Força feminina

Mulheres da Castelo Alimentos revelam formas de atuação que têm contribuído para o sucesso da empresa

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No Brasil, essas mulheres são responsáveis pelo sustento de 37,7% das famílias, é o que afirma a última Pesquisa Nacional de Domicílio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse levantamento, realizado em 2013, mostrou também que as mulheres são a maioria da população do país, totalizando 103,5 milhões de pessoas (51,4%).

No ano de 2014, o IBGE mostrou que apenas quatro estados brasileiros possuem mais homens que mulheres, são eles: Rondônia, Roraima, Amazonas e Pará. Uma diferença muito grande se comparado com 2012, onde haviam oito estados com maior número de homens.
Além da maior parte da população brasileira, essas mulheres estão cada vez mais presentes dentro das empresas. Apesar dos esforços, o país ainda é o terceiro com o menor número de mulheres em cargos de liderança, conforme dados da pesquisa “Woman in Business 2015”, da Grant Thornton.

De acordo com os dados da pesquisa “Woman in Business 2015, 57% das companhias brasileiras não têm mulheres em posição de liderança. O Brasil ficou atrás apenas do Japão (66%) e da Alemanha (59%). Em contrapartida, a Rússia é o país com maior número de mulheres em cargos altos; apenas 11% das empresas não possuem mulheres com esse status.

Entretanto, algumas empresas brasileiras têm provado que é possível fazer a diferença no mercado. Exemplo disso é a Castelo Alimentos, onde importantes profissionais na empresa são mulheres. Pensando nisso, a revista Food Service News apresenta algumas das responsáveis pelo crescimento da empresa.

Na entrevista, essas profissionais revelam como se esforçaram para aperfeiçoar seus conhecimentos na área e fazem com que isso se torne um diferencial dentro do ambiente corporativo. Isso reforça a pesquisa realizada pelo IBGE em 2010 que apontou que o número de mulheres que frequentavam o ensino superior, na faixa etária de 18 a 24 anos, foi de 15,1%, contra 11,4% dos homens.

Desafios

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Para Gésica Cereser, gerente comercial e de marketing, os clientes da área de alimentação buscam excelência nos produtos

De acordo com Gésica Cereser, gerente comercial e de marketing, o primeiro desafio dentro da Castelo Alimentos veio com a implementação do canal de food service, após ter trabalhado por 13 anos nas áreas de comercial e RH da companhia. “O segundo, não menos desafiador, foi há 7 anos, quando assumi toda gerencia nacional de vendas e marketing da Castelo Alimentos”, ressalta Gésica, sobre a responsabilidade em sua área.

Muitas vezes, esses desafios surgem durante a trajetória na empresa, com mais responsabilidades e mudanças. Em outras vezes, lidar com os próprios dilemas de carreira são os desafios enfrentados por essas pessoas. “O desafio de estar presente no mercado de trabalho e de se fortalecer como profissional e saber lidar com as nossas próprias fraquezas, ou seja, reconhecer as nossas deficiências e nossas fortalezas, saber lidar com um feedback negativo (Construtivo), saber ouvir, identificar o momento de buscar uma especialização/coach. De forma geral, a atualização é diária e temos que estar preparados para fazer as coisas acontecerem, principalmente quando líder, pois a partir deste momento é você pensando na sua carreira e de seus funcionários, principalmente na estratégia a ser aplicada na sua área para superar as expectativas da empresa”, conta.

Experiência

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Gislaine Pavani conta sobre a responsabilidade e desafios de trabalhar com marketing da Castelo

A experiência dentro da área é um dos diferenciais de Gislaine Pavani, que atualmente é coordenadora de marketing da Castelo Alimentos. Anteriormente, a profissional já havia atuado em uma multinacional e em um distribuidor logístico. “Com certeza, essa experiência contribuiu muito para meu início na área de Marketing, pois pude acompanhar toda a operação de cada ação, o que agregou muito para elaborar as estratégias realizadas atualmente”, explica.

Já para Roberta Callefe, coordenadora comercial da Castelo Alimentos, o caminho percorrido para alcançar seus objetivos profissionais começou logo na vida acadêmica. Como sempre foi apaixonada por comunicação social, somou essa formação ao MBA em gestão empresarial e começou a ter uma visão mais ampla da empresa, de uma forma mais estratégica.

