Ao redor do biscoito Globo

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O New York Times publicou uma reportagem criticando veemente o biscoito Globo durante o período em que ocorreram os Jogos Olímpicos. O jornalista responsável, David Segal, afirmou que o produto “não tinha gosto e representava a culinária do Rio de Janeiro”. Apesar das críticas à iguaria, outros pratos foram elogiados, como os churros e também o brigadeiro.

Em entrevista para a revista Food Service News, Francisco Torrão, sócio do biscoito Globo, disse que a resposta sobre a crítica já foi dada nas redes sociais, onde muitos consumidores defenderam o biscoito. Após a matéria ser divulgada, muitos internautas reagiram com críticas ao texto e elogiaram o biscoito, salientando seus pontos positivos. Até mesmo memes foram criados em relação a esse assunto e muitos fizeram vários tipos de brincadeiras na hora de comentar o tema. Várias páginas publicaram a notícia e diversos profissionais expuseram o que eles acharam de todo esse acontecimento.

“A resposta quanto à reportagem amplamente divulgada já foi dada por nossos consumidores nas redes sociais. A melhor assessoria de imprensa e comunicação é a população carioca, assim como os brasileiros que amam o biscoito Globo. Por essa razão, o biscoito foi eleito como um dos patrimônios históricos da cidade do Rio de Janeiro”, explicou Francisco.

Após as críticas, o biscoito Globo recebeu elogios da população e agradeceu o jornalista pela matéria. “Obrigado, New York Times. Uma crítica negativa nunca repercutiu tão positivamente para uma marca”, disse a empresa na FanPage no Facebook.
Em entrevista ao portal de notícias G1, Marcelo Ponce, filho do sócio do biscoito Globo, Milton Ponce, disse que o pai estava triste com a reportagem que foi publicada pelo jornal norte-americano. O empresário foi responsável por receber o jornalista do New York Times na fábrica e havia ficado chateado com as críticas tanto ao biscoito quanto à culinária carioca.

biscoito GloboO biscoito de polvilho é uma das iguarias mais famosas do Brasil, presente em boa parte dos estados brasileiros. O biscoito Globo começou em São Paulo, no ano de 1953, no bairro Ipiranga, quando os irmãos Jaime, Milton e João Ponce aprenderam a fazer biscoitos de polvilho com o primo e os vendiam nas ruas da cidade. Logo em seguida, os irmãos foram para a capital carioca e resolveram estabelecer um negócio por lá.

A empresa recebeu o nome de Globo em homenagem à padaria em Botafogo, onde começaram as vendas dos biscoitos. Em 1955, pouco tempo depois, os produtos estavam sendo vendidos nessa padaria e em mais sete outras. Dessa forma, a marca se estabeleceu como uma verdadeira tradição dos consumidores cariocas. Com o passar do tempo, o negócio chamou a atenção de Francisco Torrão e ele tornou-se o quarto sócio do biscoito Globo.

Repercussão sobre biscoito Globo

Além de toda a repercussão que aconteceu nas redes sociais, vários especialistas também destacaram os pontos positivos do produto e como eles o consideram importante para a culinária carioca e do país como um todo, bem como a sua trajetória de sucesso ao longo dos anos. A Food Service News entrou em contato com profissionais para saber o que eles pensam a respeito do assunto e de que forma isso pode interferir, na opinião deles, na imagem da gastronomia da cidade.

“O biscoito Globo é como um bom queijo, é para entendedores, precisa ser harmonizado. A combinação ideal é com um mate gelado, o lanche oficial do carioca, porque assim você tem um pós-sabor. Brincadeiras à parte, o biscoito de polvilho é simples, não leva muitos ingredientes, como disseram, é para entendidos, é parte da cultura carioca. Sobre os restaurantes, a gastronomia carioca tem avançando bastante, mas se levaram o jornalista para um self-service básico, comida a quilo, onde o sushi tem o mesmo gosto da picanha, dá para entender a decepção. Se tivessem, talvez, levado para uma pensão com comida caseira, certamente a opinião seria diferente”, destaca Quintino Freire, editor-chefe do site “Diário do Rio”, um dos principais portais sobre a cidade, criado no ano de 2007.

