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Pesquisa feita pela Sealed Air Food Care pode mudar a forma como nos relacionamos com os alimentos

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No dia 30 de junho, em São Paulo, aconteceu a segunda edição latino-americana do Sustainable Food Summit, fórum internacional de sustentabilidade que discute as melhores formas de responsabilidade ambiental na indústria de alimentos e maneiras de evitar o desperdício.

Durante o evento, foi apresentada a pesquisa “Soluções para reduzir o desperdício de alimentos no varejo na América Latina”, que foi realizada no Brasil, na Argentina e no México. O estudo foi produzido pela Sealed Air Food Care em parceria com a Nielsen, associações supermercadistas, Direção de Estudos Econômicos de ANTAD (México) e Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA – USP).

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Tobias Grasso, vice-presidente na América Latina da Sealed Air Food Care, também apresentou formas de driblar o desperdício de alimentos que afetam todo o processo de produção

Tobias Grasso, vice-presidente na América Latina da Sealed Air Food Care, também apresentou formas de driblar o desperdício de alimentos que afetam todo o processo de produção. A apresentação mostrou como essas perdas podem acarretar prejuízos para os empresários.

Segundo dados da Organização nas Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, todo ano 1,3 bilhão de toneladas de alimentos são jogados fora em todo o mundo. Nesse cenário, a América Latina e o Caribe representam 6% desse desperdício.

O setor de varejo é um dos responsáveis por esse desperdício, sendo estimado que todos os alimentos jogados fora sejam capazes de alimentar 30 milhões de pessoas, ou 64% da população que passa fome na região. Esses dados mostram como alguns problemas poderiam ser evitados com gestos simples.

Em países como o Brasil e o México, conforme pesquisa feita pela Sealed Air, as maiores perdas estão em legumes, verduras e frutas, com cerca de 11%, seguido por carnes e pescados, com 7%. Já na Argentina, o maior desperdício é de carnes e frutos do mar, com 11%. Entre as principais causas para não aproveitar esses alimentos estão o prazo de validade e produtos estragados, que nos três países representam 40% das perdas.

Outro fator que interfere diretamente na vida útil dos alimentos é a embalagem, já que no mercado latino esse produto é responsável pelo descarte de 13% dos alimentos no varejo. A falta de resistência do produto prejudica a vida útil e o sabor dos alimentos, indo parar na lixeira.

No Brasil, o setor de carnes e frutos do mar é o mais comprometido com a embalagem, com 28%; enquanto no México é a rotisseria, com 32%; e na Argentina, o setor de delicatessen, com 14%.

“As tecnologias de embalagens permitem que o varejo minimize esses problemas. A Sealed Air Food Care, por meio da marca Cryovac, oferece soluções de embalagem que entregam benefícios como maior vida útil, alta resistência contra perfurações e vazamentos, aparência de frescor, entre outros. O alimento pode chegar ao varejo já embalado em porções, com garantia de origem, pronto para ser exposto nas gôndolas, o que reduz os custos operacionais com reprocesso, mantém a integridade original e minimiza as perdas no ponto de venda”, explica Tobias Grasso.

A pesquisa

De acordo com a pesquisa feita pela Sealed Air Food Care, os consumidores latino-americanos estão mais preocupados com problemas no meio ambiente, como poluição e falta de água, do que com o desperdício de alimentos. Porém, com o acesso à informação, esses consumidores passam a priorizar uma embalagem correta, que pode minimizar o problema.

Mais de 90% dos entrevistados valorizam a embalagem como um benefício para garantir o frescor dos alimentos por mais tempo, além de garantir a integridade e proteção contra germes. De acordo com a pesquisa, os consumidores têm preferência por empresas que evitem o desperdício de alimentos. Esse índice no Brasil é de 86%, com o maior número, seguido por México (84%) e Argentina (81%).

“A embalagem é uma solução real para conter o alto índice de desperdício de alimentos. É importante fomentar a conscientização sobre os benefícios dessas tecnologias no que se refere à preservação da qualidade, frescor e a redução das perdas ao longo da cadeia. Esse conhecimento vai aumentar a intenção de compra e, no fim, haverá um incremento nos resultados”, detalha Grasso.

A pesquisa também demonstrou a preocupação de empresários com o desperdício. Só na América Latina, é estimado que esse descarte atinja 4,4% das vendas do varejo. De acordo com o levantamento, 99% dos profissionais do setor consideram a redução do desperdício de alimentos como sua maior preocupação operacional. Logo em seguida, o controle de roubos (76%), contenção de custos de pessoal (73%) e administração de recursos com energia (71%).

A preocupação com o desperdício pode ser justificada. Além da responsabilidade ambiental presente nessas empresas, a rentabilidade também poderia ser maior. Para os empresários brasileiros, a contenção do desperdício poderia significar um aumento de lucros em até 29%; para os argentinos 14%; e para os mexicanos 7%.

A pesquisa teve como objetivo retratar como os empresários encaram o desperdício de alimentos e a responsabilidade com o meio ambiente. Para chegar a esses resultados, foram ouvidos 194 profissionais e 3 mil consumidores no México, no Brasil e na Argentina.

A Sealed Air Food Care conta com 23 mil funcionários para atender 169 países. Com soluções voltadas para atender os clientes e oferecer inovações, a empresa tem marcas globalmente reconhecidas, incluindo Cryovac®, marca de soluções de embalagem de alimentos, Bubble Wrap®, marca de acolchoamento, e Diversey®, marca de soluções de higiene e limpeza profissionais.

Em 2015, a Sealed Air somou US$ 7 bilhões em receitas, fazendo com que os clientes possam atingir maiores resultados com sustentabilidade.

No mundo

De acordo com uma estimativa feita pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em 2013, aproximadamente um terço dos alimentos se perdem. Em países mais pobres, esse desperdício acontece no início da cadeia produtiva. Serviços como transporte, falta de tecnologia e armazenamento são alguns fatores que influenciam essa perda. Já em países mais ricos, a estimativa é que os alimentos sejam desperdiçados na casa dos clientes, que costumam comprar mais do que necessitam, e nos supermercados.

Informações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) contabilizam que 10% de frutas e hortaliças são desperdiçadas ainda no campo. Porém, a maior perda está no transporte, com 50%. Um dos motivos para o descarte desses alimentos são alguns arranhões e outros danos sofridos durante a viagem. A maior parte do lixo brasileiro é composto por comida.

No Brasil, 3,4 milhões de pessoas estão em situação de insegurança alimentar, o que representa 1,7% da população. Segundo o relatório da FAO de 2013, 805 milhões de pessoas sofrem de fome no mundo.

Esse relatório também mostrou que o desperdício de comida no mundo (1,3 bilhão de toneladas) corresponde a US$ 750 bilhões. Em recursos naturais, esse número representa 250 quilômetros cúbicos de água e ocuparia o equivalente a 1,4 bilhão de hectares de terra.
Aproximadamente 10% do desperdício de alimentos no Brasil vêm da casa do consumidor ou de supermercados, é o que afirma uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No campo

Entre os anos de 1996 e 2002, de acordo com os Indicadores Agropecuários do IBGE, o Brasil deixou de colher 28 milhões de toneladas de arroz, feijão, milho, soja e trigo devido às perdas na colheita, semeadura, transporte e estocagem de grãos.

A pesquisa apresentada pelo IBGE mostra como é o desperdício dos principais grãos, que estuda desde a semeadura até a colheita. Algumas informações também foram mostradas, como a origem, destino e disponibilidade interna per capita de carboidratos, lipídios e proteínas obtidos.

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