O que tem na tapioca?

Muito atraente, item apresenta diferentes sabores, tornando-se ótimo investimento

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O mercado de coxinhas está deixando de ser uma alternativa somente para o trabalhador informal. Hoje, investir no tradicional salgado brasileiro se tornou um negócio milionário e tem atraído um número cada vez maior de empreendedores. Eles querem abocanhar uma fatia desse mercado com ampla clientela e têm boas perspectivas de crescimento.

Ela não contém gordura, glúten, sódio e nem necessita de óleo no preparo. É um alimento feito com um único ingrediente: a fécula de mandioca. Aparentemente, pode parecer sem graça, mas a tapioca, ou beiju, é tão gostosa e apreciada no Brasil – muito comum nos cardápios das regiões Norte e Nordeste – que já conquistou o paladar de muita gente. A sua versatilidade na culinária, então, nem se fala. De doces às salgadas, a tapioca acerta com inúmeros recheios, desde os mais tradicionais, como o coco e o queijo, aos mais sofisticados, como kiwi e carne seca. Isso se dá porque a massa que envolve o recheio é neutra – sem cheiro, sabor ou acidez – aceitando qualquer tipo de combinação. O preparo, mais fácil ainda. A goma da mandioca é espalhada em uma chapa ou frigideira aquecida, sem necessidade de mais nada, e ao coagular, vira um tipo de panqueca, podendo ser na forma de meia-lua ou disco inteiro.

A tapioca é tão antiga, que faz sucesso há mais de 500 anos. Segundo a história, os colonizadores portugueses no Brasil constataram que o pão poderia ser substituído pelo beiju. O padre Anchieta apelidou a iguaria de “pão dos trópicos”. A fama de antes continua até hoje. Além de ser uma alternativa mais saudável, é ideal para pessoas que querem perder peso, pelo fato de dar a sensação de saciedade.

Desenvolvimento

A Tapioca Paulista foi fundada em maio de 2001, na cidade de São Paulo. Antigamente, a empresa utilizava um trailer para levar a tapioca nos grandes centros da capital, já que além de ter grande concentração de pessoas, a correria do dia a dia fazia com que elas buscassem alimentos de consumo rápido. Após alguns anos, já com loja fixa, o proprietário Eduardo Azevedo, fanático pelos beijus, se especializou e hoje oferece na Tapioca Paulista mais de trinta sabores em seu cardápio.

“Foram desenvolvidos novos recheios para atender uma clientela mais seleta, tornando o produto mais peculiar, com um sabor ainda mais especial e contemporâneo”, esclarece Eduardo. O proprietário ainda reforça que o sabor surpreendente da tapioca e o baixo custo de produção só levam o consumidor a ganhar. “Inovar é a chave do negócio. Saber diferenciar o seu produto dos demais é o atrativo principal para o cliente; é saber cativá-lo pelo paladar”.

A massa da Tapioca Paulista é fina, leve e crocante. A loja oferece recheios com ingredientes já definidos ou o cliente pode montar o seu beiju como quiser. Dentre as sugestões da casa, há tapiocas salgadas com palmito, tomate seco e provolone; carne seca, queijo e bacon; peito de peru, provolone e azeitona e as doces como coco, morango e nutella; banana, canela e chocolate ralado; kiwi, morango e chocolate.

Muitas opções

A Dona Tapioca nasceu em 2003, com o intuito de ser um negócio diferente para o mercado paulista, trazendo o sabor nordestino à capital. “Somos uma casa que tem uma gama de produtos bem diversificada: mais de 60 sabores de tapiocas, entre elas, salgadas, doces e lights. Nossa tapioca é fabricada por nós mesmos de forma artesanal e com baixa adição de conservantes. Também a vendemos por quilo para que os clientes façam em casa, além de vendermos a frigideira de ferro, que dá todo um diferencial no sabor da tapioca, deixando-a crocante e no ponto certo”, conta Lucas Padoan, sócio do empreendimento.