Defensor do Carioca Way of Life e Embaixador do Rio, para o profissional, “a culinária carioca não tem medo de experimentar e é uma bela mistura da gastronomia europeia e africana. Há uma dificuldade de mostrar quais são os pratos típicos dos cariocas, mas temos desde o angu do Gomes até o Filé a Oswaldo Aranha”, salienta ele.

Além das críticas que foram feitas ao biscoito Globo, o jornalista do New York Times também falou a respeito dos restaurantes do Rio de Janeiro de um modo geral. Completando o pensando a respeito do aclamado item carioca, ele também afirmou que “o cenário de restaurantes é ‘meh’”. Ele salientou que boas opções de comidas não são fáceis de encontrar, sendo mais provável que as pessoas que estão na cidade encontrem uma pizzaria que seja abaixo do padrão “ou um restaurante com nigiris de tamanho menor que o comum”. Os estabelecimentos do tipo self-service também não foram poupados das críticas do jornalista. Para o profissional, a qualidade dos buffets pode ser classificada como algo que não é bom, além de frisar que há muitas misturas como macarrão, shushi e também saladas. Ainda de acordo com ele, os itens que são utilizados para o preparo para os pratos não são produtos frescos.

Já para Freire, a culinária do Rio de Janeiro tem avançado. Ele destaca que bons restaurantes estão surgindo, o que pôde ser visto principalmente no período que antecedeu a crise econômica que atualmente afeta o país. “Há alguns anos atrás, um turista só tinha o rodízio do Porcão, que era mais conhecido pela vista do que pela comida. Hoje, já temos um verdadeiro roteiro gastronômico, graças a empreendedores como Roberta Sudbrack. Por outro lado, para quem quer se aventurar, tem a gastronomia do boteco, e ela tem o verdadeiro espírito carioca. Além de ser muito mais palatável ao bolso. Não é à toa que aquele jornalista australiano, Anthony Sharwood, virou quase um meme com suas aventuras durante a Rio 2016”, diz.

No entanto, Freire também destaca outros pontos que envolvem a gastronomia do município. Para ele, conforme costuma dizer, o Rio de Janeiro não é uma cidade turística, mas, sim, que conta com um potencial turístico “Não é por outra razão que quando o turista vem para a cidade procura Caipirinha e feijoada, sem ter um circuito gastronômico que possa aproveitar. Não posso dizer que ele se decepciona, porque ele não tem maiores expectativas. Isso é algo que poderia mudar com o futuro, especialmente com o sucesso que tem sido a Rio 2016”, frisa ele.

Por fim, o editor-chefe do Diário do Rio fala que algumas melhorias podem ser realizadas para que a cidade possa destacar mais a sua culinária. Um dos pontos que Freire salienta que pode se tornar uma realidade no município é um circuito gastronômico que seja tanto de “baixa gastronomia” como de “alta gastronomia”. Outra sugestão que o profissional dá é a de colocar bares e restaurantes do Rio de Janeiro nos guias internacionais de turismo. “Um bom trabalho de branding. E nossa culinária tem evoluído e muito, mas não podemos, também, ir contra nosso lanche oficial, o biscoito Globo com mate”, finaliza.

Significados

E quando se fala em biscoito Globo, as questões que o envolvem vão muito além do sabor que ele é capaz de oferecer para os seus consumidores. Não é difícil encontrar pelas praias do Rio de Janeiro muitas pessoas que relatam os momentos de alegria que foram vividos enquanto se saboreava o produto. Além disso, a fama do item atravessa cidades e estados e diversas pessoas que visitam o Rio desejam experimentá-lo. Ele também chega a ser levado para amigos e familiares como uma lembrança especial da cidade, aumentando ainda mais a sua fama e atraindo cada vez mais pessoas que o admiram.

