Maioria dos brasileiros querem a reforma da CLT

Mudanças podem surtir efeitos para o empresariado

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Uma pesquisa feita pelo Instituto MDA mostrou que 64% dos entrevistados querem a reforma da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), criada há 73 anos, por Getúlio Vargas. O presidente interino Michel Temer deve propor uma reforma nessas normas, assim como as mudanças propostas para a Previdência.

Divulgada na última semana, a pesquisa também mostra que 35% dos entrevistados acham que o governo deve priorizar a reforma da CLT. Essa mudança ficou na frente de importantes medidas, como reforma política (31%), tributária (9,4%), judiciária (8,5%) e previdenciária (8,4%).

A CLT foi criada em um momento bem diferente do atual, em 1940, onde as consequências da escravidão eram mais sentidas. O Brasil estava começando a se industrializar, e ainda demandava de uma população rural.

Atualmente, os representantes sindicais do Partido dos Trabalhadores veem a necessidade dessas mudanças acontecerem. A CLT prevê jornada de oito horas, pagamento de décimo terceiro salário e entre outras normas, fazendo com que o colaborador se torne mais caro para o empregador.

Para 36,7% das pessoas, os benefícios deveriam continuar existindo na CLT e 32,6% acreditam que as negociações entre trabalhadores e empregadores deveriam ser facilitadas. Ainda de acordo com a pesquisa, 21,8% dos entrevistados disseram que os direitos atuais poderiam ser flexibilizados para aumentar as chances de contratação.

Fonte: El País
Foto: www.duanees.com.br

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