Empresa investe no projeto Prato Populare

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O menu indica o prato do dia: no cardápio, arroz, feijão, salada, carne e um refrigerante. Oferecendo refeições a R$ 1,00 para cerca de 300 pessoas por dia em cada unidade, o Sistema Coca-Cola, formado pela Coca-Cola Brasil em associação com 16 grupos fabricantes e 39 fábricas, tem como objetivo oferecer uma refeição saudável e completa à população carente.

A idéia inicial do projeto, de acordo com Eduardo Simbalista, diretor do Instituto Coca-Cola, foi de João Vontobel, fundador da Vonpar, fabricante de Coca-Cola no sul do país que inaugurou um restaurante comunitário em Porto Alegre em abril do ano passado. “É impossível pensarmos a existência de um produto Coca-Cola no mercado dissociado do comprometimento social da empresa e sua efetiva contribuição para o desenvolvimento do Brasil. Por isso, decidimos expandir nacionalmente o projeto ‘Prato Popular’, iniciativa pioneira do nosso fabricante em Porto Alegre”, analisa.

A decisão da Coca-Cola Brasil de disseminar o projeto nascido em Porto Alegre, em conjunto com seus fabricantes, foi anunciada ao presidente Luis Inácio Lula da Silva pelo presidente da empresa, Brian Smith, em agosto do ano passado. No Rio Grande do Sul, o restaurante serve 300 refeições ao dia na hora do almoço para um grupo de pessoas já cadastradas como desempregados, moradores de rua, jovens, idosos, famílias necessitadas e aposentados. O cardápio totaliza uma média de 1.500 calorias e 20 gramas de proteína. O objetivo é que até o fim de 2004, com a expansão, sejam oferecidas em torno de 500.000 refeições.

O diretor explica que, para a implementação do projeto, uma ou mais empresas entram com o investimento financeiro – que será o custo de montagem do restaurante e um custo mensal (despesas com alimentação e manutenção do restaurante). O poder público local também pode participar, cedendo a área para instalação do restaurante. A outra empresa parceira fornecedora de alimentos oferece refeições a preço de custo, propondo-se a trabalhar sem lucro e utilizando, preferencialmente, uma estrutura já existente. Esta empresa também cuida da parte operacional do restaurante e da contratação de colaboradores. Há um acordo no qual a empresa se compromete a fornecer as refeições a preço de custo, com a mesma qualidade que é servida no refeitório do fabricante local. A diferença entre o custo da refeição e o valor cobrado dos usuários é subsidiada pela Coca-Cola e seus eventuais parceiros.

O investimento inicial médio em cada restaurante é de R$ 60 mil na implantação e a sua operação fica entre R$ 12 mil a 16 mil por mês. Não há um critério de escolha pré definido das cidades que abrigarão um restaurante do projeto. A ordem de inauguração depende da costura de parcerias, da disponibilidade dos fabricantes locais, da escolha do local e do estudo das necessidades de cada região, entre outros fatores.

Social

Com um faturamento de R$ 5,5 bilhões por ano, o Sistema Coca-Cola no Brasil investe por ano cerca de R$ 48 milhões em projetos sociais. Como empresa-cidadã, a Coca-Cola desenvolve no país importantes programas como o Programa de Valorização do Jovem, que beneficia 3.600 crianças do ensino fundamental em oito estados.

Já o projeto Restaurante Comunitário Prato Popular nasceu em Porto Alegre numa iniciativa da fabricante local da Coca-Cola. Ao identificar o forte traço de responsabilidade social do projeto, a Coca-Cola, então, decidiu torná-lo nacional, com a participação de todos os seus fabricantes e parceiros.

“O projeto Restaurante Comunitário Prato Popular é uma iniciativa arrojada do Sistema Coca-Cola e está totalmente alinhado com os objetivos do Fome Zero. Estamos aproveitando nossa presença em todos os pontos do país para praticar uma política de responsabilidade social de grande difusão. Neste ano, com a inauguração dos próximos restaurantes, iniciando a expansão do projeto, estaremos reforçando nosso compromisso com o Brasil que transcende a venda de nossos produtos. Como empresa-cidadã, a Coca-Cola quer ser parceira do governo brasileiro na busca de soluções também nas questões sociais”, afirma Simbalista.

Experiências

O último restaurante inaugurado pela Coca-Cola foi na capital mineira, em Belo Horizonte, que também oferece cerca de 300 refeições diárias a R$ 1,00 à população carente. “Com a inauguração do restaurante de Belo Horizonte reforçamos nosso compromisso assumido com o Brasil, como empresa cidadã que somos, sendo parceira do governo”, relata o diretor.

“Ser um dos pioneiros na expansão do projeto é motivo de muito orgulho e entusiasmo para a Refrigerantes Minas Gerais, que mais uma vez se faz presente em projetos sociais da comunidade em que atua, reafirmando seu papel de empresa cidadã: uma característica marcante ao longo dos mais de 50 anos de nossa história”, afirma o diretor superintendente da Remil,

Ricardo Botelho.

Na seqüência do cronograma de expansão, será inaugurado o restaurante comunitário de Manaus (Amazonas). As próximas cidades brasileiras a serem beneficiadas pelo projeto serão Jaboatão dos Guararapes (Pernambuco), João Pessoa (Paraíba) e Fortaleza (Ceará).

O restaurante comunitário de Belo Horizonte, que já conta com certificação de qualidade, funciona de 11h às 13h, no Mercado Municipal da Lagoinha, área cedida pela prefeitura que também custeou as obras de recuperação. A Remil, fabricante da Coca-Cola em Minas Gerais, patrocina o custo mensal de operação do restaurante a cargo da Sodexho que está entrando com refeição a preço de custo. A Prefeitura da cidade está cedendo ainda estagiários que farão o trabalho de mapeamento e cadastramento dos usuários, entre eles catadores de lixo. As atividades do restaurante tiveram sua qualidade validada pelo TUV do Brasil, empresa especializada em concessão oficial de certificação de qualidade.

Em Porto Alegre, o restaurante, em experiência piloto, já serve 320 refeições ao dia para um grupo de pessoas já cadastradas. O Prato Popular em Porto Alegre conta com a parceria da empresa Puras do Brasil, responsável pela elaboração dos pratos preparados diariamente na cozinha industrial da Vonpar e transportados para o restaurante em containeres térmicos. A Vonpar efetuou o credenciamento das pessoas que se enquadram no perfil para freqüentar o Prato Popular. Todos receberam uma carteirinha de acesso ao local.

 

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