E é justamente esse lado sensorial que Renata Andriola, do L’Entrecôte de Paris Ipanema, destaca a respeito do biscoito Globo. “As críticas sobre o biscoito tomaram essa proporção por ser um produto afetivo, que aprendemos a curtir na infância, que cumpre muito bem sua função de agradar de maneira despretensiosa e que tem tudo a ver com o ‘Carioca way of life’. É justamente aí que está o charme do biscoito. Com cada mordida vem o dia de sol na praia, vem a brincadeira de criança, vem um bem-estar junto. E isso, realmente, uma análise gastronômica nunca vai captar”, ressalta ela.

Além disso, Renata também frisa alguns pontos de destaque da culinária do Rio de Janeiro. Assim como Quintino Freire, ela acredita que a culinária do município vem melhorando muito e salienta que isso vem acontecendo principalmente nos últimos anos. Um dos destaques que ela dá é aos chefs que trabalham na cidade, sendo que muitos deles possuem experiências internacionais “foram sous chefs de experientes referências e que agora estão dando seus voos solo, associando experiência e ingredientes locais. Com isso, a gente ganha em técnica, em sabor e em qualidade”, afirma ela.

Outro fator que Renata considera positivo e relevante quando o assunto é a culinária do Rio de Janeiro é que há a utilização, em muitos lugares, de produtos que são frescos e que são orgânicos. “Alguns chefs já trabalham com o conceito do KM 0, e a cada dia percebemos evolução de processos e de sabores. Além disso, o trivial aqui também fazemos muito bem: arroz, feijão, picadinhos e, claro, bife com fritas e outras maravilhas que agradam em cheio o público”.

Em sua vivência e contato com as pessoas que vêm de fora do Brasil, Renata afirma notar que os turistas, de uma maneira geral, têm uma experiência positiva com a comida que é feita no país. Ela ressalta que, como em qualquer lugar do mundo, é necessário ir a lugares que trabalham de uma maneira que seja séria e correta. “Aí é só escolher a especialidade desejada e se deliciar”, diz.

No entanto, a profissional ressalta que um dos pontos que podem ser melhorados no Rio de Janeiro é o atendimento. “Temos que evoluir nesse aspecto. Invisto muito nisso e me orgulho do relacionamento pessoal e atencioso que estabelecemos com nosso cliente. Mas sempre focamos na melhoria contínua”, ressalta.

O L’Entrecôte de Paris Ipanema conta com vários pratos que fazem bastante sucesso. Um desses pratos é o entrecôte. Trata-se de um corte especial de carne, que é preparado de acordo com a preferência, acompanhado por batatas fritas e um molho especial, cuja receita é muito bem guardada e que conta com vinte e um ingredientes. Além disso, são mais de trinta e seis horas para que ele seja preparado, sendo que ele é servido em três versões, que são a Executive, a Classique e a Enfants. “Trabalhamos com produtos de alta qualidade em toda cadeia produtiva. Investimos em relacionamento com o cliente. Gostamos muito do que fazemos”, ressalta Renata, que também fala sobre o que a empresa tem feito para poder se destacar. “Investimos em treinamento para equipe. Maior atenção às novidades do mercado. Lançamento de entradas, sobremesas. Atualização da carta de vinhos. Buscando opções incríveis com custo adequado. Atendendo de forma personalizada todo evento que fazemos em nosso restaurante”, finaliza ela.

Açaí

A atividade gastronômica brasileira ganhou várias notícias ao redor do mundo. O açaí, fruta típica do Pará, conquistou todo o país e também os turistas. Na Sorveteria Almeida, em Belo Horizonte, um grupo de turistas movimentou o estabelecimento pedindo o tradicional açaí. Os atletas de três delegações estavam hospedados no Hotel Mercure, no bairro de Lourdes, próximo à sorveteria.

