O chef do futuro

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O concurso Chef do Futuro, promovido pela BRF Food Services – divisão da companhia dedicada a criar produtos e soluções para estabelecimentos especializados em alimentação fora do lar –, foi um sucesso.

Criado em parceria com as universidades Anhembi Morumbi, Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) e Senac São Paulo, o concurso foi aberto para estudantes matriculados nos cursos de Gastronomia de qualquer uma destas instituições. O principal objetivo da BRF era se aproximar de um público que a ajudasse no desenvolvimento do mercado de food service no Brasil. “Dentro deste contexto, nós queremos estabelecer parcerias de longo prazo com as faculdades de gastronomia e grupos estratégicos, desenvolver um processo estruturado de open innovation e atrair os melhores talentos da gastronomia”, afirma Tatiana Lanna, gerente de Serviços e Relacionamento na empresa.

O ideal do concurso combina com o desafio constante da divisão: buscar soluções inovadoras e inspiradoras para os clientes. Apenas em 2012, a BRF Food Services lançou 82 SKUs, entre novos itens, expansões de linhas e relançamentos, que buscam entender as demandas e tendências do mercado e oferecer produtos e serviços personalizados a todo tipo de estabelecimento do food service, como restaurantes, bares e lanchonetes.

O Chef do Futuro recebeu a inscrição de 201 projetos, 42% a mais do que a meta inicial da companhia, que era atingir 140. De acordo com Tatiana, muitos desses projetos são possíveis de serem viabilizados, e a BRF vai “fazer de tudo” para colocá-los em prática, na medida do possível. “Nossas expectativas foram superadas e ficamos muito satisfeitos com o nível dos projetos inscritos”. Outro ponto positivo do concurso foi, segundo ela, o fato de a empresa ter conseguido mostrar as oportunidades que os alunos participantes têm de aplicar o que eles aprenderam na faculdade em outros tipos de negócios e ambientes, que não sejam as cozinhas dos restaurantes. “A indústria oferece muita oportunidade e campo de trabalho. É isso que queremos reforçar”.

Na primeira fase do concurso, que aconteceu entre 01 de agosto e 10 de setembro, os participantes deveriam enviar, através do site, receitas que se encaixassem nas categorias In natura, Hamburguer, Presuntaria/Frios, Empanados, Linguiça, Toppings, Salsicha ou Queijos. Uma comissão julgadora avaliou todos os projetos e escolheu os seis melhores – dois de cada universidade – com base nos seguintes critérios: redução de tempo no preparo dos alimentos, economia de espaço, aproveitamento e pioneirismo.
Os seis estudantes selecionados entraram para a Academia BRF Food Services e cada um deles foi apadrinhado por um dos chefs da divisão, que conta com um time de 11 chefs que vivenciam diariamente a rotina dos clientes para oferecê-los uma consultoria que atenda às suas necessidades. Esta foi a segunda fase do concurso, em que os participantes tiveram a oportunidade de conhecer mais sobre a rotina e o dia a dia de trabalho na BRF Food Services. Durante esse tempo, eles puderam aprimorar sua ideia inicial com os padrinhos e, no fim, uma nova comissão avaliou as seis propostas finais. Além disso, o perfil e o projeto dos seis chefs ficaram disponíveis no site do concurso para que o público pudesse votar no seu preferido.
Uma nova comissão avaliou as seis propostas finais, baseando-se nos critérios quebra de etapas/redução do tempo de preparo dos pratos, economia de espaço, aproveitamento, pioneirismo e embalagem (pensada para valorizar a apresentação do produto, facilitar o transporte, estocagem, proporcionamento e aproveitamento, além de garantir segurança no manuseio e preparo das receitas).

No dia 13 de novembro, durante um evento de premiação organizado pela companhia, foi anunciado o vencedor do concurso Chef do Futuro: Davi Laranjeira, da universidade Anhembi Morumbi, criador do Projeto Pacaembu. Além de uma viagem a Paris e a inscrição no curso da escola de gastronomia Le Cordon Bleu, ele ganhou também a oportunidade de vivenciar uma experiência de três meses com o time de chefs da BRF Food Services.

