Sabor e lucratividade

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As máquinas têm sido de grande valia para o food service. Com elas, vieram a agilidade e muitos produtos começaram a ser produzidos em grande quantidade. Com isso, alguns preços diminuíram e ficaram com uma estabilidade maior.
Por meio das máquinas, o crescimento no mercado foi inquestionável, e estes produtos continuam ajudando os empresários a alavancarem cada vez mais. O que antes demorava até dias para fazer, hoje pode ser concluído em questão de horas e até minutos.

Décadas de experiência

A empresa Indiana produz máquinas que fazem diversos tipos de massas e já está há 68 anos no mercado. Segundo a companhia, são os primeiros a fabricar equipamentos industriais, com tecnologia totalmente nacional e utilizando a NR 12 (segurança no trabalho em máquinas e equipamentos).

O grupo possui em sua linha de fabricação máquinas industriais para massas como espaguetti, talharim, lasanha, capelletti, ravioli, pastel etc. A Indiana também possui equipamentos que fazem diversos salgados como coxinhas, bolinhos, risolis, kibes, entre outros. “Em nosso catálogo, temos mais de 130 tipos de aparelhos tecnológicos, fabricados sob encomenda de acordo com o perfil de cada cliente”, afirma Wilson de Biasi, diretor da Indiana. Ele ressalta, também, que o item mais vendido é o que produz doces e salgados. Quando o consumidor adquire algum dos produtos da empresa, recebe um treinamento que ensina a forma de limpeza e manuseio das peças.

“Oferecemos diversas opções, desde uma pequena produção até uma grande, tudo varia de acordo com a necessidade do cliente”, relata o diretor. A empresa está lançando a Indiana Mini, que fabrica brigadeiro, beijinho, churros, croquete, entre outros diversos alimentos doces e salgados. Por hora, são 2.500 mil alimentos, cada um com 8 há 180 gramas.
São diversas as pessoas que compram as máquinas. “O público varia entre buffet, padaria, lanchonete, restaurante e até dona de casa”, diz Biasi. Após a compra, como explica ele, são necessários entre 3 e 6 meses para o empreendedor obter retorno do investimento.

Visando crescimento

A Bralyx iniciou fornecendo equipamentos italianos para a indústria alimentícia e, a partir do ano 2000, criou no Brasil suas próprias máquinas de produção de salgados e doces. A empresa exporta para mais de 29 países e fundou, no ano passado, o primeiro escritório em Londres.

De acordo com Gilberto Poleto, presidente da Bralyx, a empresa foi a inventora da máquina de coxinha e é líder de mercado nesse segmento. “Fazemos sucesso nas indústrias automobilística e aeronáutica ao redor do globo“, diz. O carro-chefe da empresa é a linha Maxiform. Por meio dela, é possível moldar e rechear os alimentos. Os equipamentos funcionam da seguinte forma: “O operador coloca a massa já pronta na cuba de massa do equipamento e o recheio (pronto também) no funil. Após isto, ele configura os parâmetros básicos (velocidade do recheio, da massa, do molde cortador e da esteira) no painel de controle, coloca os bicos (peças que definem o diâmetro do produto e da parede de massa) e inicia a produção”, diz o presidente. Os produtos da Bralyx permitem que o consumidor controle a quantidade e a densidade dos alimentos. O tamanho das peças que saem na produção variam de 5g a 180g e já são finalizadas prontas para fazer o processo de fritar, assar, empanar etc. “Para empanar, recomendamos a Empanamix, que empana de forma rápida salgados, filés, nuggets e outros produtos”, relata Poleto. A linha Maxiform tem cinco anos de garantia. Para todos os itens são disponibilizados técnicos e especialistas, que oferecem suporte e treinamento referentes à utilização das máquinas.

Na hora de limpar esses itens, é recomendada a sanitização das partes em contato com o produto. A limpeza deve ser feita uma vez por turno, na troca de ingredientes e quando houver necessidade. “Para a higienização, utiliza-se detergente neutro e, para o enxágue, água aquecida (38° a 46°)”, afirma o presidente.

