Preparativos para as Olimpíadas

Como os estabelecimentos estão se preparando para saírem vitoriosos no período das Olimpíadas

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Assim que foi anunciado que os Jogos Olímpicos seriam no Brasil, muita gente comemorou. É o segundo evento de grande porte que o país recebe em tão pouco tempo. O primeiro foi a Copa do Mundo, em 2014, que levou vários empreendedores a mudarem seus ritmos de trabalho, com treinamentos e estoques reforçados para receber os turistas. As Olimpíadas de 2016 terão início em 5 e terminarão no dia 21 de agosto. Já os Jogos Paraolímpicos acontecerão de 7 a 18 de setembro.

Com fama internacional, a comida brasileira é um dos atrativos para esses turistas. Pensando nisso, vários restaurantes estão se preparando para receber o evento. A Food Service News preparou uma série de matérias durante 2016, que vão mostrar exemplos de empresários que não perdem tempo com esses eventos, profissionais de turismo e dicas exclusivas para os leitores se prepararem.

Alimentos Sustentáveis

A Rio Alimentação Sustentável fez um estudo com alimentos saudáveis e sustentáveis no Brasil, especialmente no Rio de Janeiro. O objetivo é garantir a oferta de alimentos durante a realização do evento.

Essa iniciativa foi coordenada pela Conservação Internacional- Brasil (CI-Brasil) e a WWF-Brasil, com o apoio de 26 organizações. O estudo analisou 15 cadeias produtivas, como hortaliças, peixes, cereais, carnes, frutas, leites e derivados. O documento está disponível no portal e mostra uma importante contribuição na organização dos Jogos Olímpicos 2016.
“Nosso objetivo é oferecer uma alimentação saudável, sustentável e que promova a rica cozinha brasileira”, conta Leila Luiz, gerente de Alimentos e Bebidas do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016. A profissional também lembra que serão fornecidas 14 bilhões de refeições durante o período dos jogos.

Os organizadores acreditam que a alimentação será um fator relevante para a realização dos jogos. “A alimentação também faz parte da experiência que as pessoas vão viver nos Jogos. Por isso, estamos felizes de trabalhar em parceria com a Rio Alimentação Sustentável, que vai nos ajudar a promover a sustentabilidade entre os produtores brasileiros”, explica Julie Duffus, gerente de Sustentabilidade do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016.

Riotur

Brasília, Belo Horizonte, São Paulo e Salvador são as cidades que receberão os jogos olímpicos em 2016. Além dessas, o Rio de Janeiro ganhou destaque por ser a grande sede do evento. A cidade olímpica terá grande fluxo de turistas e receberá os maiores jogos do evento – além da abertura.

Philipe-Campello-Riotur
Para Philipe Campello, subsecretário de turismo da Riotur, a demanda por atividades gastronômicas deve crescer em todo o território nacional

Para Philipe Campello, subsecretário de turismo da Riotur, a demanda por atividades gastronômicas deve crescer em todo o território nacional. “A demanda é imensa. Não só o Rio, mas o Brasil é reconhecidamente um país com uma riquíssima e variada gastronomia. No Rio, o segmento está em segundo lugar em geração de receita, só perdendo para a hospedagem”, explica.

De acordo com o subsecretário, uma plataforma foi lançada pela Riotur, para que os turistas possam conhecer os estabelecimentos de food service da região. A plataforma é o portal visit.rio, que estreou no fim de dezembro.

Para Philipe, uma das maiores dificuldades que os turistas terão será em relação ao idioma. Pensando nisso, a Riotur lançou um aplicativo para diminuir essa dificuldade. “As principais barreiras para os turistas buscarem os restaurantes são o desconhecimento e a dificuldade do idioma. Por isso, no ano passado lançamos o app Menu For Tourist, onde o visitante acha o restaurante e, antes mesmo de chegar, tem acesso ao menu em até oito idiomas e valores. A iniciativa deve fechar o ano com mais de 200 opções na cidade”, relata.

Disponível para os sistemas IOS e App Store, o aplicativo possui como opções de idiomas mandarim, alemão, francês, russo, italiano, entre outros. Para realizar essa ação, vários órgãos firmaram parceria, como a Abrasel, o SindRio e o Sebrae/RJ.

