Proibição do foie gras gera debate

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Aprovado nesta quinta-feira, 25, a lei do foie gras, que proíbe a produção e venda na cidade de São Paulo. Chefs se indignam com a decisão e discutem uma reação.

“Vou fazer o quê? Comer foie gras escondido? Vou cumprir a lei”, disse o chef francês Erick Jacquin, jurado do “Masterchef”.

Um encontro do setor está sendo organizado para a próxima quarta-feira,1, com representantes do setor, como a Associação dos Profissionais de Cozinha do Brasil e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes. O objetivos é reunir argumentos jurídicos contra a decisão.

O foie gras consiste na produção de fígado gordo de pato e ganso, através da gavage. Essa técnica consiste em engordar o animal através de um tubo, que força a alimentação pela garganta. O prefeito Fernando Haddad não seguiu a recomendação da Procuradoria Geral do Município sobre o tema. A indicação da PGM é fazer o veto e encontrou irregularidade no projeto, pois deve ser tratado pelo âmbito federal e não municipal.

Em um evento sobre a segurança alimentar, Haddad afirmou que a decisão da PGM foi baseada na questão comercial e não ambiental. “Tínhamos que levar a sério esse debate sobre o sofrimento dos animais”,conta.

“O problema é a incoerência. Há criação cruel de foie gras, mas também de bois e frangos. Mas proibir isso esbarraria em interesses econômicos e políticos”, disse Alberto Landgraf, do Epice. De acordo com Benny Novak, do Ici Bistrô, isto só acontece porque o foie gras é produzido por empresas de menor porte. “É muito mais fácil enfrentar produtores artesanais, como são os de foie gras, do que grandes empresas”, ressalta.
O projeto de lei foi feito pelo vereador Laércio Benko (PHS) e pretende vetar também o uso de pele em casacos, onde os animais foram criados só pra esse fim. “São casacos de pele de chinchila, sapato de couro de cobra, casaco de vison etc. Não atinge artigos de couro de boi nem pele de coelho, porque são abatidos para consumo da carne”, explica Fabio Chaves, ativista de direitos dos animais.

Fonte: Folha de São Paulo

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