Salame entre os mais pedidos

Diferentes tipos de salame fazem parte das refeições dos brasileiros e fazem demanda do food service se estabelecer bem

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O tradicional salame é queridinho em padarias, pizzarias e diversos outros estabelecimentos. Elaborado com carnes nobres, o salame combina com muitos pratos, desde sanduíches a aperitivos.

A origem desse produto é italiana, sendo associado aos camponeses locais. É um item processado que costuma durar por longos períodos: até um ano após ser fabricado. O salame também tem técnicas de produção demoradas, com tempo de cura e maturação, que interferem no valor.

Produção do salame

Na Seara, são produzidos quatro tipos de salame, sendo eles: italiano, milano, hamburguês e salaminho. De acordo com Fabíola Menezes, diretora de marketing da Seara, o inverno costuma ter alta procura por esse tipo de produto. “Temos alta demanda o ano inteiro, porém, nessa época do ano, a demanda aumenta ainda mais. No inverno, os “queijos e vinhos” são acompanhados sempre por um bom salame”, afirma.

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A Diretora de Marketing da Seara, Fabíola Menezes, explica o aumento na demanda por salames

O salame costuma ter um alto valor agregado, sendo essencial para diversos varejistas. De acordo com Fabíola, as vantagens para o food service são grandes: exemplo disso é a produção de salames especiais para fatiamento, com calibre menor. Essa diferenciação pode ser essencial para diminuir o desperdício dentro do estabelecimento.

Para garantir um produto de qualidade aos clientes, a empresa conta que o processo de produção é rigoroso. “A linha de Salames Seara é feita através de um processo artesanal, do mesmo jeito que os melhores salames italianos. Com ingredientes nobres e selecionados, o resultado é incomparável e um sabor marcante. Depois de embutidos, os salames passam por um processo de cura (maturação), ficando dentro de uma estufa por 30 a 60 dias, onde um mestre salameiro verifica quando o produto está pronto para o consumo”, explica Fabíola.

Tipos

O tipo de salame mais pedido entre os oferecidos pela Seara é o salame italiano, o tipo mais tradicional, com cortes suínos nobres e especiarias. Outro tipo de salame oferecido é o milano, com cubinhos menores de gordura e sabor mais suave. Já o hamburguês tem pimentas visíveis e sabor mais apimentado. Por último, há o salaminho, uma espécie defumada e desenvolvida especialmente aqui no Brasil. Esse tipo de salame costuma ser muita utilizado em pizzarias.

Pesquisas

Outra empresa que produz salames é a Aurora, que decidiu investir nesse produto depois de várias pesquisas na área. Todos os dados mostram a oportunidade que é investir nesse item.

De acordo com Ricardo Marques, gerente de marketing na Aurora, o salame faz com que a empresa tenha um reconhecimento da qualidade nessa área. “É um produto que gera exposição de marca, pela sua qualidade e satisfação do consumidor”, salienta.
De acordo com Marques, o salame costuma ser muito procurado por estabelecimentos de autosserviço, atacado e padarias. Ele afirma que sua produção é mais elaborada. “O salame atende aos consumidores que apreciam frios mais elaborados para ocasiões de consumo como tábuas, petiscos e sanduíches”, explica.

O salame Aurora costuma ser bem pedido pelos estabelecimentos de food service, podendo ser comprado em caixas de 5 kg e 10 kg, com embalagens individuais. Marques explica que a Aurora oferece duas opções do produto, ideais para o uso dentro desses estabelecimentos. “O Salame Aurora é preparado com carnes nobres, é um produto com bom rendimento, fatiamento e temos 2 opções de produto (tradicional e fino). Temos opções de pesos que se adequam aos diferentes canais. Entre as opções de cardápio, sugerimos utilizar em coquetéis, tábuas, aperitivos, sanduíches, tortas e pizzas”, explica.

