E o que será de 2022,afinal?

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E o que será de 2022,afinal?

O ano começa com sinais de crescimento e otimismo maiores do que em 2020 e 2021, e o investimento no setor food service é mais palpável na busca de melhores resultados

O ano de 2020 foi bastante desafiador. O aparecimento e a rápida propagação mundial de um vírus altamente letal afetaram em cheio a saúde brasileira e internacional e impactaram duramente a economia do mundo.

Em 2021, houve a continuidade da pandemia e variantes do vírus, porém com o alento da vacina que diminuiu consideravelmente o número de casos graves da doença e de mortes.
E para 2022? O que o Brasil e o mundo aguardam neste ano? O que as empresas do food service esperam encontrar nesse setor que também foi amplamente atingido com a pandemia de Covid-19? Quais são as perspectivas para o ano que se inicia?

2022 mais previsível e com maior otimismo

“Acredito que teremos um 2022 mais previsível e com maior otimismo comparando-se com o início de 2021, quando não sabíamos sobre as vacinas e em qual ritmo de vacinação estava. Temos agora muito mais informação. E o setor de food service é positivamente impactado. O segmento de alimentação começa a ter um vetor da volta do consumo fora de casa e mudança de hábitos. Não deveremos ter um esplendor econômico no próximo ano e, certamente, teremos impactos das instabilidades e incertezas políticas, mas comparado com 2020 e 2021 é um cenário onde para os empresários haverá maior clareza e situações administráveis”, destaca o especialista em tecnologia, inovação e tendências Arthur Igreja.

Sobre os reflexos da pandemia, Arthur Igreja comenta que de maneira alguma ficaram para trás. “Os efeitos da pandemia são duradouros e profundos. Acredito que em termos econômicos é um arco mais longo do que se imaginava – a questão dos empregos e da renda preocupa muito. Os efeitos da pandemia, do ponto de vista sanitário, ainda afligem países onde a vacinação não avançou, porém, contamos com uma visão moderada e otimista, com chances de melhora para que a pandemia se torne uma endemia melhor controlada e tratada”, diz ele.

Muito esperançosos em 2022

E o que será de 2022,afinal?
O especialista Arthur Igreja acredita que o país terá um 2022 mais previsível e com maior otimismo comparando-se com o início de 2021

Felipe Meciano, sócio e fundador da franquia Best Gourmet Club, aplicativo de assinatura que dá acesso ao clube de descontos nos melhores restaurantes de cidades brasileiras, afirma que as perspectivas para 2022 são ótimas.

“Nossa empresa nasceu durante uma crise econômica no ano de 2015, onde o poder de compra do público ficou reduzido, e os restaurantes parceiros estavam lutando contra a grande evasão de clientes. Hoje enfrentemos uma retomada, uma reconstrução do segmento gastronômico, portanto o cenário vem de encontro com o nosso negócio. O clube de assinatura está em ascensão e presente em vários segmentos, no caso do Best Gourmet veio para solucionar esse problema que novamente enfrentamos no mercado de alimentação”, afirma.

Para Felipe Meciano, os reflexos da pandemia ainda não ficaram totalmente para trás. O sócio fala que os clientes ainda estão inseguros sobre a condição financeira. “Já os restaurantes sentem muito o aumento do preço dos insumos, onde não conseguem repassar totalmente esse aumento para o consumidor final”, complementa.

A liberdade e flexibilidade da ferramenta do Best Gourmet Club resultaram na boa parceria com os restaurantes na pandemia por ser um meio de comunicação objetivo. Por meio dessa ação direta, Felipe Meciano salienta que os clientes tinham as atualizações das mudanças de horários e atendimento em tempo real conforme os acontecimentos e decisões dos decretos de isolamento, assim como as adaptações que os restaurantes estavam passando com mudanças de cardápio e métodos de atendimento devido aos novos comportamentos de consumo dos clientes.

“Como somos um modelo digital e home based (atuação profissional baseada em casa), o franqueado local não necessita de funcionários, e por ser um modelo tão dinâmico conseguimos acompanhar as mudanças necessárias que o momento nos exigia. Para enfrentar ainda esse momento investimos rotineiramente em marketing, para expor as qualidades do projeto da rede, que surgiu no mercado exclusivamente para sanar esses dois problemas, o consumidor com baixo poder aquisitivo e restaurantes necessitando de aumento de fluxo e faturamento”, afirma.