Sobre as vantagens desses equipamentos, Poleto destacou a agilidade na produção, maior número de alimentos feitos, padronização das peças, redução de mão de obra, menor manipulação dos produtos, controle e redução dos custos, “já que com a produção padronizada é possível controlar a quantidade de insumos necessários”, completa ele.

O tempo de elaboração das massas depende de vários fatores, como o processo utilizado, tipo de alimento inserido e a agilidade do operador, mas geralmente, como citou o presidente, a linha Maxform consegue produzir cerca de 1,8 mil a 19 mil doces ou salgados por hora, com média de 30g. A Maxform é uma nova linha da empresa, que já virou o carro-chefe, e possui dez modelos.

De acordo com Poleto, o retorno que os empresários podem atingir com as máquinas é variável, e pode modificar de acordo com o tipo de equipamento adquirido e a receita utilizada. O lucro pode variar também de acordo com o ponto de venda e as despesas do empreendedor.

O presidente relatou o case de um de seus clientes que se surpreendeu com o retorno obtido. “A Coxinha Du Chef, loja localizada no centro da cidade de São Paulo, apostou em um novo formato. Vende 10 mil coxinhas por dia em cones com 12 unidades cada e, em um ano, conseguiu recuperar o investimento inicial de 200 mil reais na fábrica e na loja – o negócio foi estruturado com base nos equipamentos Baby 5.0 e Hotmixer 35 litros”, relata. Outro caso foi o da rede de supermercados Pedroso, que fica na cidade de Cotia, em São Paulo. Inicialmente, a rede fabricava tudo à mão e, como relatou Hélio Ricardo, sócio responsável por compras do supermercado, isso fez com que as vendas caíssem. “A solução foi buscar um equipamento para automatizar a produção, ganhando agilidade e padronização das peças”, diz o presidente da Bralyx.

O grupo viu um crescimento significativo na procura por esses aparelhos que ajudam na produção do setor alimentício. Os fatores apontados para isso foi o aumento aquisitivo das classes C e D, o número cada vez maior de pessoas que se alimentam fora de casa, “além do espírito empreendedor do brasileiro”, afirma Poleto.

A empresa se orgulha em ajudar a formar novos negócios. “Cerca de 60% de nossos clientes são de pequeno porte e temos produtos distribuídos por quase 30 países em todos os continentes”, conclui o presidente.

Mercado em crescimento

A MCI, Metalúrgica Convenção de Itu Ltda, começou suas atividades há mais de 20 anos. O foco da empresa era a fabricação de Snacks – salgadinhos extrusados. Após 12 anos, o grupo decidiu abrir mais seu leque de produtos e investiu em salgadinhos para indústria.

Segundo a empresa, são os únicos no mundo a produzirem uma linha completa de tortilhas (nachos), todos de autoria própria. Como conta Pedro Bruno Contrucci Pereira, responsável pelo departamento de marketing da MCI, a empresa trabalha com formadoras, recheadoras, fritadeiras e empanadeiras. “Mesmo com 15 anos de mercado, ainda encontramos pessoas que desconhecem qualquer processo mecanizado desses produtos e ficam chocadas com a tecnologia”, afirma. Ele ressalta, também, que uma das maiores dúvidas das pessoas que adquirem essas máquinas é como deve ser feito o preparo da massa e do recheio. “Funciona da mesma maneira como se fosse produzir manualmente. A única ressalva é para a viscosidade da massa e do recheio. Não pode estar nem tão seca nem tão líquida”, explica.

Com esses equipamentos, é possível produzir vários tipos de alimentos, até os mais exóticos como o mooncake e o maamoul. A MCI, pensando em facilitar a vida dos clientes, fez sistemas práticos para a limpeza das máquinas. “Todas as partes precisam ser limpas após um dia de trabalho (8 horas) e são facilmente manuseadas. Em média, a linha Robocopy leva 30 minutos para ser completamente desmontada e limpa. No caso da Pratic, não mais do que 15 minutos”, afirma Bruno.

O responsável pelo departamento de marketing da empresa pontua que o empresário, antes de investir, deve avaliar vários fatores, “o ideal é avaliar se o investimento é o melhor para aquele momento”, finaliza.

Indiana
www.maquindiana.com.br

Bralyx
www.bralyx.com

MCI
www.mci.ind.br

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