“Como sempre busquei um cargo de gestão, optei por realizar uma especialização mais abrangente que foi o MBA em gestão empresarial, ou seja, o mesmo possibilitou-me uma visão única, mas envolvendo todos os processos de uma cadeia, desta forma, consigo ter uma visão mais estratégica, contribuindo com ações mais precisas no departamento comercial, sem comprometer as demais áreas”, explica a profissional.

Com Rosângela Romagnoli, a carreira dentro de recursos humanos aconteceu de forma espontânea e continuou por mais de 15 anos. A empresa em que ela trabalhava estava realocando algumas pessoas e Rosângela foi para o RH. Desde então, a gerente de RH da Castelo Alimentos é a profissional responsável por filtrar a equipe que compõe a empresa.

A castelo

Com muita experiência dentro da Castelo Alimentos, essas profissionais puderam acompanhar as principais mudanças na empresa, até se tornar o que é atualmente. Nem sempre essas mudanças são tão fáceis para se adaptar, mas todas puderam trazer coisas positivas para os colaboradores.

força femininaRosângela viu de perto a Castelo se transformar: de acordo com ela, o desenvolvimento de práticas dentro da área de Recursos Humanos e a mudança da cultura paternalista para uma cultura de resultados. “Outro desafio que considero muito importante foi a profissionalização das lideranças e dos colaboradores técnicos. Vivi vários momentos na Castelo, o ano de 2006 ficou marcado para mim, pois nesse ano realizamos muitas mudanças desde processo produtivo, sistema integrado, gestão de pessoas, mudança do CNPJ de Vinagre Castelo para Castelo Alimentos, entre outros. A Castelo é uma empresa muito dinâmica, os desafios estão presentes no nosso dia a dia”, ressalta.

Do clima organizacional aos produtos desenvolvidos, a Castelo Alimentos se transforma para oferecer os melhores produtos aos consumidores. Lilian Priosti, coordenadora de produção, é uma das responsáveis pelas inovações nesses alimentos.

Formada em engenharia química, Lilian sempre gostou de produtos novos e de pesquisa na área de alimentos. Hoje, para desenvolver as novidades da Castelo, a profissional conta que é preciso olhar os desejos dos consumidores e a regulamentação. “Estando tudo dentro do desejado, iniciamos uma amostra e realizamos as primeiras degustações com a equipe interna na empresa e analisamos o resultado. Caso seja necessário, reformulamos o produto e levamos para nova análise dos degustadores e realizamos pesquisas com consumidores. O produto também passa pela avaliação da Diretoria para aprovação final e viabilidade entre o custo x benefício que atenda ao mercado”, explica sobre os processos de produção da Castelo.

Embora esse processo seja essencial dentro das empresas, nem sempre ele é fácil de ser feito. Segundo Lilian, a experiência dentro da Castelo tem sido muito boa e, também, desafiadora. “Sempre avaliando novos produtos, novos processos de fermentação acética – as bactérias acéticas são um grande desafio de conhecimento, pois necessitam sempre de muitos cuidados em sua produção”, afirma a coordenadora. Com 13 anos na Castelo Alimentos, Lilian afirma que viu muitas mudanças acontecerem dentro da empresa, como a aquisição de tecnologias, aumento de vendas e investimento em pessoas.

Mulheres

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Lilian Priosti é responsável pelo desenvolvimento de produtos na Castelo

A Castelo Alimentos é uma das empresas que valorizam a participação das mulheres dentro da sua organização. Como mostrado, várias mulheres encontram-se em cargos altos e possuem a possibilidade de crescimento, graças ao clima oferecido pela empresa.

“Classifico como uma gestão participativa, com uma sintonia fina bastante apurada, procuro sempre respeitar as diferenças, visando potencializar o que cada um tem de melhor frente a suas atividades”, afirma Gésica Cereser, sobre a presença feminina na Castelo.
Embora o mercado de trabalho tenha se mostrado em melhoria para o desenvolvimento feminino, ainda há muito o que se conquistar. De acordo com o Relatório Global de Equidade de Gênero, realizado pelo Fórum Econômico Mundial, divulgado em 2016, são necessários 80 anos para mulheres serem tratadas da mesma forma que homens pelas empresas.