A empresa acredita que haverá maior recuperação e crescimento em 2022. Já no fim do ano passado, a Best Gourmet Club conseguiu sentir um crescimento das vendas. A meta é mudar o cenário gastronômico de muitas cidades por todo Brasil ainda em 2022. Até hoje, no aplicativo, já são contabilizados mais de 900 restaurantes parceiros, mais de 30 mil assinaturas, e gerados R$ 1,5 milhão em economia para os clientes, e para os restaurantes parceiros um faturamento médio três vezes maior. Há, atualmente, unidades ativas em 11 cidades e nove estados brasileiros.

Investimentos

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Sthefano Linguanotto, da Bombay, diz que a empresa quer crescer mais de 100% em todas as suas frentes de atuação

Em 2022, a Bombay almeja crescer mais de 100% em todas as suas frentes de atuação. Empresa idealizada para atender a demanda de especiarias e pimentas de alta qualidade, o CEO Sthefano Linguanotto conta que, embora muitas pessoas tenham começado a fazer as refeições em casa e a utilizar cada vez mais os produtos da Bombay, a alta do dólar e a inflação, em tendência de alta, impactaram e ainda impactam no custo das importações de matéria-prima e embalagens. “Mesmo assim, a Bombay não repassou aumento do preço de venda em nenhum produto no ano passado”, salienta o CEO.

A marca Bombay é 100% brasileira e pode concorrer em termos de qualidade frente a frente com marcas estrangeiras, segundo Sthefano Linguanotto. “E isso agrada os nossos clientes que são grandes fãs da marca e é neles que pensamos quando vamos criar ou vender algum determinado produto, implantar lojas ou fazer ações agressivas nos pontos de venda. Estas são as nossas ações aos consumidores mesmo na pandemia”, diz ele.
Para o CEO, empreender no Brasil não é fácil, mas acredita muito no país. “O risco fiscal elevado, incerteza política em ano eleitoral, inflação alta, juros em dois dígitos, rupturas na cadeia de suprimentos, desaceleração da economia global, acabam elevando a taxa do dólar e a inflação a níveis que prejudicam o poder de compra do consumidor final.

Acreditamos que neste ano, por ser um ano eleitoral, será mais desafiador e que a recuperação do mercado deve ser mais gradual, dificultando o crescimento via consumo, e os investimentos serão mais desafiadores com juros mais elevados. Por outro lado, a Bombay ainda não explorou diversos canais que estão na pauta para 2022 e projetamos ter um movimento contrário ao mercado, mesmo com esse cenário desafiador”, avalia.

A Bombay vai investir pelo menos 10 milhões de reais em várias frentes como canal do varejo, canal de food service e online. Atualmente, a marca tem mais de 400 produtos diferentes e trabalha com restaurantes, escolas de gastronomia, hotéis, supermercados e marcas alimentícias no Brasil inteiro.

Crescimento em 2022

“Acreditamos na capacidade do nosso time em dar continuidade no plano de expansão e melhoria de performance das lojas. Mas enxergamos desafios importantes sob o ponto de vista macroeconômico”, diz André Rodrigues, CEO do Grupo Z+, holding de franquias no segmento de alimentação ao qual pertence a Fábrica de Bolo Vó Alzira, operando em 23 estados em mais de 500 PDVs.

E o que será de 2022,afinal?
“Acreditamos na capacidade do nosso time em dar continuidade no plano de expansão e melhoria de performance das lojas”, diz André Rodrigues, CEO do Grupo Z+

A pandemia demonstrou como o negócio de alimentação é resiliente, de acordo com André Rodrigues. “Nossos produtos demonstraram muita aderência ao canal delivery, onde tivemos crescimento importante. Aproveitamos para digitalizar ainda mais a empresa, reforçando nossa área de BI (Business Intelligence) e direcionando a verba de marketing para marketing digital e ações de trade nas plataformas de delivery. A pandemia ainda não passou integralmente. Ainda temos resquícios em centro empresariais e educacionais. Esses setores ainda não retomaram na sua integralidade as atividades presenciais”, destaca.

Sobre o cenário atual brasileiro, o país não muda na visão do CEO do Grupo Z+. Para ele, sempre foi um cenário difícil para se empreender, mas até por isso reserva bons prêmios de risco para quem acertar. “Sem dúvida essa inflação persistente que vem resultando em uma rápida elevação da taxa de juros deve atrapalhar em alguma escala os investimentos e consumo para o ano atual. Mas acredito que em médio prazo esse câmbio recua para um patamar de 4,50% e a taxa de juros para algo mais próximo de 7%. Está sendo precificado o fim do Brasil, o que não acredito. O Brasil tende a reverter a média, e após a definição das eleições de 2022, seja esquerda, direita ou centro, creio que existirá uma postura mais equilibrada de qualquer um que assumir, pois não há espaço para radicalizar mais”, diz.

