Ideias Padronizadas

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A GS1 Brasil, Associação Brasileira de Automação, é uma organização sem fins lucrativos, que oferece para os empresários soluções tecnológicas para a padronização global de identificação (código de barras e EPC/RFID) e também da comunicação de produtos e serviços na cadeia de suprimentos.

A entidade promoveu no dia 11 de junho de 2013 no Sheraton WTC, em São Paulo, a Brasil em Código – III Conferência Internacional de Automação. O evento reuniu cerca de 300 executivos brasileiros e estrangeiros; entre os profissionais estavam presidentes, diretores e gerentes de vários setores da economia. A conferência visou levantar questões de tendências tecnológicas e automação, integração, rastreabilidade, eficiência e rentabilidade. “Propomos o debate de alto nível para que as empresas brasileiras tenham conhecimento de métodos aplicados mundialmente para o objetivo da competitividade ética e produtiva”, explica João Carlos de Oliveira Júnior, presidente da GS1.

A padronização de códigos logísticos, como conta Wilson José da Cruz Silva, assessor da área de Inovação e Alianças Estratégicas da GS1, traz imensos benefícios para o empresário como a organização, maior segurança, facilidade nos cadastros e, ainda, evita-se a perda de dados. Além disso, o sistema que a entidade está criando em seu Centro de Inovação Tecnológico será gratuito. A rastreabilidade dos alimentos é outro fator interessante e está ligado com o padrão de códigos. A justificativa desse interesse é que cerca de US$ 458 bilhões de produtos frescos são perdidos por ano e 25% dos fornecimentos mundiais são desperdiçados. Estima-se que 1% a menos de desperdiço resultaria em uma economia de, aproximadamente, US$ 44 bilhões.

A introdução do evento foi feita por Martha Gabriel, que começou relatando sobre a nova era que a tecnologia vive e, com isso, complicações antes não enfrentadas estão aparecendo. Martha enfatizou a importância de se obter um único sistema de códigos, pois hoje o mundo está conectado e uma linguagem padrão facilitará o trabalho das empresas. “Os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo”, diz a frase de Ludwig Wittigenstein, citada por Martha.

A abertura das palestras ficou por conta de João Carlos de Oliveira Júnior, presidente da GS1. O presidente enfatizou a comemoração dos 30 anos da Associação, que está presentes em mais de 150 países e atualmente no Brasil possui cerca de 57 mil associados. Além de falar sobre a importância da automação, ele também explicou sobre o Centro de Inovação Tecnológico, inaugurado no ano passado, e como este local contribui na padronização dos códigos.

Entre os cinco palestrantes estava Paulo Leônidas, diretor de abastecimento do Grupo Pão de Açúcar. O diretor falou sobre as dificuldades enfrentadas pela empresa e como fazer para quebrar esses obstáculos. Como ele apontou, a parte mais importante de sua apresentação é falar sobre a unificação de um sistema, pois muitos de seus fornecedores não usam nenhum padrão de identificação e isso dificulta o trabalho do grupo. Quando chega algum produto sem nenhum código, por exemplo, é preciso, entre diversas coisas, reetiquetar o item. Com isso, perde-se tempo e, consequentemente, vários fatores negativos surgem, como atrasos na entrega.

A GS1 também está com um projeto para os trabalhos jornalísticos voltados para soluções globais de tecnologia, padronização, códigos e seus benefícios para a cadeia de abastecimento. “Reconhecemos o papel fundamental da imprensa no registro da história. Não poderíamos deixar de privilegiar uma categoria profissional que tanto contribui para a disseminação de nossas soluções”, afirma João Carlos de Oliveira Júnior, presidente da GS1. O regulamento e as informações sobre esse projeto estão no site da organização (www.gs1br.org/premiacaoimprensa).

