Jovens faturam R$ 200 mil com chás da China

A Chá Yê! oferece mais de 40 variedades de chás chineses, procuradas pessoalmente pelos empreendedores

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Depois de concluir a faculdade de economia, João Campos decidiu ir para a China, para trabalhar em um restaurante. Nos país asiático, o economista tomou um gosto em especial pelos chás.

Ele conta que, em determinado momento, o dono do restaurante resolveu fazer uma carta de chás para o estabelecimento e ele começou a pesquisar sobre o produto. Fez duas viagens para Suchou e Hangzhou, cidades próximas de Xangai, e se apaixonou pelo universo do chá chinês.

“Eu não sabia nada de chá, mas sempre gostei de produtos que têm essa complexidade como o vinho, chocolate e café. Foi quando eu tive um estalo, ninguém sabe dessas coisas no Brasil. Comecei a pesquisar mais e fiquei fascinado tanto pelo aspecto sensorial do chá quanto pela parte histórica e cultural”, explica Campos.

Quando retornou ao Brasil, procurou o amigo – e também economista – Caio Barbosa, para abrir a Chá Yê! em 2011 e, depois de muito estudo, começaram a vender os produtos chineses no final de 2012. “A gente não sabia nada de chá no começo. Tivemos que aprender e passamos um tempo na China”, conta Campos.

Ao todo, foram investidos cerca de R$ 100 mil em chás e começaram a modelar o plano de negócio.

Atualmente, a Chá Yê! oferece oito tipos de chás: verdes, brancos, amarelos, pretos, pu’ers, aromatizados, oolongs e displays. Eles são separados pelas linhas premium e limitadas. Além disso, no site há disponíveis utensílios como bules, copos, infusores, kits de porcelana para servir a bebida, entre outros. Os produtos podem ser comprados por meio da loja virtual ou encontrados em estabelecimentos parceiros da marca.

“Temos uma relação comercial que vai além porque o chá ainda não é um produto que se vende sozinho. Por isso, fazemos degustações e treinamos a equipe do lugar”, explica Campos.

O snow orchid é um chá do tipo oolongs produzido em Dan Cong, uma região na província de Guang Dong, e 10 gramas do produto custa R$ 9,70. Já um bule de vidro padrão, por exemplo, custa a partir de R$ 87 a unidade.

Campos também explica que em termos de receita, os utensílios são os que dão mais retorno. Em média, o site recebe de cinco a oito pedidos por dia. O faturamento de 2013 foi de aproximadamente R$ 200 mil. Para esse ano, a expectativa é de aumentar o valor em 10% a 20%.

Todo ano, os empreendedores passam a primavera na China visitando os produtores locais para importar os produtos. Por viagem, eles visitam em torno de 20 produtores, de vários portes. A ideia é acompanhar de perto a qualidade do produto ao conhecer pessoalmente os fornecedores e os locais em que os chás são plantados. “Todo ano a gente faz um trabalho de prospecção com novos mestres e não lidamos com intermediários”, explica Campos.

Os traços ocidentais dos empreendedores não são barreira para se comunicarem com os agricultores. “Eu falo mandarim e eles são receptivos quando vêem que dois brasileiros estão muito interessados nos produtos deles”, conta Campos.

chás

Fonte: Exame.com

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