Rompendo Barreiras

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Empresas que têm matéria-prima e fornecem para grandes instituições da indústria alimentícia, tanto no país quanto no exterior, estão mirando o food service. Com a valorização das transações, o mercado de importação e exportação tem sido explorado, também, por empresas que fornecem produtos acabados para o setor. Como exemplo, temos o setor de massas alimentícias, que em 2012 exportou 11,3 mil toneladas e importou 25,9 toneladas, de acordo com dados da Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias e Pão & Bolo Industrializados (Abima). Já o setor de pães e bolos, por sua vez, exportou 8,8 mil toneladas e importou pouco mais de 7 mil toneladas no mesmo período. “Nosso maior parceiro na exportação de massas alimentícias é a Venezuela, para a qual exportamos quase 7,8 mil toneladas no ano passado. Importamos mais massas da Itália, cujo volume chegou a 18,5 mil toneladas em 2012. No que se refere aos pães, nosso maior parceiro para exportação é a Angola, com 3,4 mil toneladas em 2012, e importamos mais da Argentina, com pouco mais de 3 mil toneladas no ano passado”, informa Claudio Zanão, presidente da Abima.

Para garantir a qualidade dos produtos ao consumidor final, alguns cuidados são necessários tanto na exportação quanto na importação. “Primeiramente, é preciso observar a qualidade e a rapidez do frete, para que os produtos cheguem em bom estado de conservação e com prazo de validade dentro das especificações. Em segundo lugar, procurar mercados e distribuidores com estrutura para que se inicie o processo de implementação da marca e não seja apenas exportação de oportunidade”, orienta Zanão.

Ampliando mercados

A Selmi – detentora das marcas Renata e Galo – está entre as 10 maiores empresas do mundo no setor de massas alimen tícias e é a 3ª maior empresa do segmento na América Latina. Considerada uma das mais tradicionais indústrias brasileiras de alimentos, preza pela excelência e alto controle de qualidade na preparação de suas massas, farinhas especiais, biscoitos e bolos. Por isso, decidiu expandir suas exportações e investir nos consumidores estrangeiros. “O objetivo da parceria é ampliar mercados, aprimorar a qualidade de serviços e produtos e aumentar a competitividade”, informa Roberto Bloj, gerente de Comércio Exterior da Selmi.

Além de atuar em todo o território brasileiro, a Selmi exporta para mais de 20 países, como Paraguai, Chile, Peru, Moçambique, Cabo Verde, Angola, Inglaterra, Portugal, Japão, Estados Unidos, entre outros. “A empresa possui contêineres abastecidos com bolos prontos, biscoitos maisena, cream cracker, goiabinha e mistura para bolo, nos sabores laranja e chocolate, que saem da unidade de Sumaré, em São Paulo, com destino ao país final”, explica o gerente. O único produto importado pela Selmi é a farinha.
Em 2011, o objetivo era fazer com que, de 5 a 10 anos, 20% da receita da empresa fossem fruto das exportações. “Hoje, a Selmi já atingiu a casa dos 6% da receita da empresa, fruto das exportações. E continua a prosseguir com o foco nos 20%”.

A garantia da qualidade dos produtos Selmi é explicada por sua tradição de 125 anos no mercado. “Investimos na alta qualidade do preparo de nossos produtos, tanto na distribuição em território brasileiro quanto em território internacional”, conta Bloj. Para isso, a empresa investe em maquinário e engenharia de produção de primeiro mundo, com capacidade de produção mensal de 18 mil toneladas de massa, 2.500 mil toneladas de farinha e mistura para bolo, três mil toneladas de biscoitos e 600 toneladas de bolos e bolinhos.

A Selmi conta com duas modernas unidades produtoras: a maior localizada em Sumaré e a outra localizada em Londrina. Ambas as estruturas apresentam máquinas de ultima geração e plantas industriais planejadas para expandir a qualquer momento, sem interferir em sua produtividade. Todas as linhas de produção são totalmente automatizadas, sem qualquer contato manual com os produtos que, por sua vez, são elaborados somente com ingredientes selecionados e rigorosamente analisados.“Produtos de exportação são fabricados de maneira exclusiva para serem exportados, com matérias-primas de primeira qualidade e cuidados específicos nos processo produtivos”, finaliza.

Bons fornecedores

Em 22 de novembro de 1960, nasceu a Franco-Suissa, a primeira empresa do Grupo, que ainda reúne a Maison Lafite e Aref Company, com o propósito de trazer aos brasileiros os requintados deleites do paladar da Europa e do mundo.

As empresas de importação e exportação do grupo representam com exclusividade mais de 50 empresas de alimentos e bebidas consagradas mundialmente e distribuem mais de 500 produtos em todo o território nacional.

