Empresa fatura fabricando food trucks

Para customizar um veículo, o preço varia de R$ 40 mil a R$ 320 mil

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Com o crescimento constante dos food trucks, que deixaram de ser sinônimo de comida barata e de qualidade inferior, chefes de cozinha já investem em versões de seus estabelecimentos sobre rodas.

Ter um food truck virou também uma oportunidade para quem fabrica os carros, como é o caso da Bumerangue Reboques, especializada em adaptar trailers, kombis e outros veículos para negócios sobre rodas.

A empresa foi fundada em 1987, na capital paulista, e Celso de Oliveira, 40 anos, comanda o negócio com o irmão, Evandro. Ele também atua como vice-presidente da Associação Paulistana de Comida de Rua. Oliveira já produzia os veículos sobre demanda e customizados antes da onda dos foos trucks. “Eu já fazia alguns veículos para algumas marcas que faziam ações promocionais como Ambev, Pepsico, e eram bem personalizados”, explica.

Antes da lei que mudou as regras da venda de comida de rua, em média, ele entregava seis veículos por mês. Hoje, já aumentou para nove e até o final desse ano, o empresário quer dobrar a produção.

Com uma equipe de 18 pessoas, ele teve que contratar mais gente por conta do aumento dos pedidos – atualmente, a empresa tem cinco meses de espera para fazer um food truck. “Desde o projeto de lei, a demanda já tinha começado a crescer. De dezembro para cá, os pedidos aumentaram 150%”, conta.

Para customizar um veículo, o preço varia de R$ 40 mil a R$ 320 mil. O valor depende do tipo do veículo e se necessitará de uma cozinha industrial ou não. “São até 50 itens que compõem o orçamento do carro”, explica Oliveira. As adaptações podem levar de uma semana a três meses, dependendo das exigências. Todas as adaptações são feitas de acordo com a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e homologadas pelo Inmetro e Denatran.

Oliveira conta que os primeiros projetos eram mais customizados, e hoje a linha de produção está mais padronizada. “Para aumentar a produtividade, ter peças no estoque ajuda na padronização”, diz Oliveira. Apesar do crescimento, o empresário acredita que há um período de euforia que deve se estender nos próximos anos. A Bumerangue atende clientes de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Hoje, os food trucks podem ser encontrados em feiras, festas e food park, sempre dentro de espaços fechados, mas a expectativa é de que eles possam ir para a rua. “Como empresário e como vice-presidente, espero que a prefeitura reveja os pontos de comida de rua. Tem muitos lugares com carência de pontos de venda na rua e que conseguiriam encaixar essa demanda”, afirma Oliveira.

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Fonte: Exame.com

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