Food trucks vão para espaços físicos

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Depois de irem não só para ruas, mas para parques e eventos, os food trucks começam a migrar para os espaços físicos e desfrutar de um espaço fixo. Apesar de precisar de um investimento mais alto, algumas vantagens surgem nesse tipo de comércio, como a possibilidade de fidelizar o cliente, aumentar as opções do cardápio, trabalhar um período maior e não sofrer por mudanças climáticas.

O La Peruana, com um ano de operação em food truck, inaugurou um restaurante com ponto físico na Alameda Campinas, em São Paulo, há um mês. “Os clientes começaram a pedir um endereço fixo. Não é todo dia que você quer ir em um food truck, enfrentar fila, o sol. Não é todo mundo que conhece comida peruana. Geralmente é um pessoal que viaja, gosta de experimentar coisas novas e também gosta de conforto”, afirma a proprietária, Marisabel Woodman.

A chef peruana é formada em gastronomia e administração, trabalhou em feirinhas gastronômicas, restaurantes na França, no Peru e no Brasil, até decidir abrir seu primeiro food truck. Marisabel conta que sempre quis abrir um restaurante e, para isso, precisou investir três vezes a mais que o valor do negócio sob rodas.

Outro estabelecimento que também foi para espaços físicos é o Holy Pasta. O food truck funciona desde fevereiro do ano passado em uma kombi e, no período da copa do mundo. “Quando a gente encontrou essa garagem (na qual o ponto funciona), pensamos em montar uma lojinha com o mesmo conceito do negócio e que também produzisse comida para abastecer o truck”, disse Adolpho Schaefer, um dos sócios do negócio.

No ponto físico, alguns pratos chegam a custar 20% a mais que no food truck. Os empresários investiram R$ 60 mil na kombi e R$ 150 mil no ponto físico. “Agora o plano é fazer com que a loja se perpetue. Estamos na fase de consolidação e de dar um ‘upgrade’ para um truck de verdade, um caminhão”, diz Schaefer.

Fonte: Estadão PME

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