Ainda assim, há razões para acreditar nessas mudanças. A Fundação Carlos Chagas (FCC) fez uma série histórica sobre o crescimento da mulher no mercado de trabalho, desde 1976 a 2007. A análise contém pesquisas realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Nota-se nesses dados que houve um acréscimo de 32 milhões de mulheres no mercado de trabalho, dentro de um período de 30 anos.

A FCC afirma que as taxas masculinas continuaram praticamente iguais, enquanto as mulheres tiveram um salto no mercado de trabalho. Em 1976, apenas 29% das mulheres estavam inseridas no mercado de trabalho. Já em 2007, 53% das mulheres estavam atuando nesse mercado.

De acordo com Gésica, é possível notar uma grande diferença das mulheres nos ambientes organizacionais com o passar do tempo. “No início, existia um pouco de preconceito, mas isto foi se perdendo ao longo dos anos, uma vez que a mulher vem se destacando e assumindo seu espaço no mercado de trabalho. Fico feliz em ver que cada vez mais as mulheres estão à frente de grandes corporações”, conta.

Para Gislaine, as características femininas podem ser uma grande vantagem no mercado de trabalho. Ela afirma que nunca sofreu nenhum preconceito na sua rotina de trabalho por ser mulher. “A habilidade da mulher em conduzir diversos assuntos ao mesmo tempo, ter uma visão mais sistêmica atenta aos detalhes, ter uma sensibilidade e empatia mais aguçada na forma de lidar com seus pares faz muita diferença na condução das estratégias. Isso só traz benefícios para a empresa, por isso temos hoje em dia um grande número de mulheres em cargos de liderança”, pontua.

A capacidade da mulher em lidar com múltiplas funções também pode ser considerado um desafio. Lilian considera que um dos maiores desafios vividos foi conciliar a maternidade com a carreira. Com relação à família, a FCC afirma que apenas 20% das esposas trabalhavam em 1970; número que chegou a 58% em 2007, quase o triplo dos dados anteriores.

Alimentação

Trabalhar com alimentação muitas vezes se torna uma paixão na vida dos profissionais. Mesmo chegando sem tanto planejamento, o setor é muito gratificante para seus profissionais. “No início foi por acaso, mas depois fui me apaixonando e a área de alimentação é muito abrangente, as marcas de alimentos fazem parte da vida, da história das pessoas, que precisam confiar para oferecer a família, então existe uma relação de cumplicidade”, conta Gislaine.

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Roberta Callefe explica como o mercado tem notado a presença feminina nas empresas

De acordo com a profissional, um dos seus hobbies é estar na cozinha, próxima aos alimentos. “Quando a Castelo decidiu iniciar no canal Food Service, esse horizonte se ampliou ainda mais, pois a proximidade de chef´s, nutricionistas e outros profissionais do setor engrandeceram muito meus conhecimentos”, completa Gislaine.

Além disso, lidar com o público dessa área é bem diferente. Para Gésica, os clientes de alimentação são diferentes dos demais públicos. “A área de alimentação fora do lar requer uma atenção especial por parte dos clientes/ distribuidores especializados em food service, eles são mais exigentes, devido às necessidades do canal, que requer embalagens diferenciadas, praticidade no uso, treinamentos técnicos e acesso à indústria de forma diferenciada do varejo”, ressalta.

Responsável pela área nacional de marketing, Gésica conta que o cargo alto vem com grandes obrigações. Atualmente, ela precisa lidar com equipes e ações de vendas de uma marca que está há 110 anos no mercado. Apesar dos desafios, a gerente diz que seu trabalho também é muito gratificante.

Para Rosângela, a Castelo Alimentos se caracteriza pelo seu comprometimento, flexibilidade, visão sistêmica, imparcialidade, atualização técnica, e principalmente, pelas estratégias da área de RH com as metas da empresa. “Para mim, o fato de a empresa ser muito dinâmica também faz com que os profissionais que nela trabalham também o sejam, aprendemos a ser versáteis, a lidar com vários desafios ao mesmo tempo e estarmos sempre preparados como profissionais para qualquer desafio que nos seja proposto”, conclui.