Preparativos

A rede de churrascarias Fogo de Chão, que comemorou no ano passado 35 anos, é uma das empresas que estão se preparando para as Olimpíadas. De acordo com o presidente da churrascaria, Jandir Dalberto, a experiência com a Copa do Mundo o faz ficar otimista para as Olimpíadas. “A expectativa da churrascaria Fogo de Chão é bem grande e semelhante à Copa do Mundo em 2015”, ressalta.

“Por sermos uma churrascaria mundialmente conhecida, percebemos que todos os turistas possuem o interesse de experimentar o nosso churrasco, que é o verdadeiro churrasco gaúcho”, explica Jandir, sobre a Fogo de Chão. A churrascaria foi fundada em Porto Alegre e foca com a produção do tradicional churrasco gaúcho. A rede possui 37 unidades, sendo 10 no Brasil, distribuídas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Distrito Federal e Bahia. No exterior, a Fogo de Chão possui uma em Porto Rico, outra no México e 10 nos Estados Unidos.

Segundo Jandir, a expectativa é que 40% dos turistas sejam locais e 60% sejam estrangeiros. Para atrair esse público, a churrascaria planeja fornecer uma cardápio especial. “Iremos trabalhar apenas com o nosso sistema de espeto corrido com os nossos 19 cortes de carnes selecionadas, entradas, pratos típicos da culinária gaúcha, guarnições que vão a mesma, Buffet de salada com mais de 40 opções de molhos, verduras, legumes e frios. Além disso, os clientes poderão aproveitar o cardápio do Bar Fogo também”, analisa Dalberto.

Os critérios para receber os jogos olímpicos de 2016, para a churrascaria Fogo de Chão, é oferecer um cardápio com fartura, boa equipe de funcionários, que possam oferecer os melhores serviços aos clientes. “O nosso planejamento se consiste todo em nossa equipe, além do treinamento da mesma para o recebimento de estrangeiros”, relata Jandir, que afirma estar preparado para receber o evento. De acordo com ele, os funcionários já receberam o treinamento. “Todos os nossos colaboradores possuem 400 horas de treinamento, além de aulas de inglês 3 vezes por semana”, finaliza.

Apoio

Marcas muito conhecidas do food service declararam apoio às Olimpíadas de 2016 e aos jogos Paraolímpicos de 2016. Um desses exemplos é a BRF, que declarou seu patrocínio ao evento em 2016. De acordo com o portal da empresa, a história da BRF está ligada à prática de esportes, com incentivo a equipes de diversas modalidades. Agora, não poderia ser diferente. A empresa está patrocinando o maior evento mundial de esportes, que acontece pela primeira vez na América do Sul. A marca referência nesse apoio foi a Sadia, que é patrocinadora oficial do evento.

Capacitação

Uma parceria formada entre o Ministério do Turismo, Sebrae, Secretária de Turismo do DF e a Abrasel (Associação de Bares e Restaurantes) ajudou na capacitação de empresas de food service para receber os Jogos Olímpicos de 2016. A principal preocupação desses órgãos é oferecer maior segurança alimentar durante a realização do evento.

A “Capacitação em Boas Práticas em Segurança dos Alimentos e Responsável Técnico e Categorização”, que faz parte do Programa de Alimentação Fora do Lar, aconteceu em agosto do ano passado, e teve a duração de cinco dias, com 15 horas de aulas teóricas e 20 horas de consultoria por empresa. A primeira turma capacitou 20 empresas do setor, com selo da Vigilância Sanitária.

As empresas já haviam recebido um selo como este durante a Copa do Mundo de 2014, mas para ser reconhecido para as Olimpíadas de 2016, é necessário ter uma nova capacitação e trocar o selo.

Cenário econômico

De acordo com a Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal), a economia brasileira deve contrair 2%, o que vai afetar a América Latina como um todo, com crescimento de 0,2%.

Em 2009, o Rio de Janeiro competia com Madri, Chicago e Tóquio para receber os jogos olímpicos. Durante esse período, um estudo formulado pelo Ministério dos Esportes à Fundação Instituto de Administração (FIA) dizia que o evento poderia movimentar US$ 51 bilhões e gerar 120 mil empregos no período.

Já em 2014, outro estudo foi feito. O relatório foi encomendado pelo Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos à Universidade Federal do Rio de Janeiro e dizia que o evento deverá movimentar economias locais, regionais e nacional.

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