Olimpíadas. Garantindo uma boa colocação

Faltando poucos dias para as olimpíadas, o Brasil pode ter efeitos positivos na economia

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Considerado um dos maiores eventos mundiais, a data das olimpíadas se aproximam no Brasil. Há pouco tempo, um evento muito importante foi recebido pelo país com grande valor para os estabelecimentos de food service, que foi a Copa do Mundo em 2014. O setor de turismo deve ser um dos maiores beneficiados comas Olimpíadas, influenciando diretamente a alimentação fora do lar.

Pensando nisso, a Food Service News continua sua série de matérias sobre os Jogos, seus números e suas possibilidades de aumentar a lucratividade no período. Empresários têm destacado que, mesmo em um período conturbado como a crise econômica, também existem possibilidades para alcançar bons números. Pesquisas apontam para um efeito positivo nesse período, que pode contribuir para o crescimento de vários setores.

Investimentos nas Olimpíadas

A realização de um evento como as olimpíadas precisa do investimento de muitas pessoas. De acordo com o portal da Transparência Rio 2016, o evento conseguiu arrecadar R$ 7,4 bilhões. Desse total, 40% veio de patrocinadores locais, 25% do COI (Comitê Olímpico Internacional), 16% da venda de ingressos, 12% de patrocinadores internacionais e 7% de licenças e outras receitas.

As despesas se equivalem ao valor arrecadado, sendo R$ 7,4 bilhões voltados para diversas áreas. A maior parte desses recursos vai para a área Administrativo e Comercial (26%), seguido por Tecnologia (19%) e projetos de Infraestrutura (13%).

Economia

A Moody’s, agência internacional de classificação de risco, divulgou uma nota no fim de maio sobre a influência das olimpíadas na economia brasileira. De acordo com a agência, o Rio de Janeiro terá efeitos positivos na infraestrutura, mas deverá voltar à recessão assim que o evento acabar.

Foram cerca de R$ 25 bilhões em investimentos de infraestrutura na região metropolitana do Rio, total que equivale a quase 12 cidades-sede da Copa do Mundo em 2014, é o que afirma o relatório “ “2016 Olympics – Rio de Janeiro; Games Offer Lasting Benefits for City but Only Brief Gains for Brazilian Companies”.

Em entrevista para o portal de notícias G1, a Moody’s afirmou que os investimentos no Rio de Janeiro continuarão gerando resultados em longo prazo, principalmente na área de mobilidade urbana e transportes. “Uma quarta linha de metrô vai conectar a zona sul da cidade ao principal parque olímpico, na Barra de Tijuca, e o projeto de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ajudará a revitalizar a região central do Rio”, conta Barbara Mattos, vice-presidente e Senior Credit Officer da Moody’s.

Com o número de turistas estimado em 350 mil pessoas, a agência explicou, em nota, que essas pessoas devem arrecadar um grande número de impostos, mesmo que por pouco tempo. “No entanto, os impactos gerais dos Jogos serão mínimos para a maioria das companhias e consistirão de aumento temporário nas vendas e de benefícios intangíveis de marketing relacionados à exposição gerada durante as Olimpíadas”.

Para os bancos, a agência afirma que os financiamentos concedidos a projetos olímpicos devem ter pouco impacto. Além disso, a Moody fala que a época para as empresas de construção civil aproveitarem os projetos já passou, já que a maioria das obras já estão completas ou em fase de finalização.

Educação

Além de fortalecer os esportes no Brasil, os Jogos Olímpicos também têm o objetivo de deixar o legado de sustentabilidade, educação e cultura. Algumas ações estão sendo focadas exclusivamente na educação do país, relacionando com a prática de esportes.

Para que isso aconteça, a equipe do Rio 2016 lançou algumas aulas online que mostram a relação entre o esporte à matéria aprendida na sala de aula. Por meio dessa plataforma, as aulas devem atrair professores que buscam chamar a atenção dos alunos através do evento. Nessas aulas existem, por exemplo, a relação entre a física e a corrida e como isso acontece.

