Garçons faturam com gorjetas nas olimpíadas

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O sonho de muitos garçons do Rio de Janeiro podem estar próximos de serem realizados com o aumento no movimento de bares e restaurantes durante as olimpíadas. As simpáticas gorjetas de turistas estão fazendo a alegria desses trabalhadores, com aumento de 250%, em média.

Estabelecimentos requisitados de regiões como Lapa, Copacabana e Leblon, fazem alguns garçons estimarem valores altos de faturamento, cerca de R$ 7 mil até o final dos Paralímpicos. Para Pedro Araújo, conhecido como Juninho, do bar do Jobi, no Leblon, atender os clientes é muito prazeroso.

“Atendo a mais de cem gringos por dia, eles são mão aberta, sabem gratificar bem a gente. Mas eu fico feliz mesmo de poder atendê-los e não me incomodo quando não recebo. Mas, claro, que a gente gosta de ganhar um dinheirinho a mais”, explica Juninho, que trabalha há mais de 22 anos no bar.

De acordo com ele, as gorjetas variam entre R$ 10 e R $50, mas já chegou a receber R$ 150 de uma única pessoa. A expectativa do garçom é receber até R$ 7 mil durante o período e já faz planos para o dinheiro. “Quero levar minha mulher e meus filhos para uma viagem para o Ceará”, conta.

Edimar Pinto, conhecido no Bar do Belmonte, no Leblon, conta que está recebendo, em média, R$ 700 por semana. De acordo com ele, a expectativa é arrecadar R$ 4 mil e passar uma semana na Região de Lagos, no Rio de Janeiro. “Para tirar esse valor antes da Olimpíada, a gente precisava trabalhar quase dois meses”, conta.

Com planos mais ousados, Ricardo Araújo, também do Bar do Belmonte, no Leblon, pretende comprar uma casa no Pavão-Pavãozinho, no Rio de Janeiro. “Estou tirando R$ 650 por semana, antes não chegava a R$ 200 [um crescimento de 250%]. Todos os garçons contam com esse dinheirinho da gorjeta. Teve um dia que ganhei R$ 200 de um americano”, contou.

A gorjeta olímpica também poderá ser usada para quitar as dívidas, como Mark Silva, do Leviano Bar, na Lapa. Segundo ele, o valor arrecadado pode chegar a R$ 4 mil e será usado para pagar seu carro branco, de 2006. “Faltam 22 prestações, mas acho que vou conseguir quitar quase tudo”, explica.

Fonte: G1

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