Economia: Mania entre os brasileiros

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Mania entre os brasileiros

Anéis de cebola já fazem parte da linha de petiscos de grandes marcas de alimentos

Cebola, farinha, manteiga, sal e óleo. Esses são os principais ingredientes usados para preparar anéis de cebola, aperitivos apreciados há décadas nos Estados Unidos, Inglaterra, Canadá e Austrália. Nos últimos tempos, a receita estrangeira também conquistou o paladar dos brasileiros e, com isso, passou a fazer parte da linha de petiscos de grandes marcas de alimentos nacionais e/ou atuantes no país.

Comercialização

Victoria Gabrielli
“Nosso objetivo é oferecer opções saborosas, práticas e rentáveis para os restaurantes”, diz Victoria Gabrielli, gerente de marketing e trade marketing da McCain

De olho nessa nova mania dos brasileiros de consumir anéis de cebola como aperitivo, a McCain, líder mundial no processamento e venda de batata pré-frita congelada, lançou anéis de cebola para o mercado varejista brasileiro no início de 2017 e, há sete anos, comercializa o produto para o segmento food service.

De acordo com Victoria Gabrielli, gerente de marketing e trade marketing da McCain, os anéis de cebola da empresa são importados dos Estados Unidos e Europa e, por questões estratégicas, a formulação do item é sigilosa. “A McCain é reconhecida mundialmente por fabricar produtos que são compartilháveis e que estimulam a interação entre as pessoas. Nosso objetivo é oferecer opções saborosas, práticas e rentáveis para os restaurantes. Características evidentes nos nossos anéis de cebola”, diz a gerente.

Atualmente, a McCain oferta duas versões de anéis de cebola aos brasileiros, sendo os íntegros cortados e empanados e os pré-formados e empanados feitos a partir de massa de cebola. “Ambas podem ser preparadas na fritadeira ou no forno, oferecendo mais praticidade e flexibilidade no preparo. Possuem um sabor equilibrado, empanamento crocante e a qualidade McCain já conhecida pelos restaurantes”, garante Gabrielli.
Gabrielli ainda revelou à reportagem que, atualmente, os anéis de cebola representam mais de 70% do volume de vendas dos produtos McCain categorizados como aperitivos. “O produto faz muito sucesso entre os frequentadores de bares e hamburguerias, que buscam opções de aperitivos que possam ser compartilhados e que combinem com drinks alcoólicos. Eles fazem sucesso porque são uma opção tão democrática quanto a batata frita para o consumo, além de serem versáteis e deliciosos”, avalia.

Ítalo Ventura
“O produto faz parte das opções do canal food service e responde a demanda gerada pela tendência no aumento da frequência em que as pessoas consomem alimentos fora de casa”, pontua Ítalo Ventura, coordenador de novos negócios Pif Paf

Outra marca com forte atuação na comercialização de anéis de cebola para os brasileiros é a Pif Paf, que é a maior empresa do setor de alimentos congelados do Estado de Minas Gerais. A marca importa e vende os anéis de cebola desde 2014. Ítalo Ventura, coordenador de novos negócios Pif Paf, explica que o produto “complementa o portfólio da empresa e amplia o escopo de atendimento no canal food service. Há também uma crescente demanda do produto comercializada em embalagem para o varejo, permitindo o consumo domiciliar”.

Os anéis de cebola Pif Paf são empanados, pré-fritos e congelados, estando disponíveis em embalagens de 400 gramas e de 1 quilo. “O produto é único, não há diferença que não seja o tamanho das embalagens. Os anéis de cebola Pif Paf são elaborados a partir de cebolas cortadas em forma de anéis, empanadas com uma leve camada de farinha de rosca já temperada, pré-fritas. Estão sempre fresquinhos e crocantes. Usamos ingredientes de qualidade e cuidadosamente selecionados, o que facilita o momento do preparo, que pode ser assado ou frito. O tempero exclusivo proporciona um sabor único e diferencia o produto no mercado”, ressalta Ventura.

