Microfranquias estão de olho em recém-demitidos

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O setor de microfranquias está tentando atrair um público no Brasil: os recém-demitidos. Com o dinheiro da rescisão, esses funcionários podem investir em seu próprio negócio.

De acordo com o Ministério do Trabalho, aproximadamente 245 mil vagas foram fechadas, no período entre janeiro e maio. “Tem muita gente contente, com dinheiro da rescisão nas mãos, e com o desejo de ter seu próprio negócio”, conta Pedro César de Oliveira, 26, dono da rede de maquiagens Miss Pink.

A ABF (Associação Brasileira de Franchising) acredita que o segmento de microfranquias – com investimento inicial de até R$ 80 mil– deverá crescer, em média, 10% neste ano. Um levantamento feito pelo Serasa Experian aponta que, durante o ano passado, a taxa de fechamento de franquias foi de 3,5%.

Os bons números do setor chama a atenção de empreendedores, mas não deve ser o único item na hora de tomar a decisão. “Não adianta optar por uma franquia somente com base em preço e expectativa de ganho. Se você não gosta daquilo que sua franquia vai comercializar, nem tente”, conta Marcus Rizzo, do Rizzo Consultoria.

Além disso, especialistas indicam muita pesquisa sobre a franquia e realizar entrevistas com franqueados da rede. “As franquias sérias entregam uma circular com contato de outros franqueados”, afirma a consultora Ana Vecchi.

As franquias, porém, acreditam que ter dinheiro não é a único requisito para se tornar um franqueado. “Faço questão de entrevistar os candidatos. Temos mecanismos de triagem e seleção para garantir que não vamos associar uma marca a uma pessoa sem capacidade de gerir um negócio”, explica Fábio Duran, da Elefante Verde, franquia de marketing digital.

Fonte: Folha de São Paulo

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