Flexitarianismo ganha mais espaço

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Flexitarianismo

Negócios de alimentação estão cada vez mais preparados para atender a todos os tipos de dieta

O flexitarianismo tem ganhado cada vez mais espaço não só no Brasil, como também em diversas partes do mundo. Uma das palavras que mais vêm sendo associadas a esse tipo de dieta é equilíbrio.

Segundo os dados da consultoria Lantern, 6,3% de 2000 mil pessoas entrevistadas na Espanha afirmam ser flexitarianas.

Mas, afinal, por que esse tipo de alimentação tem feito tanto sucesso em vários locais do planeta? O que esse conceito compreende? Quais são os seus principais diferenciais? O mercado de alimentação fora do lar está preparado para receber as pessoas que adotam essa dieta?

A Food Service News procurou profissionais para comentarem esse assunto e para falarem mais acerca das particularidades do flexitarianismo.

O que é

Flexitarianismo
“A alimentação flexitariana vem ganhando popularidade – uma transição que parece ser impulsionada por uma combinação de preocupações com saúde, meio ambiente e bem-estar animal”, afirma a nutricionista Luna Azevedo

Lara Taranto é nutricionista e coordenadora de marketing nutricional da Flormel. De acordo com ela, flexitarianismo é “um vegetariano flexível, onde a pessoa reduz o consumo de carne e alimentos de origem animal, mas que, quando der vontade de consumir, ela se permite comer”, relata. “O termo foi criado pela nutricionista Dawn Jackson Blatner”, complementa ela.

A também nutricionista Luna Azevedo, queridinha de celebridades como Yasmin Brunet, Kéfera, Thiago Fragoso, Wanessa Camargo, a dupla Anavitória, Jade Seba, Giselle Itiê, entre outros, destaca que “o termo flexitariano ainda não pode ser encontrado oficialmente nos dicionários de língua portuguesa. Entretanto, foi adicionado ao Oxford English Dictionary em 2014, onde são classificados como aqueles que seguem a alimentação vegetariana na maior parte do tempo, mas que, ocasionalmente, comem algum tipo de carne, ou outros produtos de origem animal”, diz.

Lara Taranto explica que “apesar de haver alguns tipos de vegetarianismo, como ovolactovegetariano, lactovegetariano, vegetariano e vegano, todos têm um ponto em comum: a exclusão total de um ou mais produtos de origem animal da sua alimentação e estilo de vida. No flexitarianismo, não há a exclusão e, sim, a redução no consumo de alimentos de origem animal, onde a frequência nesse consumo – especialmente de carne – passa a ser menor que três vezes na semana”, diz.

Existe, aliás, um movimento crescente dessa prática, segundo Luna Azevedo.

“A alimentação flexitariana vêm ganhando popularidade – uma transição que parece ser impulsionada por uma combinação de preocupações com saúde, meio ambiente e bem-estar animal. Foram encontradas evidências fortes de benefícios para o peso corporal, marcadores de saúde metabólica, pressão arterial e risco reduzido de diabetes tipo 2. Também pode ter um papel importante no tratamento de doenças inflamatórias intestinais, como a doença de Crohn. Para essas doenças específicas, os mecanismos por trás disso ainda precisam ser confirmados, mas especula-se que uma alimentação baseada em vegetais possa ser eficaz para a inflamação intestinal através das ações da fibra alimentar. Contudo, é importante lembrar que todos os tipos de alimentação podem ser mais ou menos saudáveis. Não adianta retirar a carne e substitui-la por alimentos com grande quantidade de açúcar, gordura, sal, esquecendo de priorizar refeições com grande variedade de frutas, vegetais, leguminosas e cereais integrais”, diz.

Lara Taranto aponta que com tanta conscientização relacionada ao meio ambiente e diante de algumas pesquisas que mostram os benefícios de diminuir o consumo de carne, o flexitarianismo tem ganhado muita força com o passar do tempo. “Especialmente pelos ‘simpatizantes’ pelo vegetarianismo, mas que ainda não conseguiram se adaptar a uma dieta mais restritiva”, pontua. “É um modelo híbrido, que permite uma mudança no estilo de vida sem radicalismos”, diz ela.

Quando se trata das principais vantagens, Lara Taranto afirma que “todos os estilos de alimentação têm seus benefícios e devem ser olhados de forma individual. Os benefícios serão observados se a pessoa aderir ao modelo por vontade própria. Em um modelo de alimentação onde não há restrições severas, você permite respeitar suas vontades e fornecer ao seu corpo o que ele lhe pede”, destaca.

Alimentação fora do lar

Flexitarianismo
“ Independentemente do estilo de alimentação, uma coisa é certa: todos buscam saúde, bem-estar e prazer na hora de se alimentar”, afirma Lara Taranto, nutricionista e coordenadora de marketing nutricional da Flormel

Mas, afinal, o mercado de alimentação fora do lar está preparado para receber as pessoas que adotam esse tipo de dieta? De acordo com Lara Taranto, sim. “Com certeza. Hoje vemos vários modelos e exigências alimentares diferentes, e o mercado de alimentação está em constante movimento, se adaptando a várias exigências e particularidades dos consumidores. Independentemente do estilo de alimentação, uma coisa é certa: todos buscam saúde, bem-estar e prazer na hora de se alimentar”, afirma.

Luna Azevedo, por sua vez, destaca que “a cada dia mais, os serviços de alimentação vêm aderindo uma maior variedade de preparações vegetarianas para atender ao crescente grupo de pessoas que adotam esse estilo de vida. Manter uma alimentação flexitariana ou até mesmo vegetariana pode ser igualmente fácil, principalmente se a pessoa for bem orientada e acompanhada por um nutricionista. Assim saberá escolher perfeitamente as melhores opções, realizar as substituições de proteínas animais por proteínas vegetais, bem como incorporar em suas refeições os alimentos que fornecem vitaminas e também minerais como ferro, cálcio e magnésio. O mais importante, não só na alimentação flexitariana, mas em todas, é buscar consumir os alimentos mais naturais e orgânicos possíveis, evitando sempre os industrializados e processados”, afirma.

Flormel
www.flormel.com.br
Luna Azevedo
site.lunanutri.com

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