‘Food trucks’ fazem sucesso em São Paulo

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Por Redação FSN – 19 de março de 2014

Populares em grandes metrópoles no exterior, os “food-trucks” são pequenos caminhões ou vans especializados em servir hambúrgueres, massas, doces, comida japonesa, comida àrabe, salgados entre outros pelas ruas da cidade. Os empreendedores apostam na versatilidade e na maior margem de lucro sem os custos de aluguel e investimento de até R$ 300 mil em um veículo equipado.

Em São Paulo, uma lei aprovada pela Câmara e já sancionada pelo prefeito Fernando Haddad (PT), espera apenas regulamentação, que será divulgada até o fim deste mês pela Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, para entrar em vigor.Até agora, barracas e vans de alimentos atuam de forma irregular na capital paulista. A nova lei deve colocar ordem: os donos dos “food trucks” e das barraquinhas terão de se cadastrar na Prefeitura para conseguir uma licença, saber endereços e horários de funcionamento permitidos, além de se submeterem à fiscalização e pagar impostos. Apesar de todas essas obrigações, empresários e chefs disseram ter grande interesse por esse tipo de comércio. Empresários e franqueados ansiosos apostam em normas simples e acreditam que São Paulo, a capital brasileira da gastronomia, se tornará a metrópole do “food truck”.

 O céu é o limite”, disse o empresário e DJ Alan Liao, de 27 anos, dono do Temaki Navan. O jovem teve a ideia de criar uma van de comida japonesa após viver em Nova York, a “Meca da street food”. “Comia muito na rua. Tinha comida mexicana, coreana, japonesa, churrasco grego, etc”, disse. Para ele, o ritmo frenético de São Paulo e dos paulistanos tem potencial de fazer com que todas essas culinárias deem certo. “Nas cidades grandes, a tendência da população é ter menos tempo de se alimentar em restaurante. Esses veículos surgiram para oferecer comida boa e rapidamente.

Um ponto da nova lei, que é alvo de reclamações, é a limitação de pontos de venda. Ao contrário do que ocorre com os veículos de comida atualmente, cujos donos têm liberdade para escolher os lugares onde vão comercializar seus alimentos, com a nova lei haverá a delimitação do ponto de venda. “Não poderão circular pela cidade. Os locais e os horários serão definidos e publicados no Diário Oficial”, explicou o vereador Andrea Matarazzo.

O ‘food truck’ é baseado em interação com o público. E um restaurante convencional, cliente e chef ficam afastados. O contato direto faz da experiência gastronômica algo mais prazeroso, principalmente para quem faz a comida.

Preços

Para montar um “food truck” ideal, o empresário deve, inicialmente, pesquisar eletrodomésticos compactos e veículos. Vans e kombis são bastante utilizadas e servem bem para alguns tipos de alimentos, como cachorros-quentes, temakis, pastéis, sanduíches e salgados. Comidas mais elaboradas exigem espaços maiores, com mais equipamentos.

Para o DJ Liao, do Temaki Navan, o interessado não deve poupar na hora de comprar o veículo. “Tem que pensar que o carro é a sua empresa. Se para, não é o carro da empresa que deixa de rodar, mas sua empresa que não vai funcionar.” Uma van zero km não custa menos que R$ 100 mil. O valor exclui os equipamentos, que podem variar de R$ 80 mil a R$ 150 mil, segundo especialistas.

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Fonte: Abrasel

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