De acordo com Israel de Silva Mendes, um dos sócios da Almeida, nem sempre o atendimento era fácil, mas sempre foi possível atender aos clientes de outros países. “Era complicado devido à linguagem, precisávamos fazer a venda por gestos”, brinca o empresário.

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O açaí ganhou destaque durante os Jogos Olímpicos de 2016. Em BH, a Sorveteria Almeida registrou vários pedidos de turistas

A Copa do Mundo já havia preparado o comércio da região para receber os turistas nas Olimpíadas. Israel disse que na Copa o movimento na sorveteria tinha atraído várias pessoas de outros países, tendo muitos pedidos de açaí. “Acho que esse produto faz muito sucesso porque é típico do Brasil”, diz Israel.

De olho nesses produtos, muitas empresas brasileiras veem quais alimentos poderiam fazer sucesso no exterior. Exemplo disso é a rede de franquias Fast Açaí, que anunciou no começo do ano que pretende chegar, em breve, ao exterior. Além do sabor, o açaí chama a atenção devido aos seus valores nutricionais, sendo rico em antioxidantes e gorduras boas.

Alguns especialistas consideram o açaí potente na prevenção de câncer e de alzheimer, além de combater a anemia, melhorar o funcionamento do intestino e diminuir o colesterol ruim. Esses valores nutricionais fazem do açaí um dos queridinhos dos atletas, principalmente por ser tomado gelado e ajudar a equilibrar o clima tropical do Brasil. No Pará, entretanto, o açaí costuma ser consumido com pratos salgados, como peixes e outras carnes.

Rei do Mate

O Rei do Mate, estabelecimento especializado em mate gelado, salgados e outras delícias brasileiras, apostou na combinação de sabores nacionais para chamar a atenção dos turistas durante as Olimpíadas.

De acordo com Antônio Carlos Nasraui, Diretor Comercial de Marketing do Rei do Mate, o movimento durante o evento mundial ultrapassou o da Copa do Mundo, em 2014. Ele explica que produtos nacionais são o grande sucesso da marca com os turistas, principalmente nas unidades que recebem maior número de visitantes.

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De acordo com Antônio Carlos, do Rei do Mate, os produtos nacionais são sucesso entre os turistas que visitam o restaurante

“Tem um número de pedidos bem expressivo em relação ao mate, ao açaí, ao pão de queijo e ao brigadeiro. Esses produtos geram a curiosidade nos turistas e eles vêm para experimentar”, destaca Antônio. Pensando nisso, a marca lançou um copo colecionável com pães de queijo, com design que homenageia os jogos olímpicos. “Além disso, preparamos as lojas para o período com maior número de clientes”, afirma.

Para se refrescar, ou apenas saborear um bom mate, os turistas experimentaram produtos típicos do Brasil e aprovaram as receitas. Segundo Antônio, os produtos regionais fazem sucesso com quem passa pelas unidades do Rei do Mate. O mate, que está no nome do estabelecimento, é uma das bebidas mais comuns em várias regiões do país, como, por exemplo, no Rio Grande do Sul.

Pão de Queijo

Já o pão de queijo, uma das apostas do Rei do Mate para atrair os clientes, tem sua origem em Minas Gerais e é consumido em várias regiões brasileiras. O salgado chama a atenção por seu sabor, combinado com o sabor marcante do queijo e do polvilho. Pensando nesse mercado, vários estabelecimentos apostaram na venda do pão de queijo durante as Olimpíadas.

O pão de queijo fez sucesso entre os críticos gastronômicos. O site Eater, por exemplo, que é especializado em culinária, elogiou a iguaria brasileira e afirmou ser um dos grandes patrimônios do país. De acordo com a publicação, os pães de queijo são fáceis de mastigar, cremosos por dentro e apreciados com café. O sucesso durante as Olimpíadas foi tanto que vários turistas procuraram a receita para que eles pudessem reproduzir em seu países.