Independentemente do cenário, André Rodrigues crê na capacidade do seu time em realizar os projetos estratégicos e entregar um crescimento no negócio. “Temos um plano de expansão robusto (mais de 180 lojas distribuídas pelas marcas) e um pipeline (funil de vendas) de aquisições interessantes. Devemos entregar um bom crescimento orgânico e inorgânico em 2022”, afirma.

Confiança

“Estamos muito confiantes num 2022 positivo para o nosso mercado, com muitas novidades e um renascimento dos bares, comemorações e eventos”, conta Veridiana Carvalho, Head de Bombay Sapphire para América Latina e Caribe.

E o que será de 2022,afinal?
Veridiana Carvalho, do Grupo Bacardi, diz que já se pode pensar em um cenário muito melhor em 2022

Atualmente, o Grupo Bacardi é detentor das marcas Bacardí, Bombay Sapphire, Martini, Grey Goose, Dewar’s, Tequila Patrón e Cachaça Leblon e vende mundialmente em torno de 240 milhões de garrafas por ano. Veridiana Carvalho diz que com toda a população vacinada, acredita que já pode pensar em um cenário muito melhor em 2022, pois além de as pessoas voltarem aos poucos a frequentar bares, restaurantes e eventos, os consumidores já estão mais familiarizados com o preparo de drinks em casa, algo que se acelerou muito durante a pandemia.

“O nosso maior aprendizado foi ter a prova que, independentemente do cenário em que estivermos, é possível encontrar novos caminhos e soluções. Precisamos estar sempre preparados e abertos a fazer mudanças de rota para se adequar a novas realidades. Reforçamos ainda mais a importância de ações sociais e iniciativas que atendam à nossa comunidade e vamos continuar a ter essa troca para entendermos suas necessidades, a fim de descobrirmos como podemos ajudar e estarmos sempre conectados”, diz Veridiana Carvalho.

Para apoiar os profissionais de bares durante o período de pandemia, o Grupo Bacardi promoveu webinars de capacitação a fim de ajudá-los a profissionalizar a imagem nos canais digitais e fortalecer a categoria dentro de uma nova lógica de atendimento ao consumidor, focado no consumo de drinks em casa. Além disso, também lançou o Programa de Apoio Emocional e Acolhimento, iniciativa online e gratuita, estruturada para oferecer atendimento psicológico a esses profissionais durante o isolamento social.

“Fora isso, desde o início da pandemia, tivemos a preocupação de nos mantermos próximos aos nossos consumidores, portanto, contamos com a ajuda de nossos bartenders e embaixadores de marcas, que criaram e divulgaram inúmeras receitas de drinks em nossas redes sociais”, conta Veridiana Carvalho.

Passado, presente e futuro do food service

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Sergio Molinari, professor da ESPM, diz que para falar de 2022 é importante dar dois passos atrás e entender a trajetória do food service nos últimos tempos

Sergio Molinari, professor dos cursos sobre Gestão Estratégica de Food Service na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), diz que para falar de 2022 é importante dar dois passos atrás e entender a trajetória do food service nos últimos tempos.

“Em 2019, tivemos o maior faturamento do food service em todos os tempos, superando os R$ 460 bilhões de vendas ao consumidor. Na entrada de 2020, com uma expectativa de crescimento do PIB na casa de 2,2% e com mais de 94 milhões de brasileiros ocupados e em crescimento, a expectativa é que o food service deveria crescer na casa de 5% em termos reais (descontada a inflação), o que levaria a um novo recorde do mercado.

Entretanto, com a pandemia, todo o quadro se transforma totalmente em 2020: o PIB caiu dramaticamente (4,1%), a população ocupada chegou a bater apenas 82 milhões de brasileiros, inúmeras restrições de funcionamento marcaram boa parte do ano, da mesma forma que a maior crise de confiança do consumidor foi jamais vista. Com tudo isso, o setor de alimentação fora de casa teve uma queda nominal na casa de 24% e real (descontada a inflação) de 28%, a maior queda jamais registrada no mercado em todos os tempos, inclusive, com o fechamento de aproximadamente 20% dos estabelecimentos do setor durante aquele ano”, relata.