Ainda de acordo com o coordenador de novos negócios, desde o lançamento, as vendas dos anéis de cebola Pif Paf apresentam um crescimento médio de 20% ao ano. “Nossa expectativa para 2019 é manter esse crescimento. O produto faz parte das opções do canal food service e responde a demanda gerada pela tendência no aumento da frequência em que as pessoas consomem alimentos fora de casa”, ressalta.

Consumo: perfil e mercado

Para Gabrielli, da McCain, a melhor forma de consumo dos anéis de cebola é como aperitivo e com o acompanhamento de molhos. Ela também lembra que existem outras variadas formas de degustação do item, como no hambúrguer, saladas, entradas, entre outros. “Por serem produtos pré-fritos, eles devem ser consumidos de forma a manter uma dieta equilibrada”, indica.

Segundo a gerente de marketing e trade marketing, a McCain avalia o atual mercado de fabricação e comercialização de anéis de cebola no Brasil como promissor. “Ainda há muita oportunidade para expansão do consumo de anéis de cebola no Brasil, principalmente quando olhamos para fora do eixo Rio de Janeiro-São Paulo. No entanto, vemos, cada vez mais, a busca por opções diferenciadas de petiscos, principalmente os que tenham alguma proteína, como os empanados de queijos”, pondera.
Ventura, da Pif Paf, aconselha que os anéis de cebola sejam degustados em porções, como manda a tradição dos petiscos. No entanto, ele partilha que a “sensorialidade pode ser aumentada quando servidos com molhos ou como acompanhamento em refeições, muito utilizado por restaurantes e self-service”.

Para o coordenador de novos negócios da marca, o perfil de consumidor de anéis de cebola “é amplo devido à presença desse produto nos domicílios, que atinge o público familiar. Muito utilizado como petisco em bares e restaurantes, sendo consumido predominantemente por adultos nos momentos de happy hour. Para o ano de 2019, estão previstas novas embalagens para os anéis de cebola Pif Paf com layout moderno e que otimizam sua apresentação no ponto de venda e destacam os diferenciais do produto para o consumidor final”, partilha.

Em relação ao mercado, Ventura ressalta que os anéis de cebola já fazem parte das opções do canal food service. “No Brasil, a tendência é de expansão porque a rotina nos grandes centros direciona o consumidor a realizar refeições fora de casa. A tensão no trabalho faz com que as pessoas busquem no happy hour um momento de descontração, propiciando novamente o consumo do produto. Em casa, a praticidade será o principal benefício para tornar o produto cada vez mais presente nas listas de compra das famílias”, analisa.

Origem

A origem exata dos anéis de cebola é desconhecida. Porém, nos Estados Unidos, Inglaterra, Canadá e Austrália, o prato é chamado de onion rings, e o seu consumo é bastante comum.

Uma das hipóteses mais divulgadas é que o petisco foi criado pelo norte-americano Royce Hailey, na década de 30, após ele ou um de seus cozinheiros ter deixado cair algumas rodelas de cebola, que seriam usadas para preparar um sanduíche, em uma tigela com farinha. Com isso, o norte-americano, também criador do sistema de drive-thru em 1931, teria retirado as cebolas do recipiente e, quase que instintivamente, mergulhou-as na fritadeira com óleo quente para ver no que dava.

De acordo com Ventura, da Pif Paf, a marca também desconhece a real origem dos anéis de cebola, apesar de ter certas referências sobre seu surgimento. “Uma receita para o French Fried Onions apareceu no Middletown, New York Daily Times, em 13 de Janeiro de 1910. Um requerePif Pafnte da invenção do anel de cebola é a cadeia de restaurantes Kirbys Pig Stand, fundada em Oak Cliff, Texas, nos Estados Unidos, no início dos anos 20. A outrora próspera cadeia, cujo auge na década de 1940 viu mais de 100 locais nos Estados Unidos, também afirma ser o originador do brinde ao Texas. Em 1993, uma receita apareceu em um anúncio de Crisco no The New York Times Magazine, no qual os anéis de cebola foram fritos e mergulhados em leite e, em seguida, dragados em farinha”, conclui.

McCain
www.mccain.com.br
Pif Paf
www.pifpaf.com.br

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