E agora?

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E agora?

Turbulência na economia, baixa renda de parte da população, desemprego. Como contornar todos os desafios que rondam o food service atualmente?

O food service brasileiro já está claramente consolidado no mercado de alimentação há um bom tempo. Entre as muitas conquistas do setor, há também diversos desafios. Nesta matéria, algumas empresas contaram a Food Service News como foram suas conquistas até então, quais os desafios do segmento atualmente e seus planos e metas para este ano.

Mercado

E agora?
Marco Antonio Barbosa, da Scala, diz que o crescimento de vendas físicas da companhia, mesmo nos anos de crise econômica, sempre se manteve. “Temos muito otimismo paro o setor de lácteos no Brasil.”

“O mercado brasileiro como um todo é muito impactado pela economia – e no food service não é diferente. Os últimos anos têm sido desafiadores devido às altas taxas de desemprego que impactam em dois temas principais: a opção por cozinhar em casa e o aumento da informalidade no setor. Além disso, a inflação também faz com que o custo dessas refeições aumente. Com a melhora da economia, será possível crescer porque ainda há muito espaço, gerando aumento de volume e abrindo mais espaço para a inovação”, explica Pedro Tatoni, gerente de Marketing da multinacional irlandesa Kerry, que é dona da marca brasileira Junior Alimentos.
Ao analisar o mercado, Pedro vê que, em média, uma a cada quatro pessoas fez uma refeição fora de casa no dia anterior – número muito abaixo de outros mercados, como o dos Estados Unidos, onde a média é de 50% (uma a cada duas pessoas fez uma refeição fora de casa nesse mesmo período). “Esse dado nos mostra a possibilidade de crescimento e o potencial de consumo no mercado brasileiro mediante uma economia ativa”.
Para a Kerry no Brasil e suas marcas, 2019 foi um ano de retomada na economia e que ajudou no crescimento do mercado como um todo. “Essa retomada influenciou diretamente o mercado local onde atuamos com a marca Junior – pudemos acelerar as vendas e ter mais pontos de contato com os operadores e consumidores. Nosso ritmo é acelerado, com lançamento de produtos e inovação (mesmo em anos desafiadores) aumentamos a barra para continuar a ter a preferência dos consumidores”, avalia o gerente.
A Junior está constantemente desenvolvendo produtos inovadores e que geram praticidade para os clientes. O pipeline (funil de vendas), segundo Pedro, é extenso e o plano para 2020 é que itens com a mesma qualidade já conhecida passem a fazer parte do seu portfólio. Além de novos sabores ou soluções, tamanhos que atendam uma parcela maior do mercado também são estudados. Que foi o que aconteceu em 2019.
“Além do lançamento da Cebola Crispy Junior, temperada e pronta para usar, que dá um sabor especial aos pratos e é a única do mercado que já vem condimentada, os três sabores dos molhos gourmet em novo tamanho – Mostarda & Mel, Chipotle e Maionese Grill – complementaram ainda mais o portfólio. Antes esses molhos eram oferecidos apenas em bag de 1kg e agora podem ser encontrados em frasco, ou seja, tem um uso dentro e fora da cozinha”.

Foco

E agora?
André Gasparini, da Agropalma, diz que para a companhia, o ano de 2019 foi realmente muito desafiador para o setor alimentício

