Estudantes fabricam barras de proteína a base de farinha de grilo

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    Por Redação FSN – 29 de janeiro de 2014

    Greg Sewitz e Gabi Lewis ainda estavam na Universidade Brown quando começaram a produzir barras de proteínas feitas de grilos. Lewis estudava filosofia e tentava seguir uma dieta paleolítica, que consiste em comer o que supostamente comiam nossos ancestrais, habitantes das cavernas, e reduzir ao máximo a ingestão de alimentos processados e açucarados. E Sewitz, estudante de neurociência cognitiva, ele teve uma ideia durante uma conferência na qual um dos oradores falou sobre os insetos como fonte de alimentação sustentável.

    Já Formados e morando em Nova York, eles decidiram transformar o hobby em negócio, e o chamaram de Exo (diminutivo de exoesqueleto). Para começar, os rapazes usaram o site de financiamento coletivo Kickstarter com o intuito de obter US$ 20 mil (R$ 48 mil) e atingiram a meta em três dias.

    Kyle Connaughton, 37, ex-chefe de pesquisas e desenvolvimento do restaurante Fat Duck, na Inglaterra, conhecido pela inovação no campo gastronômico, concordou em ser consultor de culinária da Exo e desenvolveu receitas. A primeira linha de produtos, cujo lançamento está programado para fevereiro no site da Exo, contará com o sabor original de nozes e cacau, além de pasta de amendoim e geleia, e gengibre com castanhas.

    A matéria-prima é a farinha de grilo, uma substância marrom parecida com açúcar mascavo, mas sem gosto. No produto final é misturado amêndoas e tâmaras, para dar liga, e adoçado com mel. A crocância foi obtida por meio da adição de cacau cru em pedaços.

    69% do peso seco dos insetos é constituído de proteína, um peito de frango possui 31% de proteína e um contrafilé, 29%. Os grilos fornecem mais ferro do que a carne bovina e quase a mesma quantidade de cálcio que o leite. A quantidade de metano produzida na criação desses animais corresponde a um oitenta avos da quantidade produzida na criação de gado e a alimentação corresponde a um doze avos dos alimentos usados na criação desses animais, calculados por 100 g. Outra vantagem do produto é a reprodução dos grilos, que além de rápida, dispensa pastagens imensas.

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    Greg Sewitz , Gabi Lewis e seus produtos a base de farinha de grilo.

    Fonte: O tempo.

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