Negócios faturam com produtos veganos

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O consumo de produtos veganos tem crescido exponencialmente no Brasil. Empresas de alimentação e cosméticos são as principais atraídas por esse setor.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Ibope em 2012 indicou que 8% dos brasileiros são vegetarianos, ou seja, comem outros produtos derivados de animais sem ser carne. Em uma outra pesquisa, realizada pelo Google Trends, mostra que a busca pelo termo vegetariano cresceu 1.000% nos últimos quatro anos.

“Nos últimos cinco anos, temos visto um aumento nas buscas e no interesse pelo tema que vai de 150% a 250% ao ano. A estimativa que imaginamos é continuar nesse ritmo”, afirma Guilherme Carvalho, secretário-executivo da SVB.

Para o especialista, os produtos para esse público tem se desenvolvido no mercado, assim como a demanda. “A demanda cresce exponencialmente e ainda é maior que a oferta. Com isso, as oportunidades de empreendimento nessa área são muito promissoras e devem crescer mais a cada ano”, pontua Guilherme.

Uma das empresas que nasceu nesse mercado é a SuperBom, uma das maiores redes vegetarianas do mercado. A empresa está há 90 anos no mercado e tem 95 produtos distribuídos para 25 mil pontos de venda.

“Com o crescimento do movimento nos últimos dez anos, pensamos: ‘Se já fabricamos para vegetarianos, por que também não incluir os veganos?’. Começamos então a desenvolver alimentos para os dois públicos”, explica Cristina Ferreira, gerente industrial da empresa.

Segundo Cristina, esse negócio cresceu ainda mais nos últimos três anos, com média de 30% a mais por ano. Ela explica que um dos grandes impulsos foi devido às mudanças no comportamento do consumidor. “Antes o público se mostrava mais conservador, buscando alimentos, mas querendo prepará-los em casa. Nos últimos anos a praticidade tem tomado conta e passamos a oferecer mais produtos prontos para consumo, como proteínas vegetais e snacks”.

Além dos veganos, pessoas com doenças restritivas também ajudam no crescimento desses produtos no mercado. “Nunca houve tantos problemas com alergias e doenças relacionadas à alimentação. Por isso, nosso objetivo é também atender a essas necessidades e oferecer produtos funcionais”, pontua Cristina.

Fonte: Exame

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