Feijoada

O ator Matthew McConaughey, que é casado com a brasileira Camila Alves, esteve no país para prestigiar as Olimpíadas do Rio de Janeiro. A celebridade foi vista comendo um prato que é bem conhecido na região: a feijoada. O prato já tinha sido mencionado pelo site Business Insider, em uma lista. De acordo com o texto, a feijoada é considerada um prato nacional, sendo servida com arroz, com couve refogada e com farofa. “Não apenas uma refeição, mas um evento a ser compartilhado com os amigos e a família, a feijoada é geralmente apreciada aos sábados – o dia que é descrito como ‘o dia da feijoada’”, afirma o texto do site.

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A feijoada e a caipirinha, típicos do Brasil, renderam elogios na mídia internacional

Caipirinha

A caipirinha foi considerada pelo jornal The Guardian como a grande bebida do país. A matéria comparava o drink com a marguerita, uma bebida tradicional nos Estados Unidos, devido à sua popularidade.

O secretário de estado americano, John Kerry, é um dos famosos fãs da caipirinha. Na coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, a jornalista afirma que o secretário bebeu vários copos do drink em uma festa do Palácio do Itamaraty, no dia 5 de agosto.

Café

Enquanto muitos pratos agradaram o paladar internacional, o café brasileiro gerou polêmica durante o período em que aconteceram as Olimpíadas. Alguns jornalistas reclamaram do tamanho do copo que foi oferecido na Vila Olímpica. “Eu sei que todo mundo já postou fotos dos copos pequenos de café nos centros de imprensa do Rio, mas sério”, disse ScottStinson, do jornal canadense National Post, no Twitter. A declaração do jornalista, assim como aconteceu no caso do biscoito Globo, também repercutiu bastante nas redes sociais. Muitos internautas produziram memes em relação ao assunto e muitos outros criticaram a postura de ScottStinson. Algumas pessoas chamaram a atenção para o fato de que o café do Brasil é mais forte do que o do país norte-americano, sendo que uma grande dose dele não é necessária para se satisfazer. ““EU ACHO que nós sabemos um pouco mais de café do que você, então aprenda uma coisa: café bom é pequeno e forte”, disse uma das usuárias do twitter.

Outros chamaram a atenção para as diferenças culturais existentes em cada país e a importância de respeitá-las. “Tomar café em copos pequenos é melhor porque eles não ficam frios no final. E por último, mas não menos importante, seria bom se vocês americanos se informassem sobre os hábitos culturais dos países que visitam. Criticar a cultura alheia antes de entender por que as coisas são desse jeito pode soar ofensivo às vezes”, destacou outra pessoa no twitter.

Virado à Paulista

O virado à paulista é um prato muito apreciado no estado de São Paulo, sendo que muitas pessoas de fora do local, quando o visitam, procuram por essa comida. Ele já é bastante antigo, sendo que começou a ser feito ainda na época do Brasil Colônia. Ao feijão já cozido refogado em cebola, em alho e também em gordura, alguns ingredientes são acrescentados, como, por exemplo, o sal. Em geral, esse prato é servido com bisteca, com linguiça frita e também com banana empanada e frita. Milhares de unidades desse tipo de prato são servidas diariamente no estado de São Paulo.

Vinho

Entidades ligadas ao vinho brasileiro têm trabalhado para tornar o produto mais reconhecido não só no país, mas no mundo todo. Com as Olimpíadas, essa tentativa se estreitou e resultou em uma série de ações feitas pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), como a capacitação de profissionais, degustação, campanhas em redes sociais, entre outras iniciativas.

“Trabalhamos com duas frentes: qualificar o serviço para potencializar a venda e promover o vinho brasileiro para dar maior visibilidade perante o mundo no Rio de Janeiro”, explica Dirceu Scottá, presidente do Ibravin.

Uma das ações aconteceu no auditório da Casa Brasil, onde foi feito o Cheers for Brasil, evento com seis vinícolas promovendo a degustação de vinhos, espumantes e sucos de uva. O objetivo foi potencializar a imagem das bebidas nas mídias nacional e internacional.