A Agropalma sempre foi reconhecida no mercado pelos seus produtos e serviços em óleos e gorduras convencionais e, desde 2017, está, cada vez mais, focando a produção de óleos e gorduras diferenciados.
“Consolidamos-nos neste mercado de food service com nossa gordura vegetal para fritura Doratta Fry, produto que não utiliza em sua cadeia produtiva processos químicos, além de não ser hidrogenada, o que garante não conter gorduras trans. Esta, já banida nos Estados Unidos e na Europa, e agora, com a resolução da Anvisa, inicia-se um processo de redução gradual no Brasil, com total banimento até janeiro de 2023”, destaca André Gasparini, diretor comercial da Agropalma.
Os consumidores estão cada vez mais exigentes em relação à alimentação. Além de buscarem produtos mais saudáveis, eles se preocupam com a sustentabilidade. Essa é uma tendência que só cresce, e o segmento de food service, junto com seus fornecedores, já tem se adequado a essas exigências.
André diz que a Agropalma tem esses valores inseridos em sua cultura e, além da garantia de qualidade com a aplicação de inovadoras tecnologias para oferecer um produto de alta performance, também se preocupa com os processos sustentáveis.
“Isso levou a companhia a ser reconhecida como a maior produtora de óleo de palma sustentável da América Latina. Vamos continuar trabalhando para oferecer cada vez mais soluções ao food service e atender às necessidades desse importante mercado”.
Para a companhia, o ano de 2019 foi realmente muito desafiador para o setor alimentício. Todos tiveram que rever seus processos para ganhar em eficiência, reduzir custos e, consequentemente, ter lucro.
“Para o ano de 2020, estamos focados em buscar mais oportunidades nesse mercado de food service, uma vez que o Doratta MIX, nosso mais novo produto para esse segmento, vem apresentando um crescimento de vendas além do esperado. Estamos muito animados em poder apresentar uma nova solução que tenha uma estabilidade superior quando comparado aos nossos concorrentes”, diz o diretor comercial.
A Agropalma também considera importante zelar pela parceria que tem, conhecendo os seus distribuidores e procurando entender suas necessidades. “Acreditamos que, somente em uma relação próxima, conseguiremos atingir o resultado comum, que é o sucesso do desenvolvimento em conjunto, desejado por todos. Além disso, os produtos da Agropalma são reconhecidos não somente no Brasil, mas também internacionalmente, devido à excelente qualidade, certificações e pelo processo produtivo sustentável, além da tecnologia”, pontua André.

Atendimento

E agora?
Para o Laticínio Scala, fazer sucesso no canal food service requer muito trabalho, muita dedicação e muita atenção às necessidades e expectativas dos clientes

Há 56 anos no mercado, o Laticínio Scala se tornou um dos principais produtores de queijos do Brasil. A marca atende tanto o consumidor final quanto o mercado de food service.
“O nosso zelo e cuidado durante a fabricação, foco na máxima qualidade, respeito incondicional aos tempos de maturação de todos os nossos produtos, matéria-prima de alta qualidade, respeito à cadeia de frio do início ao fim (recepção, produção, estocagem e entrega ao cliente final), fazem com que nossos clientes confiem muito na nossa marca e reconheçam a qualidade e valor de nossos produtos frente aos produtos oferecidos pelo mercado”, salienta Marco Antonio Barbosa, gerente de Marketing e Vendas da companhia.
Para ele, fazer sucesso no canal food service requer muito trabalho, muita dedicação e muita atenção às necessidades e expectativas dos clientes da Scala, que prezam bastante por qualidade e confiança nos produtos.
“Sabemos que qualquer desvio pode comprometer o bom andamento do negócio dos nossos clientes (falta de produtos gerando possíveis rupturas de produtos acabados, por exemplo), por isso assertividade e pontualidade nas entregas fazem toda a diferença”.
E o ano de 2019? “Nosso crescimento de vendas físicas, mesmo nos anos de crise econômica, sempre se manteve. Temos muito otimismo paro o setor de lácteos no Brasil, tendo em vista o ainda baixo consumo per capita e um grande potencial de aumento da produção de leite no nosso país. Como principal gargalo, enxergamos o baixo nível de renda de uma grande parte da população que gostaria de consumir muito mais lácteos do que o faz atualmente”, responde.
E, por fim, para a marca: “As vantagens de nossos parceiros (distribuidores, atacadistas, varejistas, food service e clientes em geral) em comercializarem os produtos da marca Scala são: alta qualidade dos produtos, grande aceitação por parte do mercado (clientes e consumidores), alto giro em sua linha de produtos, grande penetração no mercado (principalmente na Região Sudeste), produtos com preços fazendo jus à sua alta qualidade”.

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