A Franco-Suissa foi a primeira a importar e comercializar a cerveja em lata no Brasil, assim como o vinagre balsâmico e o exótico couscous marroquino. Em mais de 50 anos de história, trouxe e desenvolveu marcas hoje consagradas no país e no mundo.

Os principais fornecedores estão em Portugal, França, Itália, Bélgica, Holanda, Marrocos, Líbano, Alemanha e Canadá. “Exportamos para EUA, Canadá, Israel, Jordânia, Angola etc. Importamos bebidas alcoólicas como vinhos, licores, cremes, destilados e alguns alimentos, como chocolate,  mostarda, azeite,  aceto balsâmico”, explica Heloisa Xocaira, coordenadora de Marketing. “O nosso couscous marroquino é largamente utilizado por restaurantes”, completa.

No caso da exportação, os principais produtos são refrigerantes, água de coco em lata e em embalagem Tetra Pack e também manteiga extra em lata. “Esses produtos podem ser facilmente utilizados no segmento de food service”, diz a coordenadora.
O faturamento do Grupo Franco-Suissa teve aumento no último ano, atribuído por Heloisa ao incremento da força de vendas e do portfólio e logística. Isso, também, é reflexo da seriedade do trabalho e da preocupação com a qualidade dos produtos. “O que considero mais importante para garantir um produto de qualidade, tanto para importar ou exportar, é a escolha de fornecedores sérios e renomados, que estejam realmente comprometidos com as boas práticas higiênico-sanitárias e que utilizem matérias-primas de qualidade e procedência. Além disso, é muito importante ter o cuidado de analisar o meio de transporte que será utilizado para cada mercadoria. Nesse caso, cito a nossa linha de chocolates, que por ser extremamente delicada, precisa ser transportada em contêineres refrigerados para garantir sua qualidade”, conclui.

Matéria-prima para indústrias

Desde 1989, a Atlântica Foods atua na comercialização de matérias-primas alimentícias para uso industrial, fornecendo uma variedade de produtos primários como polpas, concentrados e subprodutos de frutas, provenientes de fornecedores confiáveis e cuidadosamente selecionados. “Como nosso foco é na indústria, trabalhamos com produtos em tambores de 200 litros, principalmente”, explica Flávia Breternitz, da área de Exportação da Atlântica Foods.

Entre os produtos exportados estão polpas, sucos e concentrados de frutas como laranja, manga, goiaba, abacaxi, maracujá, acerola, limão tahiti e também subprodutos cítricos como óleos essenciais. “Nossos destinos são diversos, para a Europa, Ásia, Oriente Médio e Austrália”, conta. “No caso de importação de matérias-primas ao Brasil, em que também atuamos, trazemos, com maior destaque, polpas de maçã, pêssego, tomate e pera”. A empresa ainda trabalha com o açúcar ensacado em suas diversas especificações.
“Além de atender às especificações do cliente, o produto deve seguir as recomendações de condições de transporte e armazenagem, além de, obviamente, ser cumprido o período de validade”, explica Flávia em relação aos cuidados necessários para a exportação/importação dos produtos para que eles cheguem aos destinos com garantia de qualidade para o consumidor.
Em relação ao faturamento, a Atlântica Foods comemora. “Nosso faturamento aumentou desde 2012 devido ao aumento da capacidade das fábricas de suco de laranja concentrado e congelado”, finaliza.

Novo produto

“O Brasil é um mercado que vem crescendo e a sua economia beneficiando o consumo de produtos premium como a maçã Pink Lady”, informa Mônica Kolanian, trade marketing da Cap Amazon, agência de marketing e comunicação especializada em produtos agroalimentares e arte de viver e representante da agência francesa Sopexa no Brasil, que está trazendo o produto para o país. “Ela já é produzida no mundo todo e também no Brasil, mas a maior parte do volume produzido tem sido direcionado à exportação. Por isso, a marca Pink Lady não é tão conhecida. Estamos justamente construindo essa identidade no Brasil”, completa.
As características dessa maçã contribuem para que ela conquiste cada vez mais admiradores e seja a preferida da cozinha gourmet, dando um toque sofisticado aos pratos que têm a maçã como ingrediente.
A Pink Lady só é cultivada por produtores credenciados, que avaliam a fruta após a colheita para que possa receber o sticker cor-de-rosa em forma de coração que a diferencia e comprova sua autenticidade. Além do sabor, da coloração e do aroma, esta variedade muito consumida nos países europeus é densa e suculenta, qualidades que se mantêm com o alto padrão dos processos estabelecidos desde o momento do seu plantio.
“A Sopexa está mirando o mercado em todo o país, mas o foco maior está em São Paulo e no Rio Grande do Sul”, finaliza Mônica.

Abima
www.abima.com.br
Selmi
www.selmi.com.br
Grupo Franco-Suissa
www.francosuissa.com.br
Atlântica Foods
www.atlanticafoods.com.br
Cap Amazon
cap-amazon.com

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