Ingredientes regionais para cardápios originais

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Por Redação FSN – 1 de abril de 2014

Atentas às demandas do público e interessadas em atrair e tornar fiel o seu consumidor local, grandes redes adicionam em seus cardápios produtos sob medida para seus clientes. Além de conquistar o paladar e a afinidade do consumidor, com esta atitude a rede passa a ser vista não apenas como mais uma filial capitalista, mas um local onde o cliente pode provar outras variações, por vezes, até mesmo mais sofisticada de um alimento tradicional.

 A rede estadunidense Outback Steakhouse, por exemplo, quando chegou ao Brasil, logo tratou de incluir a picanha entre os seus cortes. E mais, abriu mão do seu tempero especial (formatado com 17 condimentos) e passou a temperar esse corte específico apenas com sal grosso, mimetizando o hábito brasileiro. Outra adaptação do cardápio da marca, que já tem 51 restaurantes no País, foi a inclusão da caipirinha na carta de drinques. E aí, por duas questões: procura do consumidor local, e dos turistas, que entendem o drink como bebida símbolo brasileira e chegam procurando pelo produto.

O multinacional McDonald’s, símbolo máximo do fast food no Ocidente, repensou sua postura globalizada e traduziu em alguns dos seus lanches nossos costumes. O sanduíche cheddar McMelt, por exemplo, nasceu a partir de uma demanda local que pedia um sanduíche com o queijo e entrou no cardápio para não mais sair. Na seção do McCafé, somos o único país em que se vende pão de queijo e pão na chapa.

Uma unidade da Domino´s, rede de pizzarias norte-americana presente em 70 países com mais de 9,5 mil lojas, em Fortaleza, conseguiu nacionalmente criar um novo sabor de pizza, o de carne-seca. A carne vem desfiada sobre a massa com molho de tomate, mussarela e cream cheese. Licença rapidamente adotada pelas unidades da região Nordeste.

Segundo a socióloga Maria Alba Maranhão, cujas pesquisas estão nas relações de consumo, esse ajuste de produtos das multinacionais aos hábitos de um determinado mercado não é de agora. “Era bem comum nos anos 1980, mas o processo de globalização padronizou o consumo, elegendo ícones universais. No entanto, registra-se hoje cultural e gastronomicamente um momento ufanista, de valorização do que tempos de mais particular, levando à renuncia de modelos pré-estabelecidos”, explica.

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Fonte: Abrasel

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