Refrigerantes: o que era e como está

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Mercado passou por diversas modificações ao longo do tempo, mas permanece firme

Diversas novidades ao longo dos anos pautaram a demanda por novos, criativos e alternativos sabores, tamanhos das embalagens e preços mais acessíveis dos refrigerantes. A concorrência também aumentou, novas marcas surgiram, grandes parcerias se firmaram e gigantes do setor continuam firmes nesse mercado de bebidas não alcoólicas.

Modernização

Refrigerantes: o que era e como estáA Água da Serra já se consagrou na região em que atua nos três estados do Sul do país. A marca é uma indústria de bebidas não alcoólicas fundada em 1943 em Santa Catarina. Eymard Juceli Frigotto, diretor superintendente, diz que a Água da Serra vem se modernizando a cada dia.
“O mundo vem mudando muito rapidamente e nós precisamos acompanhar essa evolução. Nossa indústria é 100% automatizada e a gestão completamente profissionalizada. Os investimentos em capital humano são permanentes em busca de melhoria contínua e capacitação de nossa equipe. O mercado de refrigerantes vem sofrendo grandes transformações nos últimos anos, tanto no consumo per capita quanto em produtos ofertados. A própria crise econômica que vem acontecendo no país faz com que as indústrias menos qualificadas lancem produtos de qualidade inferior para reduzir custos e ganhar mercado dos consumidores que migram para produtos mais baratos em virtude da redução do poder aquisitivo. Por outro lado, existem as empresas que se preocupam em agregar valor e oferecer produtos cada vez melhores e investem muito em pesquisa e desenvolvimento. Nós, da Água da Serra, acreditamos que o consumidor está cada dia mais exigente, e assim que melhorar seu poder aquisitivo, volta para as marcas que investem em qualidade e conseguem oferecer melhores produtos”, diz.
A empresa produz dez sabores de refrigerantes. O grande destaque é a Laranjinha, que foi lançada há mais de 50 anos e até hoje mantém o sabor original. “Nossos refrigerantes são produzidos em embalagens pet de 250ml, 600ml, 1 litro e 2 litros, além das tradicionais embalagens retornáveis de vidro de 200 e 600ml”, destaca.
“Não alteramos a formulação dos nossos produtos desde o seu lançamento. Como curiosidade, poderíamos citar um caso que acontece frequentemente, que é a nossa Laranjinha ser tratada muitas vezes como marca, de tão famosa que ela é, muitas vezes pedidas nos bares desta forma: ‘Me dá uma Laranjinha de framboesa’”, conta Eymard.
A empresa atua no mercado com três marcas: Água da Serra para refrigerantes, Laví para linha seca de chás em duas versões, em sachê e solúvel em água fria, em latas de 300g, além da marca XP para energéticos.

Compromisso

Refrigerantes: o que era e como estáA Coca-Cola FEMSA é líder entre engarrafadoras de bebidas multicategoria, com o compromisso de gerar valor econômico e bem-estar socioambiental por meio de parcerias.
“Ao longo dos anos, nosso portfólio foi adaptado para oferecer o sabor de nossas bebidas nas versões original (com açúcares) e também sem açúcar/light (sem adição de açúcares) e, dessa forma, trazer versões de baixa caloria que atendam às expectativas de quem quer bebidas não calóricas com um sabor delicioso”, apresenta Luciane Fatima Chimenti Alves, gerente de Categoria Refrigerantes da Coca-Cola FEMSA Brasil.
Um exemplo de sucesso refletido nas vendas é a Coca-Cola Sem Açúcar que, em 2019, cresceu 25% se comparado ao mesmo período do ano anterior. “Segundo dados Nielsen de 2019, estamos em mais de 10 milhões de lares em todo o território de atuação FEMSA – aproximadamente 1/3 dos lares. A indústria de low cal (baixa caloria) cresce em média 15% nos últimos dois anos e Coca-Cola Sem Açúcar cresce praticamente o dobro”.
A gerente também conta que seguem de perto as tendências de consumo e procuram oferecer produtos que garantam escolhas às distintas ocasiões, gostos e necessidades. “Dessa forma, proporcionamos a escolha para o consumidor que gosta de ter alternativas deliciosas ao alcance dele”, fala.
“Como estamos em um mundo cada vez mais preocupado com a sustentabilidade do planeta, as pessoas esperam que as grandes empresas assumam a dianteira também nas iniciativas para reduzir a produção de resíduos pela indústria. Com isso, em 2018, a Coca-Cola assumiu o compromisso global de, até 2030, coletar e reciclar o equivalente a cada garrafa ou lata que vende globalmente. Isso faz parte da visão Mundo Sem Resíduos”.
Além desse compromisso global, a Coca-Cola FEMSA tem investido cada vez mais nas embalagens retornáveis, que é parte importante da sua estratégia, representando mais de 13% do volume da companhia. O portfólio retornável conta com as clássicas garrafas de vidro: 290ml, 310ml, 600ml e 1l. E a retornável pet de 2 litros.
“Uma vez que investidores e revendedores buscam um bom retorno da parte de vendas, é importante que invistam em uma marca consolidada mundialmente, que é o caso da Coca-Cola FEMSA Brasil. Além disso, usamos nossa escala para garantir o sucesso das operações, pois contamos com 20 mil funcionários, 10 fábricas e 41 centros de distribuição. Diante disso, somos a maior engarrafadora do mundo em volume de vendas”.
A empresa está no Brasil desde 2003, presente como Coca-Cola FEMSA Brasil em 43% da população e representa 49% do volume de produtos Coca-Cola no território nacional.

Consolidado

Bruno Wilson Piccirello da Silva, gerente de Marketing de não alcóolicos do Grupo Heineken, avalia que o mercado de refrigerantes é bastante consolidado no Brasil, sendo o quarto mercado do mundo em litros da categoria de bebidas não alcoólicas, de acordo com estudos da Euromonitor.
“É um segmento muito relacionado à indulgência e prazer, sendo ‘sabor’ o atributo mais importante na escolha do consumidor. Com isso, a principal evolução que percebemos ao longo do tempo é de a indústria buscar oferecer alternativas, como a redução no teor de açúcar, por exemplo, mas sem alterar essa característica fundamental do produto”.
Após a aquisição da Brasil Kirin, em junho de 2017, tudo mudou. “Nós nos tornamos o segundo maior player do mercado de cerveja e triplicamos nossa operação”, diz Bruno.
O Grupo Heineken no Brasil hoje conta com um portfólio bastante adequado às regionalidades brasileiras e diferentes perfis de consumidor. Viva Schin é uma marca tradicionalmente reconhecida pelos consumidores principalmente das regiões Norte e Nordeste do Brasil. Bruno também conta que a Itubaína é uma das principais marcas de refrigerante do mercado brasileiro, com forte presença na região Sudeste especialmente em São Paulo.
“Marca autêntica, de sabor único e inconfundível, está presente na vida das pessoas desde 1954, mas sempre trazendo novidades e se mantendo conectada com o público jovem”.
FYS é uma nova marca, lançada no primeiro semestre de 2019, com objetivo de ser uma importante alternativa ao consumidor da categoria. “Oferece os principais sabores e embalagens do mercado (inclusive tônica) com 30% menos calorias em relação à média do mercado. Tem grande apelo junto ao público jovem”, explica.
Bruno afirma que os refrigerantes são uma categoria consumida por todas as classes sociais e faixas etárias, sem muita diferença entre os sabores.

 

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