De acordo com Tatiana, a companhia vai analisar os resultados do concurso e pretende promovê-lo novamente nos próximos anos. “Nosso objetivo é tornar o projeto nacional, principalmente nas praças onde temos chefs consultores atuando, como Rio de Janeiro, Recife, Curitiba, Brasília e Belo Horizonte”.

O vencedor

Quando Davi Laranjeira soube que foi o ganhador do concurso, teve apenas uma reação. “Foi de extrema alegria, um sonho realizado”. Ele ingressou na área de Gastronomia este ano, depois de passar uma década trabalhando com TI. “Em menos de um ano, ter uma conquista dessa é realmente muito gratificante, algo que ficará marcado para o resto da minha vida”, diz.

Ele decidiu participar do Chef do Futuro depois de assistir a uma das palestras realizadas por profissionais que atuam na BRF, promovidas pela companhia com o objetivo de incentivar os alunos a concorrerem. “Quando assisti à palestra da Tatiana Lanna, gerente de Marketing de Serviços e Relacionamento do Food Services da BRF, contando sobre a sua experiência, me inspirei muito e decidi que aquele era o momento de colocar no papel algumas ideias que já tinha”.

A inspiração para a criação do Projeto Pacaembu veio do hábito de Laranjeira de frequentar estádios de futebol e sempre comer algo nas barracas próximas. “Foi pensando neles que decidi criar um produto que facilitasse a vida desses cozinheiros. Pelo regulamento do concurso, não posso dizer qual é o produto, mas tenho certeza que, em breve, ele passará a ser comercializado”.

A vitória do concurso é, de acordo com Laranjeira, uma das maiores conquistas de sua vida, sinônimo de missão cumprida e de sonho realizado. “Tudo o que ganharei – a experiência na BRF, a viagem a Paris e o curso na Le Cordon Bleu – mudará minha vida tanto pessoal quanto profissional”.

O chef do futuro tem, agora, planos de seguir carreira na Gastronomia. “Espero evoluir com minha experiência na BRF, quem sabe estender meu período de experiência e, futuramente, me tornar um grande chef, sendo ícone no mercado”.

A chef orientadora

Quem orientou Laranjeira, desde a criação do projeto até a conquista do concurso, foi Mariana Cozza, chef consultora da BRF. De acordo com ela, como o tempo para o desenvolvimento do projeto era pequeno, o dia a dia foi “bem puxado”. “A primeira coisa que fiz foi mostrar para o Davi a importância dos dados de mercado, pois são eles que nos guiam no desenvolvimento de um produto adequado ao nosso público-alvo”.

Mariana e Laranjeira foram, então, para a rua, com o objetivo de entender as necessidades e os anseios dos transformadores e, a partir das respostas coletadas, definiram como seria o produto. “Fomos pesquisando e mostrando todos os gaps que o mercado tem e que nosso produto ajudará a superar”, diz a chef.

O maior desafio enfrentado no processo, segundo Mariana, foi traduzir e entender a necessidade dos transformadores que, muitas vezes, sentem falta de um produto, mas não conseguem expressar isso de maneira clara. “Precisamos estar atentos para captar essas necessidades nas entrelinhas das histórias que eles nos contam”. Além disso, a baixa disponibilidade de informações, dados e estatísticas sobre a categoria do produto, dentro do mercado de food service, foi outro grande desafio.

Mariana acredita que sua maior contribuição ao Projeto Pacaembu tenha sido mostrar para Laranjeira que, na verdade, quem define os produtos é o público. “Além disso, apresentei a ele os caminhos e as técnicas que utilizamos no desenvolvimento da apresentação e, claro, o acompanhei em todos os momentos, sempre presente para sanar qualquer dúvida”.

A conquista de Laranjeira no Chef do Futuro foi bastante positiva também para a chef. Segundo ela, o curso na escola Le Cordon Bleu vai ajudá-la ainda mais em seu desenvolvimento profissional, e o concurso também é uma forma importante de divulgar seu trabalho como chef de inovação na BRF. “Fiquei muito feliz com a conquista, pois acredito que ela coroou um trabalho muito bem desenvolvido e orientado”.

CHEF DO FUTURO
www.chefdofuturo.com.br

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