Roteiros conciliam cervejas artesanais e turismo

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Localizado em Santa Catarina, o Vale do Itajaí oferece diversas oportunidades para turistas que procuram uma experiência relacionada às cervejas locais. Trata-se do Vale da Cerveja, um conjunto de trajetos que percorre 12 microcervejarias artesanais em municípios da imigração europeia.

Em março deste ano quatro roteiros já foram lançados. As programações desses lugares devem contar com minicursos de degustação, visitas aos centros de compras, atividades com a interação da natureza e almoços de gastronomia alemã.

Santa Catarina possui 3,4% da população brasileira e 40 cervejarias artesanais, número que representa 10% do total nacional. Essas empresas têm investido potencialmente no aumento de produção e estimulando a abertura de novos negócios.

A ideia de explorar o turismo catarinense surgiu em parceria da Associação das Microcervejarias Artesanais de Santa Catarina (Acasc) com entidades veiculadas ao comércio e turismo da região, Gaspar, Guabiruba, Brusque, Ibirama e Apiúna Gaspar, Guabiruba, Brusque, Ibirama e Apiúna. Esse conjunto de lugares também é chamado de Vale Europeu, por ter sido colonizado por alemães, austríacos, poloneses, italianos e portugueses.

“Nos últimos três anos, a cerveja artesanal deixou de ser um produto de nicho e caiu no gosto popular”, diz o presidente da Acasc, Carlo Lapolli. A primeira cervejaria artesanal surgiu em 1860, por um imigrante alemão.

Mesmo com a retração econômica, a estimativa é que essas cervejarias continuem crescendo. Estima-se que 1% dos 14 bilhões de litros de cervejas brasileiras produzidas anualmente sejam artesanais. Aproximadamente 25% da produção artesanal seja feita por “cervejarias ciganas”, ou seja, que tem a fabricação terceirizada.

Até 2014, o setor de cervejarias artesanais crescia cerca de 25% ao ano, de acordo com a Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva). No ano passado, esse crescimento passou para 15% e, segundo o presidente da entidade, Jorge Gitzler, a estimativa é que 2016 esse número chegue a zero. Segundo ele, a médio prazo a expectativa é otimista. “Quando passar a crise, vamos voltar a crescer 25% ao ano num piscar de olhos”.

Fonte: Valor Econômico

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