Para manter e para crescer

Crédito Bancário é alternativa para auxiliar empresas

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Os créditos bancários têm como objetivo oferecer maiores recursos para que empresas possam continuar funcionando – também chamado na economia de “capital de giro”. Essas despesas vão desde a compra de mercadorias ao pagamento de funcionários, por exemplo. Além desses gastos rotineiros, também são considerados os custos ocasionais, como a aquisição de novos equipamentos e investimento em algo.
Cada banco possui uma taxa de juros fixa e diferentes opções de crédito. Antes que a empresa opte pelo financiamento, é necessário que tenha um estudo levantado sobre quais são as necessidades para as quais os recursos seriam destinados.
Para a opção de capital de giro, os prazos vão variar de acordo como faturamento da empresa. Quanto maior o faturamento, maior o prazo será concedido. O crédito recebido pode ser pago em uma única vez ou ser pago parcelado, adaptando-se às necessidades da empresa.
Algumas opções são oferecidas aos clientes que optam por crédito de capital de giro. Em alguns casos, os correntistas recebem folhas de cheque personalizadas com a logomarca da empresa, ou financiamento do 13° salário, por exemplo. Em alguns casos, a empresa paga o financiamento por uma taxa de juros fixo, decorrendo do valor das parcelas.

Produção

O financiamento para o setor de produção pode alavancar o desenvolvimento da empresa. Existem opções com longos prazos para quitação e com taxas de juros Subsidiárias pelo Governo Federal.
Entre as opções para o setor produtivo está o PROGER (Programa de Geração e Emprego e Renda), oferecido por bancos estatais. Essa linha de crédito é instituída pelo Ministério do Trabalho com o objetivo de financiar investimento e de capital de giro associado. O objetivo é auxiliar na geração de empregos com a utilização dos recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).
O PROGER tem características próprias para cada banco. O programa pode oferecer crédito para empresas recentes e para as que tenham muito no mercado.
Tipos
O programa Santander Negócios & Empresas oferece uma série de vantagens voltadas para cada tipo de empresa, com produtos, serviços e atendimentos diferenciados. Lançado no ano passado, o Santander também tem o “Programa Avançar”, com uma série de vantagens não financeiras voltadas para esses empresários.
Como recursos financeiros, o banco oferece R$ 15 bilhões em créditos. Esse sistema de apoio às micro e pequenas empresas já foi realizado em países como Espanha, Reino Unido e México. São 4 milhões de clientes PME do Santander em todo o mundo, em mais de 20 países. Essas empresas respondem por 40% do comércio exterior.
Toda a plataforma de apoio às pequenas e microempresas está dividida em duas etapas. A primeira delas, a financeira, traz novidades em produtos e serviços oferecidos pelo Santander. Atualmente, o banco conta com uma equipe de 5 mil profissionais destinados ao setor, entre gerentes e especialistas. Uma inovação do Santander é o atendimento unificado, em que o mesmo gerente cuida das contas de pessoa física e jurídica; o Santander Marter, um cheque especial que pode ser usado por até cinco dias ao mês sem a cobrança de juros; e uso da maquininha GetNet.
Entre as novidades no programa lançado está um prazo menor para abertura da conta corrente, além de maior agilidade para liberação e ativação de outros canais de atendimento, como internet banking e token. A maquininha GetNet, do Santander, possui instalação em até dois dias, sendo que em três meses novas bandeiras são aceitas pelo suporte.
O processo de concessão de crédito também ficou mais rápido com liberação automática, dependendo dos valores e perfil do cliente. O banco também lançou, no ano passado, o cartão Santander Negócios & Empresas, que permite a transferência de bônus dos programas de benefícios para o cartão de pessoa física. Dependendo da utilização do cartão, a anuidade é reduzida ou, até mesmo, zerada.
“Revisamos processos internos, otimizamos a abertura de contas, bem como a contratação de nossos produtos e serviços financeiros. Isso permitirá que o cliente se relacione com o banco de forma mais simples e ágil”, explica Conrado Engel, vice-presidente executivo sênior de Varejo do Santander.

