O que o Brasil tem a aprender com a Austrália no combate à COVID-19?

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O Brasil já ultrapassou a faixa de 400 mil mortos em decorrência da COVID-19. Doença essa que, há mais de um ano, colocou diversos países em quarentena, como forma de evitar o seu alastramento por conta de seus inesperados e fatais efeitos.

Apesar de ter surgido na China, ainda que em teoria, fato é que o novo coronavírus rapidamente atravessou as mais distantes fronteiras mundiais, tornando-se uma complexa questão em nível mundial.

Durante todo esse tempo, diversas foram as medidas adotadas pelos países para tentar conter o crescimento do número de transmissões da COVID-19. Em algumas nações, houve êxito, em outras, nem tanto.

Fato é que em países como a Austrália, por exemplo, que são relativamente grandes, a questão foi bem administrada pelas autoridades locais e governo, alcançando índices que, em um ano, são pequenos em comparação a outros países. Para se ter uma ideia, a Austrália registrou cerca de 30 mil casos e aproximadamente 900 mortes. Isso contra cerca de 14,5 milhões e aproximadamente 400 mil óbitos no Brasil.

Diante de índices tão discrepantes, surge o questionamento: por que ambos os países apresentam números tão diferentes em meio à pandemia global?
Tudo pode ser resumido em medidas adotadas e seguidas. A verdade é que não existe diferença entre as ações que são tomadas em cada país, já que as práticas são as mesmas: uso de máscara em tempo integral, higienização constante das mãos e, claro, o distanciamento social.

O que se diferencia entre um país e outro é a forma como a pandemia foi conduzida pelas autoridades. Enquanto na Austrália houve rigidez em relação ao lockdown implementado, no Brasil não houve consenso quanto às estratégias adotadas, havendo conflito sobre o que deveria ser fechado e quando. Isso nos deixou em desvantagem, já que, aparentemente, a COVID-19 não foi levada a sério logo no início, quando deveria.

Outra grande decisão acertada tomada pela Austrália foi o fechamento de fronteiras, facilitada pela geografia do local, que pôde se isolar com mais facilidade. Essa medida trouxe mais agilidade no impedimento do avanço da doença em todo o país.
Hoje, ainda enfrentando altos índices de transmissão e óbitos, o Brasil continua lidando com o desafio diário de conter os efeitos da pandemia, tentando evitar, a todo o custo, o possível colapso no sistema de saúde.

Naturalmente, existem diversos fatores socioeconômicos que diferem nossa nação da Austrália, mas vale a reflexão de que a adoção das medidas contra a COVID-19 funciona. Por isso, fica a lição: é essencial que cada um faça a sua parte.

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