O êxito do chocolate rosa

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O êxito do chocolate rosa

Produto descoberto e lançado pela empresa suíça Barry Callebaut representa a quarta geração da categoria dos chocolates

O êxito do chocolate rosaDados da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab) apontam o chocolate como um dos produtos mais consumidos no Brasil, que ocupa o sexto lugar em volume de vendas de chocolates no varejo em todo o mundo. Estima-se que 75% da população brasileira come chocolate, sendo que 56% são mulheres e 35% não o trocariam por outro alimento.
Ainda segundo pesquisas da Abicab, 88% dos brasileiros compram chocolates para consumo próprio. As datas de maior consumo são a Páscoa, Natal e Dia dos Namorados. Além disso, os estudos mostram que o chocolate predileto dos brasileiros é o ao leite, seguido pelo branco e o meio amargo. E, desde fevereiro do ano passado, chegou ao Brasil o Ruby Chocolate, o chocolate rosa natural descoberto pela empresa suíça Barry Callebaut.
A Barry Callebaut é uma das maiores processadoras de cacau do mundo e fez o lançamento oficial do Ruby Chocolate em 2017, na China. Porém, só no ano passado, o produto começou a ser comercializado pela organização no Brasil por meio de parcerias.
“O Ruby chegou ao mercado europeu no fim de 2018, começando pela Bélgica e, depois, chegando em outros países da região. No Brasil, fizemos o lançamento no período pré-Páscoa, época em que os chefs buscam novidades para seus lançamentos de Páscoa. Com isso, muitos clientes lançaram produtos com chocolate ruby, o que ajudou colocar o ruby em destaque. Sabemos que os consumidores buscam novidades o tempo todo e o melhor termômetro para sentir o sucesso do ruby é que muitos clientes mantiveram produtos com chocolate ruby nos seus cardápios. O Brasil já é o 6° país em vendas do chocolate RB1, o chocolate ruby da Callebaut”, destaca Fernando Brull, gerente de marketing da Barry Callebaut.
O êxito do chocolate rosaO Ruby Chocolate representa a quarta geração da categoria dos chocolates, dividindo espaço com as versões ao leite, branco e amargo. Sendo válido ressaltar que a última criação de chocolate ocorreu há 80 anos, quando a multinacional Nestlé inventou a versão branca do doce.
Segundo anúncios da Barry Callebaut, o Ruby Chocolate é originário de grãos do cacau encontrados na Costa do Marfim, no Brasil e no Equador. As condições do local em que nascem, como a umidade, a temperatura e a exposição solar, são o que definem se o cacau irá produzir as sementes dessa diferente coloração.
As amêndoas do cacau que produzem o chocolate rosa apresentam uma quantidade maior de flavonoides, o que resulta na coloração rosada e no sabor diferenciado. Assim como, além da semente, há um processo de fermentação especial para o chocolate não perder a coloração natural. Em decorrência dessas características tão particulares, o Ruby Chocolate trata-se de um chocolate naturalmente rosa e com gosto intenso, sem adição de aromas ou corantes. Assim como, é fruto de dez anos de pesquisa e desenvolvimento por parte da Barry Callebaut.
“O chocolate ruby foi desenvolvido no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Barry Callebaut na Bélgica, em parceria com a Jacobs University, da Alemanha, em mais de dez anos de pesquisa com cacau e chocolate. O ruby tem cor e sabor diferente do que estamos acostumados no chocolate, tanto que a primeira impressão para muitos consumidores foi a surpresa de não encontrar o sabor que estavam esperando. E o grande diferencial é que a cor e o sabor são totalmente naturais. Sendo que a cor e o sabor do ruby são resultado das características das amêndoas de cacau ruby. Essas amêndoas sempre existiram e são encontradas em diversas regiões produtoras ao redor do mundo, como Equador, Costa do Marfim e, inclusive, o Brasil. Mas, para o desenvolvimento do chocolate ruby, foi necessário conseguir selecionar as amêndoas ruby das demais”, explica Brull.
O gerente de marketing da Barry Callebaut diz ainda que “tanto os chefs quanto os consumidores buscam por novidades e o ruby oferece uma nova oportunidade de produtos, sabores e harmonizações. Tanto no Brasil quanto fora, a geração dos Millenials foi identificada como consumidora foco do ruby. Os Millenials buscam inovações, procuram por novas experiências e querem compartilhar suas descobertas com todo o mundo. O ruby atende todas essas expectativas com um sabor inusitado e sua cor rosada contribui para produtos e receitas fotogênicas e instagramáveis”, detalha.