1ª Edição

A primeira edição da Conferência Internacional GS1 Brasil de Automação e Logística aconteceu no dia 29 de junho de 2011, em São Paulo. O evento contou com a participação de Miguel Lopera, presidente da GS1 Global, e reuniu cerca de 200 empresários de diversos setores da economia para um debate sobre o desenvolvimento do país e a lucratividade.

Durante o encontro, Lopera enfatizou a importância das tecnologias de automação e padronização dos códigos de produtos para a eficiência dos processos logísticos das empresas e a competitividade dessas no mercado. Na época, ele destacou quatro pontos importantes como tendências mundiais, que continuam atuais. “Para que uma empresa se torne cada vez mais competitiva, deve investir em quatro segmentos: sustentabilidade, cadeia de valor compartilhada, consumidor digital e saúde do consumidor”.

Segundo Lopera, a sustentabilidade é essencial e é um tema cada vez mais abordado pelos CEOs das grandes empresas. “Os hipermercados, por exemplo, já pensam em alguma maneira de diminuir os gases nocivos liberados na atmosfera pelos sistemas de refrigeração de alimentos. A meta é erradicá-los até o ano de 2015”, afirmou. Sobre a cadeia de valor compartilhada, ele disse que as empresas devem aprender qual o melhor momento para competir e colaborar entre si. “Nesse aspecto, a GS1 colabora com a sincronização de dados, por exemplo, tornando toda a movimentação na cadeia de suprimentos mais eficiente para todos, desde o fornecedor de matéria-prima até a chegada do produto ao usuário final”. Em relação ao consumidor digital, Lopera acredita que a GS1 colabora com investimentos no setor de m-commerce, como o projeto da companhia de fornecimento de informações do produto a partir de uma foto do código de barras captada por aparelhos móveis. Já quanto à saúde dos consumidores, a GS1 trabalha na padronização dos processos para permitir a rastreabilidade dos produtos e até seu recall. “No setor de saúde, por exemplo, é possível saber a procedência dos medicamentos e acompanhar toda sua trajetória até ser ministrado aos pacientes de um hospital”, acrescenta.

2º Edição

No ano passado, foi realizada a II Conferência Internacional de Automação e Logística. Este evento contou com a participação de vários profissionais, como Ricardo Amorim, economista, Hugo Bethlem, vice-presidente executivo do Grupo Pão de Açúcar, Roberto Matsubayashi, gerente de Inovação e Alianças Estratégicas da GS1 Brasil, Flávia Villani, diretora de Customer Service da Unilever, Luiz Lissoni, vice-presidente de supply chain da BR Foods, entre outros nomes.

Hugo Bethelem, vice-presidente executivo do Grupo Pão de Açúcar, em seu debate apontou os desafios que a empresa enfrenta relacionados ao consumidor brasileiro e seu contexto socioeconômico. Bethelem falou sobre os novos hábitos de consumo, que tendem para os alimentos perecíveis. Para atender a essa demanda, a rastreabilidade auxilia na qualidade de origem da mercadoria.

O palestrante Mark Harrison abordou sobre as tendências tecnológicas e como isso faz com que a empresa tenha um diferencial competitivo. “A visibilidade na cadeia de suprimento responde algumas perguntas: Onde estão minhas coisas? Qual é o caminho pelo qual o objeto foi levado? E para onde foi levado?”, indaga.

A palestrante Flávia Villani, diretora da Unilever, mostrou como os padrões da indústria global movem os produtos distribuídos no país. “O consumidor apoia e apoiou muito o desenvolvimento da tecnologia e do código de barras”, afirma. Ela destacou que a otimização desses processos vão também beneficiar o consumidor.

O vice-presidente de Supply Chain da BR Foods, Luiz Lissoni, falou em sua apresentação sobre os desafios e as oportunidades das indústrias. “A necessidade de controle é muito grande para uma empresa do tamanho da BR Foods; por isso, a automação é uma necessidade”, afirma..

GS1

www.gs1br.org

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