Programa Avançar

O Programa Avançar é um suporte não financeiro para bancos que participam do programa de crédito do Santander. Nele estão três pilares fundamentais para essas empresas. O primeiro deles é o “Desenvolvimento”, com o objetivo de dar maior conhecimento e experiência para essas empresas. São oferecidos cursos online, visitas a empresas de maior porte e palestras presenciais, tanto para empresários como para seus colaboradores.
O segundo pilar é o “Construindo Equipes”, uma iniciativa do Santander para buscar e oferecer novas oportunidades. O banco permite que o empresário selecione um estagiário, que será subsidiado pelo Santander por até quatro meses. A previsão é que até 2018 o banco chegue a 3 mil estagiários.
Por último, o pilar da “Internacionalização”, responsável por auxiliar PME a entrarem no mercado internacional. O portal Santander Trade reúne informações de 186 países e mais de 25 mil estudos setoriais.
“O objetivo do Santander Negócios & Empresas é ir além da oferta de produtos e serviços. Queremos oferecer diferenciais que agreguem valor às pequenas e médias empresas, seus proprietários e funcionários. Crescemos quando nossas clientes crescem e queremos ser a alavanca propulsora desse processo”, ressalta Ede Viani, diretor responsável pelo Santander Negócios & Empresas.

Banco do Brasil

O crédito bancário é concedido a qualquer porte de empresas, mas historicamente as micro e pequenas empresas são as que mais demandam o crédito. No Banco do Brasil, empresas que faturam até R$ 25 milhões por ano são consideradas MPE (micro e pequenas empresas).
De acordo com dados do Banco do Brasil em dezembro de 2015, as empresas de comércio foram responsáveis por 41,7% em participação do resultado. Logo em seguida aparece o setor de serviços (31,7%) e Indústria (26,6%).
No Banco do Brasil existem quatro tipos diferentes de crédito bancário. O principal deles é o de Capital de Giro, o que é destinado para o fluxo de caixa diário de empresas e pagamentos de contas, como folha de pagamento e impostos. Além desse existem o de “Antecipação de Recebíveis”, para adiantar compras feitas a prazo; “Financiamento de Investimentos”, para melhorias nas empresas; e “Soluções de Comércio Exterior”, para quem busca novos mercados.
Para Ilton Luís Schwaab, diretor na Diretoria de Micro e Pequenas Empresas do Banco do Brasil, cada empresa possui uma necessidade diferenciada em que ocrédito será preciso. “Existem diversas situações nas quais o crédito bancário é adequado. O empresário deve avaliar o melhor momento para a tomada do crédito, considerando, dentre diversos fatores, o estágio de desenvolvimento do negócio, o planejamento operacional e financeiro e as oportunidades de mercado”, afirma.
As empresas que precisam de crédito recebem todo o acompanhamento do Banco do Brasil para definir qual linha de crédito é a mais adequada. “O BB também dispõe de gerentes de relacionamento especializados para prestar assessoria às empresas, orientando sobre o produto mais adequado para cada situação e cliente. As operações de capital de giro são as mais procuradas pelas micro e pequenas empresas, atingindo saldo de R$ 59,7 bilhões ao final de dez/2015. Esse volume representa quase 64% do saldo total da carteira de crédito MPE do BB”, explica Ilton.

