Gestão com binóculo

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O modelo de trabalho e o desvio de finalidade são hoje dois dos principais motivos do distanciamento de gestores e executivos da realidade do negócio.
Agendas lotadas de reuniões, carga interminável de relatórios, burocracia e gestão de contingências se tornaram as principais atividades de muitos dos profissionais das médias e grandes empresas do nosso segmento.

O que acontece na cozinha, no balcão do bar, na mesa do cliente, na rua, no distribuidor, no vendedor e no ponto de venda passou a ser fator secundário.
A chamada “gestão” tem sido feita à distância com a pretensão de que da cadeira do escritório seja possível entender as necessidades e oportunidades relacionadas aos clientes, aos colaboradores e à empresa.

O food service demanda contato, atualização e conhecimento proprietário. A leitura e o estudo atualizam e agregam conhecimento, mas não trazem malícia, sensibilidade nem experiência de negócio.
Se há mais de 30 dias não atende um cliente, não pisa em uma cozinha, não participa de uma sessão de treinamento, de uma reunião com a equipe de “chão” ou de uma visita a um franqueado, tenha certeza de que não sabe o que está acontecendo, principalmente se não for nativo, ou seja, não tiver nascido no segmento.

Com maior proximidade do negócio, tanto a demanda relacionada à rotina improdutiva poderá diminuir como terá condições de fazer o seu trabalho de forma mais assertiva e estratégica.

Sei que não é fácil e que muitos fatores costumam vir agregados a esse cenário, mas lembre-se de que na maior parte das vezes a mudança está muito mais associada à nossa vontade de mudar do que à condição que temos para isso.
Se você é um líder, pense nisso e experimente sair a campo.
Caso ainda não seja, leve este texto para que o seu líder o leia e pense a respeito. Espero que ele se motive a trabalhar diferente.

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