Prepare-se para 2019

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O ano de 2018 não foi nada fácil para os operadores de negócios de food service, assim como para as indústrias especializadas ou para as áreas das grandes indústrias e empresas que atendem o setor. Redução da base de clientes, redução das margens, endividamento, necessidade de redução da quantidade e qualidade da mão de obra, perda de capacidade em inovação e expansão, crescimento da concorrência informal e mudanças significativas de hábitos e características de consumo por parte do consumidor. Para complicar um pouco mais, o calendário ainda foi premiado com Copa do Mundo, eleições e recorde em feriados.
Apesar de tudo isso, pudemos presenciar o surgimento de vários novos modelos de negócios, novas redes, novas marcas, novas soluções, novos produtos e muitos novos estabelecimentos. Pouco, se considerarmos a necessidade, mas muito se considerarmos as circunstâncias.

Independentemente das questões macroeconômicas e políticas que, sem dúvida, serão determinantes para o desempenho no ano que se inicia, os pontos críticos vivenciados em 2018 devem ser considerados no trabalho de planejamento para o próximo ano, assim como as indicações de tendências conceituais e comerciais que sejam perceptíveis.
Então, o que nos espera em 2019?

Para ajudar, devemos gradativamente ter a base de clientes e a frequência de consumo retomadas no decorrer do ano em decorrência da tendência de crescimento dos índices de confiança do consumidor, que devem se confirmar nos próximos meses.
As margens ainda devem continuar apertadas, tanto em decorrência da necessidade da continuidade do uso de promoções e de preços médios mais acessíveis quanto em decorrência da inflação natural do negócio, que nos últimos anos tem superado o crescimento nominal de vendas.

A mão de obra deve continuar um desafio, com foco necessário em formação, treinamento e qualidade na gestão de pessoas. O mercado continua carente de mão de obra qualificada, e os profissionais de gestão de negócios em alimentação e de vendas com “know how” real e prático do negócio se tornaram raridade.

A necessidade de inovação e renovação, que costuma ser desconsiderada pela maioria dos operadores e gestores do segmento, deve ter espaço importante durante o próximo ano, em decorrência das dificuldades impostas durante 2018 e da concorrência que voltará a crescer.

A tecnologia deve ter posição de destaque na área de inovação, com aplicação de novas ferramentas e soluções de venda e atendimento.
Com relação a modelos de negócio e canais de venda, devem continuar em expansão os formatos de “micro-operações”, como quiosques e carrinhos, os modelos “monoprodutos”, as operações móveis ou itinerantes e os canais delivery e “grab and go” ou para viagem, como chamamos por aqui.

O canal delivery deve continuar crescendo, apesar da relevância que ganhou nos últimos anos. A chegada recente dos modelos de “multidelivery”, como Rappi e Glovo, deve trazer mudanças nas regras do jogo e uma conversão adicional de mercado que ainda tem 70% da base de estabelecimentos não impactada pelo serviço.

As operações chamadas de “confinadas” por estarem instaladas em centros comerciais, escolas, universidades, hospitais, aeroportos, rodoviárias etc ganharão relevância e distribuição.
Deve também voltar a crescer o número de estabelecimentos de rua em decorrência da grande oferta de oportunidades imobiliárias, do menor custo de ocupação com relação ao mercado de shoppings centers e da retomada de fluxo nos bairros comerciais.
Continuarão a crescer em números de estabelecimentos os modelos de cafeterias, sorveterias, docerias, lanches rápidos e salgados e as operações com conceito de culinária trivial, que é percebida pelos consumidores como opção mais saudável.

As seções de confeitaria e rotisseria dos supermercados devem continuar crescendo em vendas e notoriedade e receberão investimentos em profissionalização, produtos e marketing.
A culinária asiática deve ganhar maior destaque este ano, tanto em decorrência das tendências de alimentação quanto pela evidência que começará a ser dada para a próxima edição das Olimpíadas.

Falando de categorias de produtos, a cerveja, os molhos e condimentos, os pães artesanais, os alimentos funcionais, os alimentos crus, os lanches e snacks saudáveis, os “bowls” e o “real food” serão pautas constantes durante o ano.
Como podemos ver, tem muita coisa boa para acontecer.
Independentemente do cenário, o importante é estar atento, consciente, se planejar e trabalhar muito.
Que seja um ótimo ano para todos nós!

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