Planejamento de empresas deve levar em conta diversos fatores

Economista destaca alguns fatores que podem interferir na economia brasileira

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Com a previsão de mau desempenho da economia no próximo ano, algumas empresas já se preparam para a estagnação, onda de demissões e reajuste no preço de insumos. Para as micro e pequenas empresas, além dos problemas já previstos, alguns eventos podem contribuir para influenciar o setor.

Um desses eventos, é a inflação dos preços controlatos pelo governo, como por exemplo a gasolina e a energia elétrica.Por ter repressado o aumento durante muito tempo, o governo precisará fazer alguns reajustes no próximo ano, a estimativa é que essas tarifas aumentem cerca de 7%.

“Quem sofre mais são as pequenas e médias empresas, que perderão competitividade no mercado por ter de repassar o ajuste no preço final ou diminuir as margens de lucros”, explica Paulo Feldmann, professor de economia da Universidade de São Paulo (USP).

O aumento na taxa de juros dos Estados Unidos, previsto pelo Federal Reserce ( sistema que abrange todos os bancos centrais do país) deve influenciar no taxa de câmbio e nos juros brasileiros. Isso significa o aumento no valor do dólar, o que pode prejudicar empresas que trabalham com importações ou que contraíram alguma dívida na moeda norte-americana.

O desaceleramento do mercado chinês também deve afetar a economia brasileira, influenciando os parceiros comerciais do país. Além disso, para países que possuem relações comerciais com a Argentina, como é o caso do Brasil, devem enfrentar alguns problemas no próximo ano.

“Vai ficar difícil comercializar com a Argentina. O país tem protegido sua economia cada vez mais nos últimos anos e pode ser que empresas brasileiras que dependem do trigo argentino, por exemplo, sofram com a importação”, ressalta Costa Filho.

Por último, o economista destaca a possibilidade da economia brasileira ser rebaixada pelas agências de classificação de risco, o que implicaria na retenção de créditos ao país.”Além de restringir o crédito, ele ficará mais caro porque a demanda não terá robustez para que as empresas consigam pagar as linhas de crédito em prazos interessantes às instituições financeiras”, conclui.

Fonte: PME Estadão

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