Lucros online com o comércio eletrônico

0

O comércio online tem se mostrado um mercado consolidado no Brasil. Atraindo diversos setores, o food service não podia ficar de fora dessa tendência. Mesmo em números pequenos, comparados com setores como moda e eletrodomésticos, produtos relacionados à alimentação e bebidas vêm atraindo empreendedores.

São equipamentos, utensílios, alimentos e outros itens disponíveis via web. As formas de comércio virtual são várias e os tipos mais comuns são: de consumidores para consumidores (consumer to consumer), empresas que revendem para outras empresas (business to business) ou de empresas para clientes comuns (business to consumer).

Uma forma de mostrar a consolidação desse mercado são as pesquisas que estão sendo feitas na área. Além disso, o sucesso dos empreendedores nesse setor serve de inspiração para quem quer iniciar nessa área.

Kitchen care

A Kitchen Care é uma loja online que oferece utensílios para cozinha, tanto industrial quanto doméstica. No site, é possível comprar diversos produtos como, por exemplo, aventais, tábuas, talheres e panelas. Com o passar do tempo e com a demanda aumentando, a loja passou a atender não só o varejo mas também o atacado.

Tatiana Gonçalves, uma das proprietárias da Kitchen Care Utensílios, conta que sempre teve vontade de ter um negócio próprio e notou nesse ramo uma oportunidade de crescer no mercado. “Verificamos que havia uma grande carência de produtos diferenciados e que muitos estabelecimentos estão longe dos centros comerciais e têm pouca facilidade de compra”, diz ela.

A empresária é formada em turismo e, devido a alguns familiares que já trabalhavam no ramo, sempre teve contato com a área de alimentação. Tatiana acredita que outro fator que a ajudou a escolher que tipo de produto comercializaria foi participar de feiras e eventos ligados à alimentação.

Para montar a Kitchen Care, a empresária teve a ajuda de seu marido, Livio Mathias. Ele é analista em Tecnologia de Informação (T.I.) e desenvolvedor de e-commerce. Atualmente, ele a ajuda em diversas questões empresariais. “Acredito que o fato de ele já conhecer a área possibilitou ainda mais o nosso crescimento”, afirma. Lívio também auxilia na produção de conteúdo para o blog da loja. Essa é uma alternativa para aproximar ainda mais o público consumidor, usando o tema da loja. Na Kitchen Care, por exemplo, são postadas diversas receitas.

Com o aumento dos segmentos de alimentação e bebidas, a Kitchen Care foi crescendo no mercado. A loja, que começou em 2010, atualmente vende mais de 2.000 produtos de diversas marcas. Entre elas, Tramontina e Pronyl Plásticos.

Para o food service, vários bares e restaurantes de lugares onde não possuem lojas físicas podem comprar pela internet. A agilidade e rapidez são duas qualidades oferecidas pelo e-commerce. Além disso, o cliente pode escolher produtos específicos para o trabalho que produz, pensando na ergonomia, durabilidade e resistência no mercado.

“Os profissionais de várias cidades, principalmente as distantes dos grandes centros, nem sempre conseguem encontrar utensílios de qualidade e que sejam permitidos pela Anvisa”, afirma Tatiana.
O público do foowwd service é um dos principais atendidos pela Kitchen Care. Por se tratar de clientes específicos, Tatiana afirma que visualiza diferença entre eles. “São clientes que pesquisam bastantes e, por isso, é preciso oferecer o menor preço possível. Além disso, esses clientes precisam de produtos de qualidade, que facilitem seu serviço”.

A empresária também afirma que, para conseguir bons resultados, é necessário conhecer o que os clientes precisam. “No caso do food service, são consumidores sempre de olho nas novidades, o vendedor [loja online) precisa estar antenados”, relata.

Uma das vantagens de comércios virtuais é a disponibilidade territorial que os produtos alcançam, o que antes era um problema para quem morava afastado das grandes cidades, onde muitas vezes não existe uma loja física que comercialize todos os produtos procurados. “Agora, os profissionais de todo o Brasil poderão comprar pela internet os utensílios que necessitam e recebê-los tranquilamente em seus estabelecimentos, economizando tempo e dinheiro”, ressalta.

Nesse ano, a Kitchen Care pretende expandir suas vendas. Para que isso aconteça, a loja virtual aposta na revenda e na comercialização por atacado. A proposta, que já começou a ser posta em ação, visa dar melhores condições de preços aos consumidores que fazem uma compra maior.

O que até pouco tempo era motivo de desconfiança para os usuários vem se tornando uma prática de consumo. Na Kitchen Care, por exemplo, todo o atendimento pode ser feito tanto por telefone como por e-mail. Para o usuário ter mais segurança sobre a loja, é preciso checar os contatos fornecidos, o CNPJ da empresa e a reputação entre outros clientes.

Dayhome

A Dayhome Food Service atua desde 2007 fornecendo produtos para o mercado de alimentação fora do lar como, por exemplo, frigobares, equipamentos e outros. Entre seus clientes estão marcas famosas como Burger King, Sodexo e Outback. Embora a empresa utilize a internet para divulgar seus produtos e fazer orçamentos, ainda não possui uma loja virtual.

Mesmo sem aderir ao comércio eletrônico, a assistente de marketing da Dayhome afirma que o uso dos recursos da internet tem ajudado a empresa. “A web é uma ferramenta que agiliza a comunicação entre empresa e cliente. É uma forma muito mais simples de o cliente encontrar o que busca, ou simplesmente ter mais informações sobre os produtos, além de ficar por dentro de novidades e promoções que possam ser vantajosas a ele”, conta.

A empresária afirma que a empresa pretende lançar uma loja virtual no futuro. Mas, por enquanto, o uso como divulgação de produtos tem ajudado a empresa. “Por ser um acesso muito fácil a todos os clientes, o número de procura pelos produtos vêm aumentando constantemente”, afirma.

Primeiro e-commerce

O Sebrae, em parceria com o Mercado Livre, lançou uma ferramenta que tem como objetivo ajudar as micro e pequenas empresas a alcançarem uma loja virtual.

A criação do e-commerce e o acesso são feitos de forma gratuita, porém é cobrada uma taxa de 4,99% sobre o preço do produto vendido. De acordo com o site do Sebrae, além da plataforma virtual, o site “Primeiro E-Commerce” possui vários tutoriais e aulas para ajudar o empreendedor a melhorar seu negócio virtual.

No portal do programa, o Sebrae possui um espaço para sanar as dúvidas de quem está começando como, por exemplo, o que é necessário para abrir uma loja virtual. Embora muitas pessoas não saibam, é preciso abrir um Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e pagar todos os impostos, assim como uma loja física.

Números

O mercado de comércios eletrônicos no Brasil se mostra em crescimento constante. O E-bit, presente no mercado desde 2000, atua no país avaliando a reputação de lojas online e fornecendo informações para estratégias de marketing das empresas virtuais.

Semestralmente, o e-bit divulga o WebShoppers, um relatório com informações sobre o comércio virtual nacional. Neste ano, a publicação chegou a 31° edição. A pesquisa mostrou um crescimento de 24% no faturamento de 2014 (R$35,8 bilhões) em relação ao ano de 2013 (R$28,8 bilhões).

Os dados são positivos também em relação aos pedidos. Foram 103,4 milhões em 2014.,com alta de 17% em relação a 2013. O levantamento também aponta que os consumidores estão gastando mais em suas compras ( R$347 por pessoa),

KITCHEN CARE
www.kitchencare.com.br
DAYHOME
www.dayhomefoodservice.com.br

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

sete − 6 =