O programa Qualidade na Taça promoveu, ainda no mês de maio, a qualificação de bares e de restaurantes, no Museu do Amanhã, localizado no Rio de Janeiro. A ação foi desenvolvida em conjunto entre o Ibravin, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Associação de Bares e Restaurantes (Abrasel), com o objetivo de estimular a venda do vinho brasileiro para consumidores locais e turistas. Através de informações sobre o produto, os estabelecimentos conseguem fazer melhores vendas para os clientes.

Além dessas e de outras ações, foi feito um vinho com a marca Rio 2016, que foi vendido no período das Olimpíadas. ALidio Carraro Vinícola Boutique, de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, foi escolhida pelo Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016 para produzir vinhos e espumantes exclusivos.

Brigadeiro

biscoito Globo
O jornal Huffington Post considerou o brigadeiro
um “amor em forma
de sobremesa”

Antônio explica que não é apenas o pão de queijo que fez sucesso, mas todos os produtos brasileiros. “Um dos exemplos é o brigadeiro, uma sobremesa típica do Brasil. Além dela, todos os produtos nacionais chamaram a atenção dos visitantes”.

O site Huffington Post fez uma matéria sobre o brigadeiro, falando que “é quase afundar os dentes em um sonho”. “O brigadeiro é basicamente amor traduzido em uma sobremesa”, diz o texto. O site também disponibilizou um vídeo com a receita da sobremesa.
Anthony Sharwood, do Huffington Post da Austrália, também se encantou com o sabor da sobremesa. O jornalista, conhecido pelas coberturas de jogos, aproveitou os Jogos Olímpicos para provar o doce. “Meu primeiro brigadeiro – o famoso doce brasileiro! E essas moças adoráveis me deixaram provar de graça! Amo você, Rio-2016”, escreveu Sharwood em seu Twitter.

Churros

No mesmo texto que criticava o Biscoito Globo, também foram feitos elogios às comidas encontradas nas ruas do Rio de Janeiro, entre elas os churros. O prato foi descrito como “cremoso e sublime”.

Feijão Tropeiro

Em Minas Gerais, o feijão tropeiro é um prato que é bastante conhecido e também muito divulgado. Esse prato ficou ainda mais conhecido por todo o sucesso que fez ao longo dos anos no Estádio Governador Magalhães Pinto, que é mais conhecido entre as pessoas como Mineirão, que já tem mais de 50 anos. Alguns dos ingredientes que se destacam na receita são a linguiça, o bacon e também a farofa especial. Os números mostram bem como esse feijão tropeiro chama a atenção. Somente no ano de 2013, em um total de 30 jogos, foram vendidas 120 mil unidades dessa receita, que é considerada uma das grandes atrações do Estádio e uma antiga tradição. Muitas pessoas, quando vão assistir aos jogos, não dispensam essa comida e sempre destacam o quanto ela faz parte da vida e da história de diversos torcedores.

Coxinha

Embora alguns defendam que a origem da coxinha não é totalmente certa, uma das ideias mais difundidas é de que ela teve origem no estado de São Paulo. Um dos salgadinhos mais queridos pelos brasileiros, marcando presença em diversas mesas e em diversas comemorações, a coxinha é também bastante consumida em Portugal. Um dos recheios mais comuns da coxinha é a carne de frango e o catupiry, mas ela também pode ser encontrada em algumas versões com camarão ou também com o requeijão. A coxinha pode ser achada em vários tamanhos, sendo que as pequenas são mais utilizadas em festas. Já existe, também, inclusive, a supercoxinha. De acordo com historiadores, já na década de 50, esse alimento já era bastante consumido no Rio de Janeiro e também no Paraná.

biscoito Globo
A coxinha teria sido inventada em São paulo e, já nos anos 50, se expandido para outros locais do Brasil, inclusive para o sul do país, sempre com grande aceitação

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