Segredos

Para alcançar o sucesso na carreira, como essas profissionais, nem sempre é fácil. Gislaine Pavani, que conquistou um grande espaço no marketing, conta que a carreira precisa de ser levada a sério, com muita pesquisa e estudos na área. De acordo com ela, engana-se quem pensa em cursar marketing apenas para fugir de contas.

“O conselho é que realmente pesquisem a amplitude dessa área de atuação, o Marketing é uma ciência, que vai muito além da propaganda, estuda comportamentos, acompanha tendências, mudanças das gerações. É também pesquisa, estratégia e planejamento”, ressalta Gislaine.

O amor à profissão pode ser uma boa saída para ter reconhecimento na área e desenvolver as tarefas com maior perfeição. “Sou suspeita para falar, porque amo o que faço, é uma área apaixonante e não me vejo realizando outro trabalho. Todos os dias saio de casa com disposição e não vejo meu trabalho como uma obrigação”, pontua.

Para Gésica Cereser, o segredo de uma boa carreira é acreditar naquilo que gosta. A profissional afirma que boa parte do sucesso como profissional depende do seu esforço e suas ações. “Seja persistente, não desista frente aos primeiros obstáculos. Acredite nos seus sonhos e vá atrás de fazer deles uma realidade, só depende de você”, aconselha.

Futuro

Cheias de ideias e com muitos sonhos já realizados, é difícil perguntar sobre o futuro dessas profissionais. A escolha de cada uma varia de acordo com suas expectativas na carreira e com o que já consolidaram até agora.

Para algumas delas, o futuro promete ser espelhado no desenvolvimento de alguns planos. “Eu me vejo buscando sempre atender as necessidades do mercado e fazendo com isso que a Empresa cresça mais. Buscando sempre novos crescimentos na parte de liderança, novos projetos em processo e em desenvolvimento de produto”, afirma Priosti.

De acordo com Rosângela, um de seus desejos é poder fazer a diferença entre os outros profissionais. “Quero ser reconhecida como um profissional que faz a diferença para o negócio. Ter empregabilidade em alta através da atualização constante e a conquista de resultados. Ser feliz…”, planeja.

Tecnologia

De olho no crescimento de uso de tecnologias no negócio, Gislaine pretende aproveitar os próximos anos para aprofundar o conhecimento nessa área. O marketing digital tem se mostrado como uma estratégia poderosa para as empresas serem vistas no mercado.

“Estou na Castelo há 15 anos e aos poucos fui me desenvolvendo e conquistando meu espaço. No marketing, não há rotina e o aprendizado é constante. Então, nos próximos anos, pretendo aperfeiçoar meus conhecimentos nas novas tendências que mudam a todo momento, principalmente no que diz respeito ao marketing digital, pois é um público que interage muito de forma positiva e negativa. Ele pode contribuir muito para o crescimento da marca, mas também pode destruir o trabalho de anos. É um canal de comunicação muito efetivo, se bem trabalhado”, reforça Gislaine.

“Nos próximos anos gostaria de poder fazer as mesmas coisas, porém com um “ritmo” um pouco menos intenso para poder apreciar mais as coisas simples da vida”, explica Rosângela Romagnoli sobre seu futuro na empresa.

Liderança

Os planos das profissionais costumam ser todos voltados para a empresa, que já está há bastante tempo na carreira dessas mulheres. Há 110 anos no mercado, a Castelo Alimentos iniciou sua trajetória produzindo vinagres e bebidas destiladas. Atualmente, a empresa está no mercado com uma visão mais estratégica, comercializando e produzindo produtos alimentícios. Além dos tradicionais vinagres, também são produzidos produtos para saladas, molhos, condimentos, entre outros.

Para se ter uma ideia sobre a potencialidade da marca, são 70 milhões de litros de vinagre produzidos por ano, mais de um terço de todo o vinagre produzido no Brasil. Esses números demonstram a liderança da Castelo Alimentos na produção da bebida nacionalmente.

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