Pelo fato de passar por uma retração tão dramática em 2020, era de se esperar algum nível de recuperação em 2021. Além disso, o professor da ESPM explica que há de se considerar também que, à medida que a pandemia de Covid-19 regride no país e que a imunização da população avança, as condições de confiança do consumidor avançam e o funcionamento do mercado se normaliza, contribuindo para a recuperação.

“E, estruturalmente, esta recuperação, particularmente a partir do mês de Maio/21, é embalada por um crescimento do PIB na casa de 4,9% nesse ano versus 2020, por uma evolução da população ocupada, já alcançando mais de 91 milhões de pessoas ocupadas nos últimos meses do ano”, complementa Sergio Molinari.

Consideradas as variações de 2020 e 2021, o food service terminou 2021 16% abaixo de 2019, que foi o ano de maior faturamento do setor em todos os tempos, como reforça o professor. “E este é o ponto de partida para 2022: um mercado que termina 2021 ainda muito abaixo de 2019, o que significa uma perspectiva de recuperação ainda bastante provável. Como previsões atuais para 2022, temos que o PIB deverá crescer algo próximo de 1% – discreto, mas é um crescimento – e a população ocupada deverá superar 93 ou até 94 milhões de pessoas. Também já se vê outros movimentos em curso, como a abertura de centenas de milhares de novas empresas no mercado, o avanço do trabalho remoto para modelos híbridos, a imunização atingindo níveis de ‘rebanho’, a confiança do consumidor aumentando. A conjugação destes fatores leva a uma expectativa de novo crescimento, agora na casa de 15% (nominalmente) em 2022, o que, após a inflação prevista do setor, resulta num crescimento real de pouco mais de 8%. Com estes outros 8% em termos reais, o mercado de food service no Brasil deverá atingir o equivalente a 91% do que era o mercado em 2019, deixando ainda uma boa perspectiva de crescimento para ao menos 2023”, afirma ele.

Investimento durante e pós-pandemia

A Hershey, empresa fundada em 1894 por Milton Hershey nos Estados Unidos e maior produtora de chocolate na América do Norte e líder global em chocolate, balas e confeitos presente em mais de 90 países, conta à Food Service News, por meio da sua gerente geral da companhia na América Latina, Larissa Diniz, que a prioridade da marca é se tornar cada vez mais relevante para os consumidores, desenvolvendo produtos que atendam e surpreendam suas demandas por sabor, qualidade e prazer em momentos de consumo ao longo do seu dia, sozinhos ou acompanhados.

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Larissa Diniz, da Hershey, diz que a empresa pretende continuar com sua característica de trazer inovações ao mercado brasileiro

“Desde 1998, quando iniciamos a nossa operação no Brasil, temos trabalhado para reforçar, junto aos clientes, nossa posição de empresa líder mundial no mercado de chocolates e um dos principais players do mercado brasileiro, nos colocando como agente fundamental no crescimento e desenvolvimento do mercado de chocolates e snacks no país. Neste novo ano, pretendemos continuar com nossa característica de trazer inovações ao mercado brasileiro, bem como trazer ainda mais ações que dão voz a temas importantes da nossa sociedade”, afirma a gerente geral.

A pandemia certamente abalou a economia mundial, segundo relato de Larissa Diniz, trazendo crises em diversos setores e impactos em produtividade, “mas nós acreditamos muito no potencial econômico do Brasil e seguimos otimistas, traçando planos de curto, médio e longo prazo”, afirma ela.

Para dar continuidade à estratégia da marca de se tornar cada vez mais relevante para seus consumidores e clientes, continuou inovando mesmo em meio à pandemia. “Em 2020, lançamos a linha Hershey’s Professional, marcando a nossa entrada no segmento de food service. Em 2021 ampliamos o portfólio e aceleramos diversos projetos internos que deverão estar nas ruas já no início deste ano”, diz a gerente geral.

Larissa Diniz afirma que continuarão investindo em lançamentos de produtos exclusivos e na aproximação com seus consumidores, clientes e parceiros, levando sempre em consideração o que é relevante para eles.

Criada na pandemia, com muitos planos em 2022
Fundada em 2020, a Minha Quitandinha é uma startup de tecnologia em varejo do setor de minimercados. Na prática, a marca é um minimercado autônomo que leva praticidade, conveniência e segurança a áreas residenciais ou comerciais.

Com base no conceito de honest market, o negócio opera durante 24 horas por dia, sete dias por semana. A meta para 2022 da Minha Quitandinha é triplicar o número de lojas, alcançando o faturamento de R$ 3 milhões.

