Eficiência Energética

Menos gastos, maior produtividade a eficiência energética é tendência em edificações imobiliárias

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Pensando em melhorar a produtividade dos clientes de forma mais rentável, diversos empreendimentos imobiliários têm investido em opções que valorizam a eficiência energética. Esse conceito está vinculado com a capacidade de oferecer uma energia mais produtiva aos clientes e com maior economia.

Alguns equipamentos já vinham sendo produzidos com esse conceito, conforme as pessoas já conhecem através das etiquetas do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel). O programa foi criado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e executado pela Eletrobrás em 1985. As ações do Procel envolvem a conscientização dos consumidores quanto a bons hábitos e conhecimento sobre o consumo de energia.

Os equipamentos monitorados pelo Procel visam estimular o desenvolvimento de produtos mais eficazes na indústria brasileira. Já o setor de edificações está diretamente relacionado com o setor de construção civil, em prédios, casas e pontos comerciais. A entidade possui uma série de recomendações voltadas para esse segmento e simuladores. Agora, as construções também ganham o reconhecimento de acordo com sua eficiência energética.
Nas empresas de food service, um prédio que consome menos energia de forma eficiente vai resultar em maior produtividade, pagando um valor menor por isso. Além de contribuir para melhores práticas ambientais, esses empreendimentos podem resultar em fatores positivos diretamente no bolso dos clientes.

Primeiro

O primeiro prédio brasileiro a receber a etiqueta A do Inmetro em eficiência energética está localizado em Niterói, no Rio de Janeiro. O edifício foi feito com aquecimento de água a gás LP. O empreendimento Essence foi certificado, possuindo apartamentos de quatro quartos e quatro banheiros, além da cobertura. A construção terá água aquecida a gás nas duchas para banho e nas torneiras do banheiro e da cozinha.

A etiqueta A representa o nível máximo de eficiência energética. O uso de gás LP foi um dos fatores cruciais para que o empreendimento pudesse receber a classificação. Já o projeto do empreendimento, no entanto, deve receber o selo B, tendo em vista que o aquecimento é apenas um dos pontos determinantes para a classificação de eficiência.

A consultora Mônica Walker, que orientou a construtora durante o processo, conta que os selos A e B consomem entre 30% a 50% menos energia. “Vale ressaltar também que 80% do custo de uma edificação estão relacionados ao período de uso, por isso é importante economizar em energia”, afirma Monica. Ela acrescenta que essa preocupação tem sido crescente nos países desenvolvidos. “Em Portugal, por exemplo, nenhuma corretora consegue vender imóveis se não forem etiquetados”, pontua Monica.

O gerente da construtora Fernandes Maciel, Marcelo Barrozo, afirma que a eficiência deverá ser determinante na hora da comprar um imóvel. “Acredito que, à semelhança do que acontece com eletrodomésticos, o nível de eficiência energética dos empreendimentos novos também passará pela avaliação do consumidor, que não tende mais a ver só o preço”, explica. De acordo com ele, a escolha pelo gás LP levou em conta a segurança, o custo e eficiência oferecidos.

Parceria

Nesse processo, a Supergasbras teve importância como parceira da Construtora Fernandes Maciel. A empresa foi responsável por estruturar a solução energética do prédio, com o fornecimento de Gás LP, fornecidos e monitorados pela Supergasbras. A empresa também disponibilizou os aquecedores adequados e medidores para cada apartamento. Ao entrar no projeto da construtora, a Supergasbras avaliou que seria uma boa oportunidade de mostrar a importância do gás LP como fonte de energia limpa.

eficiência energética
Ricardo Tonietto, Gerente de Relações Institucionais da Supergasbras, conta sobre a parceria com a construtora Fernandes Maciel

“Com o abastecimento com Gás LP para aquecimento de água e cocção de alimentos, os clientes só pagam pelo que consomem, com uma prestação de serviço transparente para o consumidor. Além disso, é uma solução ambientalmente sustentável. Sempre acreditamos que com o Gás LP a construção alcançaria o melhor nível de eficiência energética e ficamos gratificados de participar dessa conquista”, explica Ricardo Tonietto, Gerente de Relações Institucionais da Supergasbras. O profissional também acrescentou que, ao utilizar o Gás LP no aquecimento de água, o consumidor tem um ganho econômico direto além de um ganho adicional na alíquota da conta de energia, pois se o cliente reduz seu consumo de energia elétrica, gastando menos de 300kwh no mês, ele paga menos 11% de ICMS.

O uso de gás LP também foi estudado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP). O estudo “Comparativo entre Alternativas Energéticas em Usos Finais” fez uma análise entre as principais fontes de energia para aquecimento de água, em relação aos custos de operação e infraestrutura.

De acordo com a pesquisa, o gás LP apresentou melhores resultados em relação ao custo-benefício, comparado com a eletricidade. Em um edifício comum, os custos com o gás LP são menores. Para incrementar o sistema de aquecimento, o custo adicional foi de 41% para suportar um equipamento elétrico de 5 mil wats, em comparação com os custos de redes hidroelétricas e de gás, utilizando um aquecedor de passagem.

Essa pesquisa afirma que se o custo com o gás LP (R$/kg) foi maior que 10 vezes do custo com energia elétrica (R$/kW), o gás LP continua sendo mais econômico.

Efeito cascata

O Grupo Thá, conhecido pelos seus empreendimentos imobiliários, também tem colocado soluções cada vez mais rentáveis na construção de seus empreendimentos. De acordo com Lucas Miara, engenheiro de instalações na empresa, durante o processo de produção sempre são buscadas soluções mais eficientes para oferecer aos clientes. Durante esse processo, nem sempre a eficiência está relacionada com a fiação. “Muitas vezes esse estudo não é somente a busca de um melhor equipamento. Na construção civil, muitas vezes, temos um efeito cascata. Exemplo: A escolha de um vidro mais moderno pode reduzir a carga térmica internamente, com uma carga térmica menor, podemos otimizar o ar-condicionado e escolher um aparelho que tenha um consumo menor de energia”, ressalta Miara.

Para auxiliar na economia, os funcionários posteriores desses empreendimentos têm grande importância nesse processo. “Hoje, os empreendimentos entregues pelo Grupo Tha buscam eficiência no desenvolvimento dos projetos e na instalação das áreas comuns. Estamos buscando o uso de lâmpadas de led, elevadores com drive regenerativo, bombas de alta eficiência etc. Aliado a isso, é muito natural encontrarmos síndicos e administradores de prédios mais antigos nos procurarem para auxiliar no Retrofit de instalações, buscando soluções para redução de custos”, explica Lucas.

Porém, as construtoras têm papel fundamental na eficiência desses empreendimentos. De acordo com o engenheiro de instalações, as empresas devem ficar atentas às tendências e ao mercado de engenharia. “A empresa construtora tem a obrigação de ter um grande conhecimento de produtos e soluções de mercado. E também entendemos que a instalação e escolha de um produto diferenciado devem ser feitos por uma construtora renomada no mercado”, explica.

De acordo com Miara, a empresa visa disponibilizar a maior quantidade de bombas hidráulicas de alta eficiência, lâmpadas de LED em áreas comuns do prédio e elevadores com menor uso de energia. A empresa também vai implementar energia solar em breve.

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