Opções

A Sadia, marca de produtos alimentícios da BRF, também oferece três tipos de salames ideais para o consumo: italiano, salaminho e hamburguês. Além da opção em peças, a empresa também possui opções fatiadas, ideais para um uso mais prático.
Além dos produtos tradicionais, a Sadia também lançou um snack feito totalmente com salame: o salamitos. Sem necessidade de ser refrigerado, o salamitos vem totalmente pronto para ser degustado. Para lançar o produto, a Sadia apostou em uma campanha de TV, focada na cultura pop.

“Nossa expertise em proteínas foi determinante para lançarmos uma excelente opção de snack entre refeições. Principalmente, uma vez que o produto possui alto valor proteico, ajudando a saciar a fome por mais tempo”, afirma Bernardo Abrantes, gerente de marketing da BRF responsável pela categoria de frios e salames da Sadia.

De acordo com análises do setor, 29% dos brasileiros já consomem esse tipo de produto quando estão em movimento (“on the go”). “Além do valor nutricional inerente à proteína, Salamitos não precisa de refrigeração. É possível levá-lo a qualquer lugar, matando a fome no trabalho ou na escola, por exemplo”, explica Abrantes.

O produto chegou às gôndulas de supermercados em dezembro do ano passado, em packs de 36gr e potes de 120gr. O Salamitos mostra um posicionamento mais divertido por parte da Sadia, que investiu em propagandas e embalagens diferenciadas. “Salamitos inova ao trazer um produto fun, autêntico e com sabor de verdade, ressaltando os atributos importantes da marca”, pontua André Lopes, gerente de marketing para a marca Sadia.

Artesanal

A salame Andaluz é um produto artesanal, feito no sul da Espanha, com carnes nobres selecionadas. No Brasil, esse produto é importado e comercializado pela AllFood, empresa pioneira em distribuir diferentes alimentos finos para o Brasil.

O salame Andaluz Casa Branda tem uma coloração avermelhada, com carne suína magra e uma pequena porção de bacon em sua receita. Durante a produção desse embutido, os ingredientes ficam expostos em um ambiente natural, com luz e temperatura controladas. O tempo de maturação e secagem costuma variar em torno de 60 dias, deixando o salame com um sabor único.

No país onde esse produto é fabricado, na Espanha, muitos pratos possuem o salame Andaluz, como sopas, guisados, sanduíches e refogados. No Brasil, o salame costuma ser consumido como petisco ou em sopas e lentilhas. Além disso, o produto harmoniza muito bem com vinhos não tão fortes. A Allfood distribui o salame para supermercados e empórios, além de o produto poder ser encontrado também na loja virtual.

De acordo com Luciano Almendary, presidente da Allfood, o salame oferecido para o food service não tem nenhuma alteração em relação ao produto oferecido para o varejo, em termos de sabor. Eventualmente, esse produto recebe uma embalagem maior.
Luciano conta que o mercado de produtos espanhóis tem grande renome na área de frios. “A Espanha é muito reputada na área de presuntos e embutidos em geral. Inclusive com duas tipologias: embutidos e presuntos de porco branco (mais habitual) e os mesmos produtos de porco preto, denominado ibérico”, explica.

Segundo o presidente, o salame tem muito boa aceitação no mercado brasileiro, comparado com os de origem italiana. Seu uso costuma ser muito bem difundido em aperitivos e nas “tapas” espanholas, prato típico da região.

A Allfood surgiu em 1996, com o engenheiro Luciano Almendary, que decidiu transformar sua paixão por culinária em negócios.

Diversos

A Bella Roma produz salames de forma artesanal, de diversos tipos. Localizada no Rio Grande do Sul, a empresa iniciou suas atividades no ano de 1995 com a administração das famílias Cappelli e Mussoi, que é inspirada na forma de produção italiana.

Entre os tipos de salames oferecidos, existe uma receita produzida por imigrantes italianos para a Serra Gaúcha. A receita leva vinho, alho, carne suína e condimentos. Outros salames oferecidos são o italiano, milano e misto com javali.

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