Concessão

O uso da linha de créditos do Banco do Brasil precisa passar por um processo análise. Primeiramente, as empresas que se interessarem devem se tornar clientes do Banco do Brasil, levando toda a documentação necessária ao banco mais próximo. Toda a relação de documentos necessários está disponível no site da empresa.
Depois de apresentar a documentação necessária, o banco faz uma análise cadastral da empresa e dos sócios para estabelecer um limite máximo de crédito. Esse limite será feito com base nas políticas do banco e em quanto essa empresa fatura.
“A política de concessão de crédito do Banco do Brasil prevê uma análise completa da empresa, operacionalizada por meio de normas, sistemas e metodologias adequados, embasadas em informações e no histórico do cliente. Essa política busca não só atender às necessidades dos clientes, como também minimizar os riscos que envolvem o processo de crédito. Podem solicitar crédito bancário os empreendedores individuais formalizados e as empresas legalmente constituídas, ou seja, com inscrição no CNPJ”, conta Ilton.
GARANTIAS
No Banco do Brasil, também são estipuladas garantias para que a empresa possa usufruir do crédito. O objetivo dessas garantias é que as empresas se comprometam com o financiamento e que outras empresas também possam usar o crédito no futuro. Para simplificar esse processo, o Banco do Brasil dispõe de dois fundos destinados às micro e pequenas empresas. São eles: o Fundos Garantidores para as micro e pequenas empresas: FGO (Fundo de Garantia de Operações) e Fampe (Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas).
Para as operações de Capital de Giro e Financiamento de Investimento, o cliente pode utilizar o FGO. Esse fundo auxilia na concessão do crédito, já que ele complementa em até 80% as garantias exigidas. Já o Fampe também pode ser utilizado como fundo e, assim como o FGO, também complementa em até 80% as garantias. A grande diferença é que esse é constituído por recursos do Sebrae.

Público

Todo o segmento de micro e pequenas empresas pode participar do programa de crédito oferecido pelo Banco do Brasil. Exemplo disso são os Micro Empreendedores Individuais (MEI), também inclusos no programa. Algumas linhas possuem o suporte do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), onde o público-alvo são empresas com faturamento anual de até R$ 10 milhões.
O limite do crédito que as empresas ganharão está ligado ao porte da empresa. De acordo com Ilton, as taxas de juros serão determinadas por um conjunto de fatores. “As taxas de juros para crédito a cliente pessoa jurídica variam de acordo com um amplo conjunto de indicadores, tendo como os mais importantes a finalidade do crédito, o prazo de pagamento e as garantias concedidas, além do nível de relacionamento do cliente com o Banco do Brasil”, explica.
Em relação ao prazo para pagar o financiamento, tudo estará relacionado com a linha de crédito escolhida. Em algumas linhas, há financiamento de 12, 24, 36 ou 48 meses. Segundo Ilton, esse prazo será de acordo com as garantias vinculadas e os valores envolvidos no crédito. Já para o financiamento de valor, o prazo pode chegar a até 120 meses.

Procura

“O crédito para micro e pequenas empresas no Banco do Brasil varia de acordo com o calendário comercial, historicamente. Assim, percebemos aumento nos períodos que antecedem e sucedem imediatamente as principais datas do comércio, como o Dia das Mães, Dia das Crianças e o Natal. Além disso, há uma procura no início do ano, com a finalidade de pagamento de tributos, e entre os meses de agosto a novembro, com a finalidade de obter capital para pagamento do décimo terceiro salário dos funcionários”, explica Ilton, sobre a procura por crédito no banco.
Em um momento como a crise econômica que estamos vivendo, o diretor de MPE diz que é preciso ter um bom planejamento para definir se é o momento ou não para adquirir o crédito bancário. De acordo com ele, independentemente do cenário econômico, essas empresas devem procurar apoio de programas voltados para esses empreendimentos, como é o caso do Sebrae.
“Ao longo dos anos, o segmento MPE vem evoluindo e passando por significativas transformações. O Banco do Brasil sempre se colocou ao lado dos empreendedores durante todo esse processo. E no momento atual, em que há desafios a serem superados e novas janelas de oportunidade, não poderia ser diferente. O Banco do Brasil continuará oferecendo todo apoio às empresas, principalmente por meio da oferta de crédito aderente às suas necessidades, para que elas se desenvolvam e incrementem os seus negócios”, ressalta Ilton.

 

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