Apostas nacionais

O êxito do chocolate rosa“O Ruby Chocolate oferece uma intensa impressão sensorial, uma experiência de sabor totalmente nova”, garante a assessoria de imprensa da Barry Callebaut. De olho nessas promessas, alguns especialistas, empresários e empresas brasileiras do ramo food service já testaram o produto e andam apostando, em cheio, no Ruby Chocolate.
A Nestlé, maior empresa de alimentos e bebidas do mundo, por exemplo, foi uma das primeiras a investir no Ruby Chocolate no mercado brasileiro. Por meio da sua marca KITKAT, a organização lançou uma edição limitada do produto com o novo chocolate como principal ingrediente.
“O KITKAT Ruby é uma deliciosa combinação de biscoito wafer com chocolate que os fãs já conhecem e adoram, com uma saborosa cobertura de chocolate Ruby, naturalmente rosa, resultando em um delicioso sabor frutado e cítrico. É o primeiro chocolate naturalmente rosa do Brasil. A novidade desperta a curiosidade dos fãs de chocolate por onde passa e, após conquistar muito sucesso em países como Japão e Inglaterra, KITKAT Ruby chega ao Brasil, prometendo agradar tanto os seus consumidores fiéis, quanto aqueles que buscam por opções de sabores mais ousados. O lançamento do KITKAT Ruby amplia o portfólio da marca no mercado brasileiro, que já conta com as versões milk, white e dark. O produto, considerado inovador e pioneiro no segmento, reforça o posicionamento de KITKAT, oferecendo outra opção para um gostoso e divertido #break. KITKAT® Ruby chega ao Brasil no icônico e tradicional formato ‘4 fingers’, em uma linda embalagem cor-de-rosa que remete à inovadora cor do chocolate”, anunciou a Nestlé.
A Bacio di Latte, marca de gelatos, também aderiu ao Ruby Chocolate por meio da criação de um sabor especial de sorvete com o novo doce. O gelato, com base de leite, creme de leite, o chocolate rosa e raspinhas de chocolate belga por cima, foi vendido apenas durante o período da Páscoa em todos os pontos de venda, lojas e quiosques da empresa espalhados pelo Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Goiás, Pernambuco e Distrito Federal).
A Kopenhagen, empresa brasileira alimentícia, é outra organização que comprou a novidade do Ruby Chocolate. De acordo com Maricy Gattai Porto, diretora de marketing do Grupo CRM, detentor das marcas Kopenhagen e Chocolates Brasil Cacau, no começo do ano passado, a marca fez “uma fase de testes no Shopping Iguatemi, em São Paulo. Criamos uma quantidade limitada de produtos feitos com o chocolate Ruby e degustação para que os consumidores pudessem conhecê-lo. Como tivemos uma grande aceitação do público, lançamos o ovo Essence Ruby na Páscoa e a caixa de bombons Essence Ruby para o Dia das Mães”, conta.
Porto partilha também que “na Kopenhagen, mesclamos o chocolate Ruby com o chocolate amargo para criar um contraste de sabor e harmonização, já que o Ruby possui uma característica mais cítrica e frutada e sobre o amargo uma concentração mais alta de cacau. Juntos, se completam e conferem uma experiência de sabor muito diferente e gostosa. O Ruby possui 47% de cacau em sua composição. É uma experiência de sabor diferente, baseado em precursores de sabor naturalmente presentes na amêndoa de cacau, identificado como amêndoa rubi, dando uma nova sensação de sabor e cor ao chocolate. Ele é extraído da semente do cacau e possui cor e sabor natural, sem qualquer adição de frutas ou corantes. O resultado desse processo tão cuidadoso é um chocolate com notas frutadas que se misturam com uma textura cremosa e proporciona uma nova experiência ao paladar do consumidor”, detalha.
Segundo a diretora de marketing do Grupo CRM, o chocolate rosa já é uma tendência no Brasil, “porém, apesar da grande aceitação do nosso público, ele é um chocolate mais nichado, para quem prefere opções de chocolates menos doces. Além disso, necessita de uma atenção especial durante o processo de fabricação e armazenamento, pois variações de temperatura podem interferir na cor e sabor do produto final, assim como as combinações de ingredientes e sabores”, ressalta.
Porto esclarece ainda que o Ruby Chocolate combina com “chocolate amargo. Por isso, nossos produtos tiveram essa harmonização de sabores. Mas é possível trabalhar em diversas combinações: nuts, frutas vermelhas, flores, especiarias etc”, diz.

Aprovado

O êxito do chocolate rosaJá premiado nos Estados Unidos e no Oriente Médio desde sua criação, o Ruby Chocolate também já foi aprovado por vários profissionais brasileiros da gastronomia e confeitaria, assim como seus respectivos clientes.
No Restaurante Térèze, que funciona nas instalações do Santa Teresa Hotel RJ – MGallery, o único cinco estrelas do tradicional bairro de Santa Teresa no Rio de Janeiro, capital, o novo chocolate faz parte do cardápio do estabelecimento, que está entre os 50 melhores do Rio segundo o TripAdvisor, assim como listado no Guia Michelin 2019.
A cozinha do reconhecido Térèze é comandada pelo chef uruguaio Esteban Mateu. Em entrevista à nossa reportagem, o renomado chef relata que o chocolate rosa é utilizado no menu do Restaurante Térèze desde maio, sendo em “petit fours e outros preparos do café da manhã. Optamos por usá-lo por ser uma tendência, vanguarda e novidade”.
Para Mateu, os grandes diferenciais do chocolate rosa são “sua cor rosa chamativo, composição igual ao chocolate branco, massa de cacau e leite em pó desnatado. É fácil de trabalhar e com boa fluidez”, afirma.
O chef divide que acredita que o mercado do Ruby Chocolate no Brasil é promissor devido à “grande demanda de parte dos consumidores que procuram novas experiências e novos sabores”, enfatiza.

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