A preocupação com a educação levou a equipe organizadora dos jogos para as escolas. Através do projeto Transforma, as olimpíadas ficaram mais próximas de alunos e professores, de escolas particulares e públicas. No total, são 10 mil escolas participantes, em 26 estados brasileiros. “A proposta do Transforma é oferecer informação, orientação e inspiração para que todas as escolas do país criem e desenvolvam novas aulas e atividades que integrem os Jogos e seus valores na rotina escolar”, afirma o site do Rio 2016.

O projeto chega às escolas através de quatro perfis de pessoas, que recebem cursos para auxiliar no desenvolvimento das atividades. São eles: coordenadores pedagógicos, professores de educação física, agentes jovens e tutores de agentes jovens.

Através de um revezamento virtual da Tocha Olímpica, dez escolas, entre públicas e privadas, foram premiadas pelo Transforma. Para participar do projeto, era preciso produzir sua própria tocha olímpica, feita com os materiais que julgassem necessários. “Recebemos inscrições de tochas humanas, com material reciclado e de cubos de montar. A criatividade foi o ponto máximo deste desafio”, diz Vanderson Berbat, Gerente de Educação do Comitê Rio 2016.

Logo em seguida, foram feitos revezamentos virtuais da tocha, com 114 mil compartilhamentos, distribuídos em 274 municípios e 19 estados.

As escolas ganhadoras prometeram que devem continuar incentivando a prática de esportes e eventos que estimulem os alunos. Algumas escolas terão seu próprio revezamento da tocha olímpica criada.

Produtos nacionais

O período das olimpíadas também é um bom momento para mostrar produtos nacionais para o mundo. Pensando nisso, o programa “Qualidade na Taça” promoveu a capacitação de bares e restaurantes no Rio de Janeiro, no fim de maio deste ano. A campanha tem parceria entre o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e o Sebrae, com apoio da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

O intuito do “Qualidade na Taça” é incentivar o consumo de vinhos brasileiros durante os Jogos Olímpicos, tanto para os turistas estrangeiros, quanto para os nacionais. O programa teve início em 2014 e já promoveu ações em 14 estados e 16 cidades brasileiras. No Rio de Janeiro, o intuito é que 150 estabelecimentos de alimentação fora do lar e 450 funcionário recebam o treinamento.

Para a capacitação, são necessárias três etapas: ensino online, capacitação empresarial e visita técnica. Esse treinamento é voltado para proprietários, sommeliers, garçons e profissionais de vinho, que tenham CNPJ.

Espaços modulares

Além dos produtos, algumas tendências estão chegando para a realização dos eventos. Exemplo disso são os espaços modulares, feitos com containers marítimos transformados e módulos habitáveis vão ocupar a cidade do Rio de Janeiro durante as olimpíadas. Esses espaços podem ser usados como uma opção de banheiros confortáveis, vestiários, bares, loungers, containers refrigerados para armazenar produtos perecíveis, entre outras utilidades. Para ser utilizado, existe uma grande variedade de espaços temporários.

Os containers e módulos habitacionais possuem aproximadamente 6 metros de comprimento, 2,40 de largura e 2,89 de altura. A diferença é que os módulos são montados aos poucos, com lego, podendo ser ampliados com acoplamento e empilhamento. Existem, por exemplo, unidades com três andares. O espaço montado pela Liesa durante o carnaval na Sapucaí foi um desses, que ocupou 4 mil metros quadrados.

Para Jorge Coelho, diretor comercial da NHJ, empresa de aluguel e venda de containers, as empresas costumam alugar módulos brancos nas chapas de aço e algumas preferem adesivar as paredes para costumizar o lugar. “É possível adesivar e transformar os módulos em espaços alternativos muito bonitos”, conta.

A NHJ já alugou 50% de seu estoque disponível para as olimpíadas e tem previsão de alugar o restante nos próximos dias. Uma das facilidades desse tipo de espaço é a rapidez para montagem, flexibilidade no tamanho do container e não ter a necessidade de licença prévia.
Além da facilidade vista pelas empresas, esse tipo de espaço é altamente sustentável, gerando pouco resíduo. A construção modular é considerada seca e há pouca utilização de madeira, sendo a maioria do material de aço.

Moody’s
www.moodys.com

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