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Guilherme Mauri de Oliveira, da Minha Quitandinha, diz que a meta para 2022 da startup é triplicar o número de lojas, alcançando o faturamento de R$ 3 milhões

“Nosso modelo de negócio traz para os clientes o senso de comunidade e inclusão tecnológica. Nós não tivemos a preocupação de perder clientes porque a empresa foi criada justamente na pandemia. Identificamos nesse contexto de isolamento social uma oportunidade de alinhar uma tecnologia de ponta ao conceito de ‘honest market’ para gerar comodidade e praticidade aos consumidores no momento de adquirir um item essencial, visto que eles não precisam sair de suas casas para adquirir esse item. Desta maneira, também conseguimos aumentar a segurança e evitar aglomerações”, explica Guilherme Mauri de Oliveira, CEO da Minha Quitandinha.

Uma grande novidade da Minha Quitandinha é que fechou uma parceria com o iFood. “Desta maneira, nos tornamos os primeiros players do segmento de minimercado autônomo a ingressar no delivery e a alcançar consumidores externos, além de ampliar as chances de ganho dos nossos licenciados, que ficam livres para aderir ao novo serviço formalizando o cadastro no aplicativo. Esse também é um modelo recente de varejo, conhecido como ‘dark store’, que seria basicamente uma loja que não é aberta ao público em geral. Ela só serve para estoque de produtos para delivery. Isso faz com que os custos de abertura e manutenção da loja sejam significativamente mais baixos quando comparados a uma loja normal. Portanto, temos planos a curto e médio prazo de nos desenvolver ainda mais nesse setor”, conta o CEO.

Com essa iniciativa, a meta da startup é transacionar, somente com essa operação, R$ 375 mil por mês. “Ou seja, o delivery deve representar 15% da operação. Já a longo prazo, pretendemos alcançar um faturamento de R$ 85 milhões em 2025, com 700 lojas abertas. Além disso, continuar a aceleração de abertura de lojas, como falamos anteriormente”, diz.
A Minha Quitandinha, atualmente, está presente em 25 cidades do Brasil, em 11 estados, com um portfólio com mais de 700 itens que vão desde congelados a produtos de limpeza e higiene pessoal.

Um 2022 mais saudável e lucrativo

Evelyn Charro, CFO da Mix Nutri, uma das maiores indústrias de suplementos alimentares do Brasil, conta quais são as perspectivas da empresa para o ano de 2022.

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Evelyn Charro, da Mix Nutri, diz que a empresa aposta muito neste ano de 2022 nos produtos saudáveis prontos para o consumo

“Estar presente em todas as grandes redes do canal alimentar levando a nutrição ativa para os consumidores, desmistificando o uso do suplemento alimentar, tornando a vida das pessoas mais saudável de forma prática e funcional. Temos a certeza do crescimento, pois trabalhamos de maneira consistente e profissional para que o consumidor leve o melhor produto para sua casa. Apostamos muito neste ano de 2022 nos produtos prontos para o consumo. Vivemos um momento onde as pessoas precisam ser produtivas e otimizar o máximo do seu tempo, por isso o produto pronto para o consumo pode facilitar muito o consumidor a ter uma vida saudável de forma prática”, afirma.

Para Evelyn Charro, os reflexos da pandemia ficaram para trás em partes. “Se falarmos sobre abastecimento de matéria-prima diria que não, pois hoje vivemos escassez de diversos insumos que geram um impacto inflacionário para o consumidor – os principais produtos impactados neste mercado foram os aminoácidos (Glutamina, Creatina) e as proteínas (Whey Protein). Porém, falando de venda, observamos uma grande e crescente busca pelos produtos saudáveis. Os consumidores estão mais atentos quanto à tabela nutricional e lista de ingredientes, portanto enxergamos um mercado mais exigente quanto ao que consome – isto é uma boa oportunidade de crescimento da fatia do nosso mercado”, diz ela.

A CFO da Mix Nutri acredita que mesmo com todos os impactos causados pela pandemia, o Brasil vai crescer e o mercado de produtos saudáveis continuará em ascensão. “Cada vez mais o consumidor se preocupa com sua saúde e sabe da importância de ter uma vida saudável, por isso a busca por produtos que propiciam este resultado continuará crescendo, os produtos saudáveis deixarão de ser alternativos e serão prioridades na hora de montar a sua lista de compra”, diz.


ARTHUR IGREJA
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BEST GOURMET CLUB
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BOMBAY
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FÁBRICA DE BOLO VÓ ALZIRA (Grupo Z+)
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GRUPO BACARDÍ
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ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing)
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HERSHEY
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MINHA QUITANDINHA
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MIX NUTRI
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