Os recheios que mais têm saída na Dona Tapioca são: Sô Italiano, que vem muçarela, tomate, azeitona, azeite e orégano; Raiz da Terra, que vem carne seca com queijo coalho, e das doces a Vixi Maria: coco fresco ralado com leite condensado. “95% dos clientes que consomem pela primeira vez gostam bastante da tapioca. Atualmente, temos tido um bom retorno do público, e por ter aumentado o movimento, estamos lucrando. Isso se deve ao fato de estarmos em um momento de boom dos produtos naturais, e tapioca certamente é um produto muito saudável, trazendo muitas pessoas interessadas para o nosso estabelecimento”.

Segundo Lucas, a maior vantagem do produto é ser um grande diferencial no mercado por existirem poucos negócios que investem em tapioca e, além disso, a tapioca é muito versátil e mais saudável que muitos alimentos, então ela pode ser tanto doce quanto salgada, trazendo um “leque” de opções muito grande para os consumidores. Existem tapiocas saudáveis e não saudáveis. É importante analisar quais os melhores recheios que definem ser mais leve, tais como margarina, escarola, queijo branco, peito de peru, berinjela, abobrinha, entre outros. “A tapioca vem se tornando cada vez mais um produto adorado por todos os brasileiros, independentemente da região”, orgulha-se Lucas.

Engana-se quem acha que a tapioca tem somente aquela forma tradicional de preparo e recheio. Com tapioca dá pra fazer pastel, rolé, tortilha e sorvete. Tudo isso tem no variado menu e para todos os gostos do Bar do Horto. Samantha Rodrigues, proprietária, diz que “a tapioca é um dos alimentos do momento. Ela se tornou a queridinha do pessoal que faz dieta. É brasileiríssima! Fica uma delícia tanto em receitas doces quanto salgadas e é um sucesso no meu estabelecimento”.

O bar tem uma tapioqueira só para cuidar dessa linha. O pastel de tapioca é de catupiry e camarão. O rolé, também de beiju, é recheado com salmão, cream cheese e ervas, conhecido como o “sushi nordestino”. As tortilhas são recheadas com manteiga de garrafa, carne de siri e queijo parmesão. De doce, como sobremesa, tem o sorvete de tapioca. “Os clientes amam a nossa tapioca, até porque tudo é feito na hora. A matéria-prima para fazer a tapioca é barata, mas alguns dos nossos recheios encarecem o produto, pois nosso restaurante está localizado em um bairro nobre no Rio de Janeiro, com frequentadores exigentes e merecem o que há de melhor. A tapioca é um diferencial do meu bar. Cada vez que mudo meu cardápio, invento alguma coisa nova com a tapioca; e, para quem segue uma vida, saudável isso ajuda muito”.

Grande aceitação

O Expresso da Tapioca, fundado em 2006, no centro de Porto Alegre, iniciou suas atividades num carrinho de rua. “No princípio, tivemos um pouco de dificuldade, pois tapioca não era conhecida no Rio Grande do Sul, mas, com o passar do tempo, foi caindo no gosto do gaúcho”, explica Leandro Miranda da Silva, administrador da empresa. O Expresso da Tapioca, já com cinco unidades e uma inauguração em breve, desmitifica o boato de que no Sul do país não se saboreia a tapioca. “É um produto de grande aceitação na região Sul e de boa lucratividade”, completa Leandro.

O produto está “na moda”, em alta e muito procurado. A empresa começou com 25 kg de goma de mandioca por mês e, hoje, tem uma produção de três toneladas/mês. O Expresso conta com trinta sabores doces e salgados. Dentre as tapiocas doces, há a Sensação (coco, abacaxi e leite condensado) e Azedinho (doce de leite, abacaxi e maracujá). As salgadas são Carne de Sol (carne de sol, queijo, catupiry e orégano), Strogonoff com Ervas Finas e outras.

Patrimônio da tapioca

O Conselho de Preservação do Sítio Histórico de Olinda concedeu à tapioca o título de Patrimônio Imaterial e Cultural da cidade em 2006. Consumir a massa da tapioca no café da manhã ou da tarde já virou hábito de várias pessoas. Cada duas colheres de sopa da massa têm, em média, 55 calorias. Uma alternativa criativa e atraente para os consumidores, em especial para as crianças, é colorir a massa com o suco de alguns legumes, como cenoura e beterraba, agregando, também, mais valor nutricional.

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