Eventos: Transformações no food service

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Congresso internacional promovido pela Abia foca as mudanças mercadológicas impulsionadas pelas novas tecnologias

A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) realizou, no último mês de setembro, o 12º Congresso Internacional de Food Service, em São Paulo. O evento teve como tema “O novo food service: o mundo em transformação e as novas fronteiras”. No encontro, foram abordadas as modificações no mercado de serviços de alimentação ocasionadas pela inovação e pelas novas tecnologias.

“É o 12º Congresso que realizamos e, neste ano, tivemos muitas novidades. Nessa edição, a mestre de cerimônias foi a jornalista Priscila Brandão, repórter e apresentadora da TV Globo por 25 anos. Também tivemos a participação especial do jornalista Ivan Moré, ex-apresentador do Esporte Espetacular e do Globo Esporte. Procuramos inovar com o tema e, de acordo com o balanço do evento, acho que acertamos! A pauta ‘tecnologia’ foi e ainda é destaque na imprensa e no mercado de food service e trouxemos esse debate para o congresso. Você percebe que acertou quando olha para o auditório às 17h e vê o espaço completamente cheio”, destaca Daniel Silva, coordenador do Comitê de Food Service da ABIA.

O evento teve recorde de palestrantes, debatedores e patrocinadores, ultrapassando o número 25 empresas. “Vale destacar a importante parceria com o SENAC, com a agência Trame de comunicação e a parceria estratégica com a Arcos Dourados. No foyer, destaque para a Ilha de Tendências, com demonstração de produtos inovadores para o mercado de food service. Já o número de congressistas atingiu a capacidade máxima do auditório, sendo que as inscrições para o evento, pela primeira vez, foram esgotadas antecipadamente”, relata Silva.

Importância

Quando perguntado acerca da importância do evento para o setor, Silva lembra números relevantes do segmento. “As vendas das indústrias da alimentação para o mercado de food service totalizaram R$ 172,6 bilhões em 2018, ou seja, 33% das vendas no mercado interno, segundo dados da ABIA. Além disso, de acordo com o último levantamento feito pelo Departamento de Inteligência e Competitividade da ABIA, o brasileiro gasta cerca de 34,6% de sua renda com o consumo de refeições fora do lar. Só esses números mostram a importância desse segmento para a economia brasileira. O nosso objetivo é mostrar no congresso as melhores práticas internacionais e nacionais do segmento, trocar experiências e promover o networking”, salienta.

Ainda sobre a área de alimentação fora do lar, o profissional frisa que o setor foi impulsionado nos últimos anos pelas tendências de consumo fomentadas por um perfil novo de consumidor.

“As pessoas buscam hoje, e continuarão buscando no futuro, conveniência, praticidade e saudabilidade. Com a evolução da tecnologia e o surgimento dos aplicativos de delivery, o consumidor tem na palma da mão a praticidade de pedir o que quiser, de acordo com o seu estilo de vida, e a conveniência de não precisar se deslocar. Também temos que considerar a nova geração de jovens, que já nasceu conectada e prefere usar a tecnologia para praticamente tudo. A transformação tecnológica garantiu também o acesso a locais que, antes, você tinha que se deslocar para conhecer. Hoje, você tem avaliações dos restaurantes, bares, padarias, entre outros, de forma online, e essa geração avalia a experiência obtida de outros consumidores antes de tomar a sua decisão, e isso favorece tanto as grandes cadeias de food service, como os estabelecimentos de médio e pequeno porte”, avalia.

Acerca dos principais desafios do segmento, Silva destaca o atendimento às novas demandas dos consumidores, “que surgem com uma rapidez impressionante, incluindo valores importantes como sustentabilidade, bem-estar animal e a qualidade nutricional do alimento. A profissionalização do setor também é algo fundamental nessa transformação tecnológica que estamos vivendo na indústria de alimentos como um todo”, afirma.
Silva frisa, ainda, que vai haver cada vez mais o impacto da tecnologia nos serviços de alimentação e fala mais acerca do futuro desse mercado. “Nossa expectativa é que toda a cadeia seja beneficiada com essa transformação tecnológica. O Brasil possui uma malha rodoviária enorme e que precisa de grandes ajustes, e isso impacta na logística de distribuição não só do food service, mas de toda indústria brasileira. A profissionalização do setor, principalmente para os pequenos e médios operadores, e uma integração maior entre todos os elos da cadeia produtiva são desafios que podem ser superados nos próximos anos. Por fim, a concretização da reforma Tributária pode contribuir para desburocratizar processos e facilitar o dia a dia dos negócios, principalmente para os operadores independentes, ou seja, que não fazem parte de nenhuma grande cadeia de serviços de alimentação”, afirma.

Próximos congressos. “Para organizar o congresso, contamos com o Comitê de Food Service da ABIA, que está bem robusto e com expressiva participação de grandes empresas e instituições que atuam no mercado. A nossa expectativa é sempre promover um evento melhor do que o anterior, trazendo o que há de mais novo e relevante do food service no mundo e, dessa forma, ajudando os diferentes players que atuam nesse segmento a encontrar o melhor caminho para o crescimento de seus negócios”, diz Silva.

 

Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA)
www.abia.org.br

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