Entre Charles Darwin e os Millennials

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Nos últimos meses, realizamos uma sondagem com algumas dezenas de estabelecimentos de alimentação que abriram suas portas nos últimos dois anos e uma constatação nos chamou a atenção: quase metade deles tem fundadores com idade inferior a 40 anos; na verdade, perto de 35 anos.

Se olharmos alguns outros negócios de formatos mais atuais, como food trucks e food bikes, cervejarias artesanais, hamburguerias gourmet etc, vamos ver uma predominância de sócios mais jovens do que 40 anos também.

Entra em cena uma geração mais preparada, mais descompromissada com histórias e paradigmas de como o varejo e a alimentação se fez no nosso país, mais atenta ao momento, às necessidades e às tendências de mercado, ao mesmo tempo que mais dinâmica e disposta a mudanças, caso mudanças sejam necessárias.

Arrisco dizer que esses empreendedores compensam um pouco menos de maturidade e senioridade com muito mais adaptabilidade e flexibilidade, para criar e se recriar constantemente, e isso me parece ser a nova regra e dinâmica do jogo do food service, como de tantos outros mercados.

Com esse perfil médio lá pelos 30 a 35 anos, vejo esses novos gestores e suas empresas forjando uma geração de estabelecimentos “millennials para millennials”, que é o contorno dos próximos 10 ou 20 anos, aqui, como no mundo.

A conexão e a facilidade em decodificar os novos hábitos e comportamentos e a capacidade de permanente inovação e adaptação não só deverá lhes proporcionar sucesso, como influenciará os outros empresários vencedores, mesmo que de outras gerações.

Como diria Charles Darwin, “o ambiente selecionará características presentes entre indivíduos de uma população, tornando a população mais adaptada”.

E, então, veremos num espaço de tempo relativamente curto, uma nova população de empreendedores da alimentação, mais adaptada e adaptativa, liderando um mercado muito diferente do que conhecemos hoje.

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