O que motiva o consumidor?

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Pesquisa mostra os fatores que contribuem para que as pessoas optem por certos tipos de alimentos

A alimentação das pessoas tem mudado bastante ao longo do tempo. Muitos são os motivos que os especialistas têm apontado para que isso ocorra. Desde uma maior preocupação com a saúde até uma exigência crescente do consumidor em relação à qualidade e à origem daquilo que ele ingere, diversos são os fatores que influenciam esses novos hábitos. Dessa forma, as indústrias e os estabelecimentos estão sempre atentos para as novas demandas.
No entanto, nesse sentido, por vezes, também falta esclarecimento por parte das pessoas, que, em alguns casos, acabam por aderir a um tipo de dieta que pode não ser a melhor ou a mais indicada para elas. Profissionais e empresas têm trabalho em relação a isso também, para levar conhecimento sobre os aspectos nutricionais dos itens alimentícios e a respeito de como eles se relacionam com a saúde.
Dados
Afinal, quais são esses novos hábitos alimentares dos indivíduos que tantos especialistas têm mencionado? Quais são os alimentos que são mais procurados pelos consumidores atualmente e quais são aqueles que muitos estão rejeitando, por diversas razões, sendo que muitas delas não passam de mitos? Um levantamento inédito, que foi realizado pela Nestlé, revelou as tendências nesse sentido e também as motivações que fazem com que os brasileiros adotem certos tipos de “modismos” em relação às dietas e aos alimentos.
A pesquisa foi feita com mais de 1.500 indivíduos, moradores de todas as regiões do país. Os dados mostram que uma grande parcela das pessoas do Brasil está em busca de um emagrecimento que seja rápido e, por isso, acaba tirando elementos da alimentação delas, como o glúten e a lactose, de uma maneira que é indiscriminada. Além disso, as pessoas também buscam os chamados “resultados mágicos” em produtos alimentícios como o óleo de coco e a batata-doce, que, cada vez mais, ganham visibilidade.
Para se ter uma ideia do cenário atual e do comportamento de muitos em relação à alimentação, o levantamento apontou que 19% dos entrevistados restringem parcialmente ou totalmente o consumo de glúten (proteína que pode ser encontrada em cereais como o trigo e também a cevada). A motivação de 30% desses indivíduos para tomarem essa atitude é o emagrecimento. Por outro lado, somente 4% que não ingerem a substância o faz por recomendação profissional ou por terem doença celíaca. Conforme os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 1% da população mundial tem doença celíaca.
Já em relação à lactose, 28% dos indivíduos afirmaram que a restringem totalmente ou parcialmente, mas 79% disseram que nunca fizeram um teste de intolerância à lactose. Além disso, 26% das pessoas que responderam a pesquisa cortaram a lactose por conta própria, sem antes consultarem um profissional que atua na área da saúde. Por fim, 8% falaram que restringiram esse elemento em busca do emagrecimento.
“Os resultados reforçam o importante papel do profissional de saúde na orientação de seus pacientes sobre os modismos alimentares. Entre os destaques está a grande porcentagem de pessoas que restringiu parcial ou totalmente o consumo de glúten e lactose, mesmo sem orientação clínica ou exames clínicos que comprovem essa necessidade”, destaca Milana Dan, gerente de nutrição da Nestlé.
“O que agrava esses dados é o fato de que a maioria dessas pessoas tem uma percepção equivocada sobre essa restrição na melhoria da saúde”, frisa ela.
A pesquisa também revelou esse aspecto. De acordo com os dados apresentados, além de usarem como motivação a perda de peso, muitos indivíduos evitam componentes como o glúten e a lactose porque consideram que eles podem agir de uma maneira prejudicial à saúde. Em grande medida, isso se dá por causa da presença de avisos como “não contém glúten” e “sem lactose” nos anúncios e nas embalagens. Para muitas pessoas que os visualizam, isso é uma espécie de comprovação de que esses alimentos não são saudáveis.
“A pesquisa possibilita entender o que está por trás dos hábitos e comportamentos das pessoas e, portanto, pode ser útil para ajudar a indústria a pensar de que maneira pode contribuir com a disseminação da educação nutricional, além de se posicionar para oferecer o que essas pessoas buscam – como saúde e refeições mais equilibradas”, diz Milana.
Presença
O levantamento não apontou somente os elementos que as pessoas mais restringem na alimentação delas, mas também aqueles que têm sido cada vez mais procurados e têm alcançado muito sucesso nas mesas de diversos brasileiros. Esses itens alimentícios são aqueles que estão associados à melhora da saúde e também ao emagrecimento, sendo bastante consumidos no dia a dia de um grande número de pessoas. Exemplo disso é a batata-doce, consumida por 61% dos entrevistados, a chia, ingerida por 28% e o óleo de coco, por 24%.
Importância
Conforme Milana aponta, por meio da pesquisa é possível traçar um perfil do que as pessoas estão buscando em relação à alimentação e à saúde delas. “E a realização da pesquisa reforça o compromisso e o propósito da Nestlé, de melhorar a qualidade de vida e contribuir para um futuro mais saudável”, diz. “Cada vez mais, a indústria deve assumir a responsabilidade de disseminar conhecimento sobre saúde e nutrição, para que o consumidor entenda o que está consumindo e possa fazer escolhas mais conscientes”, finaliza.
Organização
A Nestlé é a maior empresa de alimentos e de bebidas do mundo e, atualmente, marca presença em 189 países ao redor do globo. Sua sede está localizada na cidade suíça de Vevey, sendo que a sua fundação foi realizada há mais de 150 anos. A organização conta, hoje, com 328 mil colaboradores que se comprometem com o propósito da marca.
A empresa possui um portfólio amplo, que oferece produtos e serviços para cada etapa da vida das pessoas e dos animais de estimação. São mais de 2000 marcas, como Nescafé, Nespresso e Ninho.
Brasil
A primeira fábrica da Nestlé no Brasil foi instalada no ano de 1921, em Araras, São Paulo. Inicialmente, o local produzia o leite condensado Milkmaid, que ficou conhecido posteriormente como Leite Moça.
No país, são, ao todo, 31 unidades industriais, que ficam localizadas em Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Goiás, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Espírito Santo. São 22 mil colaboradores diretos e 200 mil empregos indiretos, que colaboram com a fabricação, a comercialização e a distribuição de produtos.
A atuação da empresa marca presença em 15 segmentos do mercado. De acordo com um estudo que foi realizado pela Kantar Worldpanel, as empresas coligadas da marca estão presentes em 99% dos lares brasileiros.
Muitas ações da organização marcaram época. Em 2010, por exemplo, a marca inaugurou a fábrica de Carazinho, que fica no Rio Grande do Sul, para a produção dos leites líquidos UHT NINHO® e MOLICO®. Foi nesse ano também que a marca tornou-se patrocinadora oficial da seleção brasileira de futebol – atitude que a organização manteve também no ano de 2014. Já em 2011, a empresa celebrou os seus 90 anos no Brasil e fez uma campanha em relação ao assunto.

NESTLÉ
www.nestle.com.br
Organização Mundial da Saúde (OMS)
www.who.int/eportuguese/countries/bra/pt
Kantar Worldpanel
www.kantarworldpanel.com/br

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