobre alimentação e os clientes que optarem por esse serviço ganham em não ter problemas com mão de obra qualificada, por exemplo”, explica.
A nutricionista também destaca o processo utilizado pela empresa, a IOS (Inteligência Operacional Sapore), que dá aos clientes a certeza de um serviço bem feito. Para se ter uma ideia, os profissionais da cozinha já recebem todas as verduras e vegetais lavados e picados com cortes iguais, além de a carne ter o peso padronizado em diferentes quantidades. Esses cuidados podem ser essenciais para um paciente debilitado, que tem mais dificuldade para ingerir aliments, o que pode levar ao engasgo.
Um dos diferenciais do serviço oferecido pela empresa é que a alimentação tem o serviço clínico e de produção, tudo de forma integrada. Os profissionais da Sapore são responsáveis por boa parte da alimentação ofertada, inclusive com um corpo clínico destinado a realizar essas atividades. “As pessoas que vão para esses lugares, é como se trabalhassem no próprio hospital. Nunca tivemos nenhum problema com nossos clientes. Muito pelo contrário, trabalhamos com base em nossa parceria”, pontua Nathália. Como clientes da Sapore, podemos citar o Hospital Nove de Julho, a Unimed São Carlos e o Hospital Butantã.
Segundo a profissional, os nutricionistas são de extrema importância para a realização da alimentação em hospitais e não fazem o mesmo serviço. “Temos dois tipos desse profissional: a nutricionista clínica, que participa do processo desde que o cliente começa a internação, informando-se sobre as preferências do paciente quanto aos alimentos e como eles podem ser inseridos na dieta prescrita. Esse profissional também dá conselhos para o paciente continuar mantendo a dieta em casa, depois de receber alta. Já a nutricionista de produção lida com os fornecedores de maneira mais qualificada, escolhendo produtos específicos para atender a demanda dentro desses hospitais. Esses alimentos precisam ser diferenciados, já que eles serão consumidos por pessoas com saúde mais debilitada. Ou seja, preferimos frangos desossados, carnes sem gorduras ou nervos, por exemplo”, conta.
Outro cuidado com a alimentação em hospitais diz respeito à limpeza. De acordo com Nathália, o ambiente precisa ser limpo e seco para a produção dos pratos. São feitas duas limpezas nas áreas, uma durante o dia, e outra durante a parte da noite. Referente à segunda higienização – também chamada de limpeza terminal –, as paredes e demais áreas do ambiente ganham mais atenção dos profissionais. Esse processo é diferente de como acontece com outros tipos de clientes, como indústrias, já que a área de saúde possui riscos de contaminação.
Nathália destaca que a Sapore é uma das únicas empresas no mercado a oferecer um serviço que contempla desde a compra dos alimentos até o atendimento de pacientes no local. Outro diferencial que pode ser citado é o uso de gastrônomo e hotelaria hospitalar proposto pela empresa, que leva profissionais qualificados em diversas áreas para oferecer o melhor atendimento.
Além de hospitais, a Sapore atende clientes de vários segmentos, como indústrias e eventos. Recentemente, a empresa foi responsável por oferecer a alimentação nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

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