Produtor cria Castella, nutella brasileira com castanha-do-pará

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A base da Nutella, que combina avelãs e cacau, levou ao chocolatier Fábio Sicilia a criar o Castella, um creme com base na castanha-do-pará. O empreendedor é proprietário da Gaudens Chocolate e a criação teve motivação em fazer um produto tão bom quanto o italiano, mas com ingredientes nacionais.

“Meu pai e minha mãe vieram da Itália e sempre estiveram no ramo de restaurantes. Os dois tiveram um caminho nômade pelo Brasil, comandando estabelecimentos em diferentes cidades”, explica Fábio, sobre suas origens e a influência da família.

O empreendedor passou por alguns estabelecimentos da família e, após a morte da mãe, resolveu fazer cursos na Itália na área de gastronomia. “Como havia deixado a faculdade de engenharia química para cuidar dos negócios da família, senti a pressão de ter uma formação. Decidi seguir na área que eu realmente gostava”, conta.

Quando Fábio retornou ao Brasil, ficou fascinado com os ingredientes nacionais. “Fiquei encantado com a fruta physalis, conhecida no Brasil como camapu, e com a versatilidade do cacau. Investi neste fruto e, junto com o sócio César Mendes, abri a Amazônia Cacau, de onde selecionava os frutos da produção de chocolate artesanal do restaurante”, conta.

A primeira sobremesa de sucesso feita no restaurante teve inspiração no brownie, com base em chocolate artesanal. “Alguns anos depois, quando já tinha feito mais cursos no exterior sobre o chocolate, abri uma empresa focada nisso. Pensando na experiência e no prazer proporcionados pelo doce, criei a Gaudens, que em latim significa orgasmo”, explicou Fábio.

O investimento inicial para a loja foi de R$60 mil, entrando em um mercado de luxo com iguarias brasileiras. Com a ideia, Fábio criou a Castella, um creme similar a Nutella, com ingredientes orgânicos e sem leite.

O produto é vendido em uma loja anexa ao restaurante e custa R$49 por um pote de 200 gr. A ideia é expandir para outras cidades brasileiras e, posteriormente, chegar ao mercado internacional.

Fonte: Revista PEGN

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