Em busca de modelos organizacionais para o food service

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Os gestores podem usar modelos, metáforas e imagens para a análise de suas empresas visando facilitar o estabelecimento de objetivos, estratégias e práticas. Em uma síntese de vários autores dentro do tema, coloco aqui algumas abordagens de diferentes visões para análises organizacionais.

As empresas vistas como máquinas são aquelas as quais os gestores tendem a gerenciá-las e a planejá-las como compostas de partes interligadas, cada uma com uma função definida no funcionamento do todo. Algumas vezes, isso pode ser muito eficaz; outras vezes, pode ser uma visão única e limitante da realidade.

A visão como organismos nos leva a ver os tipos de organizações como pertencentes a diferentes espécies, sendo que estas se adaptam aos diferentes ambientes. Coloca-se aqui a visão de ciclo da vida, e assim o entendimento de como nascem, crescem, se desenvolvem, declinam e morrem as empresas.
As organizações analisadas como cérebros colocam a atenção no processamento da informação, aprendizado e inteligência; oferecendo uma estrutura para a compreensão e a avaliação das modernas organizações com base tecnológica. Essa abordagem oferece também um conjunto de fundamentos para a criação de organizações que aprendem continuamente.

Outra forma de análise importante coloca que muitas empresas são culturas próprias, ou seja, também possuem significados comuns, esquemas representativos que criam e recriam sentidos. Esse enfoque oferece uma forma de gerir e planejar organizações reconhecendo os valores comuns, ideias, crenças, rituais e significados compartilhados guiam as pessoas ali presentes.

Uma visão mais abstrata coloca a ideia de que as organizações são algumas vezes tipos de prisões psíquicas, onde as pessoas se tornam prisioneiras de seus pensamentos, ideias e crenças inconscientes. Essa imagem convida-nos a examinar a vida organizacional pelos processos cognitivos criados pelas pessoas e como eles são desenvolvidos. De certa forma, uma abordagem que mostra o campo promissor da psicanálise organizacional.  Assim, os diferentes modelos de análise das organizações nos oferecem muitas ideias sobre os aspectos dinâmicos da gestão atual. Ressaltamos que essas classificações chamam a atenção para as necessárias bases éticas, os aspectos humanos e psicológicos presentes em todos os negócios, inclusive nas diferentes empresas do food service. Já parou para pensar qual desses modelos representa a sua empresa?

Prof. Dr. Rogério Stival Morgadograduado, mestre e doutor pela USP;professor universitário de extensão, graduação e pós-graduação; desenvolve assessoria de gestão e treinamentos em diversas empresas.E-mail para contato: rsmorgado@uol.com.br

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