Recuo na poupança pode afetar o comércio

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Os brasileiros pouparam menos em 2014. Essa atitude , somada a alta de juros e à contenção de crédito pode diminuir o consumo no próximo ano e desacelerar a economia.

No período de janeiro a novembro desse ano, a captação líquida da caderneta de poupança teve queda de cerca de 70% ante o mesmo período de 2013. O motivo desse recuo se deve pelo número de retiradas ser superior ao número de depósitos, o que indica que as famílias usaram o dinheiro guardado para financiar contas presentes.

Segundo economistas, a diminuição na poupança será um fator influente para o consumo no início de 2015. Entre os fatores que influenciarão a economia no próximo ano, o menor endividamento das famílias, a massa salarial e a inadimplência controlada fazem um cenário mais benigno que o da virada de 2013 para 2014.

Entretanto, o setor de varejo estará com a demanda contida no primeiro semestre de 2015. Com o juros elevados e o crédito contido há mais probabilidade de demissões e o comprometimento da renda com outras despesas.

A Confederação Nacional do Comércio (CNC) realizou uma pesquisa sobre o endividamento de famílias. Marianne Hanson, economista da entidade, diz que o cenário do próximo ano se mostra mais benigno que o de novembro de 2013.”A única exceção é o comprometimento da renda, que está maior.Os demais dados mostram menor endividamento, menos dívidas em atraso e perfil melhor de dívidas “, conta.

A economista acredita que as famílias possam ter usado parte da poupança para quitar dívidas ou evitar atrasos. Como o final de ano é um período de aquisição de novas dívidas e os primeiros meses possui aumento dos gastos, Marianna não prevê a retomada do comércio no começo de 2015.

Fonte Valor Econômico

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